Isto é um espaço pessoal, aqui hei de meter essencialmente música que de alguma maneira me moldou, mas posso ter alguns desvarios eventuais. Se algum artista se sentir "roubado" por ter a sua música partilhada, que mo indique, para que eu possa apagá-la com a máxima prontidão
Mais uma promessa que fiz a um avilo, como vou estar ausente uma semana, era agora ou nunca (pronto, agora ou daqui a uma semana eheh). Mike Skinner é um dos mais recentes fenómenos mundiais saídos de um quarteirão podre de Birmingham na Inglaterra. Cansado da rotina cansativa do hip hop e do garage, as suas duas maiores influências, resolveu misturá-las, aliando a estas o seu típico humor inglês, uma dose extra de Brandy (e as vezes drogas mais pesadas) e a pitada ideal de originalidade, criou assim a sua poção mágica, que tem funcionado maravilhosamente em cada um dos três álbuns que lançou. No primeiro disco ele pede “Let's Push Things Forward”, no segundo ele fá-lo de maneira sublime fazendo um disco com continuidade, uma estória fabulosa de um jovem no bairro suburbano que perde mil pounds, vê a sua televisão avariar-se, começa uma relação amorosa, passa os dias no sofá da namorada a ver Eastenders, vai de férias, rompe com a namorada, perde um amigo (com o qual a sua namorada o trai), o mesmo que eventualmente lhe arranja a televisão e encontra os mil pounds, motivo suficiente para se voltarem a entender. O terceiro álbum relata a “desgraça” da fama, que torna certas coisas mais acessíveis e outras mais complicadas porque com a evolução da conta bancária, há também a evolução dos gostos, hábitos e vícios e a subida exponencial de problemas que antes nos eram alheios. Chega mesmo a haver uma sensação de constância ilustrada na dificuldade em arranjar miúdas, se estas forem, também elas, famosas (“it feels just like when you wasn't famous). É o menos bom de todos os álbuns, mas muito longe de ser mau. Eu adoro! Vou meter aqui um vídeo para cada um dos álbuns mas RECOMENDO com letras maiúsculas a irem vê-los todos no youtube, o mano é mesmo forte.
The Streets - Original Pirate Material
1.Turn the Page 2.Has It Come to This? 3.Let's Push Things Forward 4.Sharp darts 5.Same Old Thing 6.Geezers Need Excitement 7.It's Too Late 8.Too Much Brandy 9.Don't Mug Yourself 10.Who Got the Funk? 11.The Irony of It All 12.Weak Becomes Heroes 13.Who Dares Wins 14.Stay Positive
1.It Was Supposed To Be So Easy 2.Could Well Be In 3.Not Addicted 4.Blinded By The Light 5.I Wouldn't Have It Any Other Way 6.Get Out Of My House 7.Fit But You Know It 8.Such A Twat 9.What Is He Thinking 10.Dry Your Eyes 11.Empty Cans
The Streets - The Hardest Way to Make an Easy Living
1.Pranging Out 2.War Of The Sexes 3.The Hardest Way To Make An Easy Living 4.All Goes Out The Window 5.Memento Mori 6.Can't Con An Honest John 7.When You Wasn't Famous 8.Never Went To Church 9.Hotel Expressionism 10.Two Nations 11.Fake Streets Hats
Parece que há uma polémica em Angola por causa da nova musica do Dog Murras, a Radio Nacional, alegadamente, censurou a dita cuja, vá-se lá saber porquê. Não é um álbum, acho o beat podre, o refrão irritante, mas nada do que ele diz na musica é mentira.
Kota Barceló de Carvalho, um dos ícones da música angolana e embaixador desta no estrangeiro. Tipo que é um dos poucos nomes que vingou na cena internacional. Nasceu no Bengo mas cresceu nos mussekes em Luanda, onde desde cedinho se deixou encantar pelo folclore e pelo cariz interventivo da música que aí se fazia. Entretanto, começa por se distinguir no atletismo, é campeão dos 100, 200 e 400m e é chamado à metrópole para ingressar no Sport Lisboa e Benfica onde fica a a bater records entre '66 e '72, o broda corria mesmo dekaralhu, costumava brincar com os kambas dizendo que “era o mais rápido a fugir”. Nacionalista e activista político em tempo de ditadura, cedo se verá perseguido pela polícia política (PIDE) e é obrigado a trocar a tuga pela Holanda onde se refugia e onde começa a sua carreira como músico. Essa carreira viria revelar-se ainda mais prolífica que a precedente, provando que o kota Barceló é mesmo multi-facetado e muito talentuoso. Como todo bom músico que se afirma, com carreiras duradoiras ao ponto de se tornarem autosuficientes e passar a prescindir de marketing, o kota tem 32 álbuns e eu vou deixar-vos aqui algumas pérolas raras e uma cena mais recente yá?
Bonga – Angola '72-'74
Juntaram-se num só, os dois primeiros álbuns do Bonga, com alta carga política, o primeiro reivindicando a independência e o segundo celebrando-a. A música, claro está, não passava em Angola, mas desde logo serviu para que Bonga se afirmasse na cena internacional. Curtam aí
CD 1
01. Mona Ki Noi Xica 02. Uengi Dia Ngola 03. Balumukeno 04. Ku Tando 05. Kilumba Dia Ngola 06. Muadikime 07. Luanda Nbolo 08. Mu Nhango 09. Paxi Ni Ngongo 10. Muimbo Ua Sabalu
Epá, sinceramente, se este é o título do álbum o Bonga deve ser tantã, dois álbuns com o mesmo título? Procurei um bocado na net e encontrei dois títulos alternativos: “Angola” e “Música Tradicional de Angola”. Escolham o que vos convier, o que interessa é a música que mais uma vez, é de extrema raridade (e qualidade).
01.Mona Ki Ngi Xica 02.Ilia 03.Marika 04.Um Kandandu Amigo 05.Uengi Dia N'gola 06.Makongo 07.Nguvulu 08.Nguzu 09.Pio-Pio 10.Dois Poemas Irmaos 11.Muadiakime 12.Kamussekele-Malala Nza 13.Lamento De Garina 14.Mindjeris Di Pano Preto
Muitos gostam de ridicularizar ensaios com este teor (sobretudo quando visivelmente não são empregues os grandes meios dos maiores estúdios aos quais normalmente só têm acesso bolsos gordos ou financiados) desclassificando-os como contra-propaganda neurótica, teorias de conspiração infantis, irrealistas, e uma centena de outros adjectivos qualificativos mais refinados que têm como objectivo descredibilizar os esforços de quem tem de se sujeitar a meios pouco convencionais para veícular informação. Cada um julga por si próprio, eu só posso falar por mim e digo-vos que admiro pessoas com essa força de vontade, dedicação na pesquisa e capacidade de resumo e argumentação. Se decidirem ver estes filmes, aconselho-vos a não verem de uma assentada, até porque provavelmente não terão tempo, são longas metragens e têm muita informação a digerir. Vão vendo aos poucos, assim como se lê um livro e, se acharem importante, façam-no chegar a outras pessoas!
Hoje acordei muito saudosista, só meu deu pra ouvir musica antiga. Revistei o meu baú musical e encontrei os Kassav, a banda que colocou o Zouk no mapa da musica do mundo (ou não). Depois de uma pesquisa exaustiva, descobri que Kassav significa mandioca ( e agora, com vocês, os Mandioca!!!) Os membros originais da banda eram JocelyneBeroard, Jacob Desvarieux, Jean-Philippe Marthely, Patrick St. Eloi, Jean-Claude Naimro, e GeorgesDecimus (que actualmente não mais faz parte do grupo) junto com alguns outros componentes, que permaneceram pouco tempo no grupo. O total de álbuns (em forma de LP e/ou CD) lançados pela banda é aproximadamente de 30.
"O Kassav' foi criado em 1979 por Pierre-EdouardDécimus, músico profissional que, junto com Freddy Marshall, decidiu transformar a música de carnaval de Martinica e Guadalupe em um estilo mais moderno. A banda foi a primeira a despontar como pioneira do zouk. Seu som se tornou "pan-caribenho", englobando elementos do reggae e da salsa. Seu primeiro álbum, LoveandKa Dance (1980), estabeleceu aquilo que seria conhecido como o zouk. O grupo se tornou cada vez mais popular, atingindo seu auge em 1985 com o álbum Yélélé, onde se destacava o sucesso "Zouk la sé sèlmédickamannouni". Com esta música, o grupo espalhou sua música pela América Latina e também pela Europa e até mesmo em países da Ásia, popularizando também a dança zouk." Ok, eu tirei isso do Wikipedia, não estava com vontade de escrever muito.
Tenho um álbum deles ao vivo que me faz lembrar do primeiro espectáculo que eles fizeram em angola, eu devia ter uns 6 ou 7 anos, foi no Karl Marx e só sei que me kuiou muito.
Encontrei esse vídeo deles com as ZOUKMACHINE, possas alguém se lembra delas? Tinham os vídeos muito sugestivos (escapidimorré). Foda-se LONGA VIDA AO YOUTUBE.
Vocalista dos Jovens do Prenda, quem for angolano lembra-se de certeza, pode nunca ter ouvido as musicas mas já ouviu falar dos jovens. Continuado, sempre que oiço Dom Caetano lembro-me de um Jingle que passava na rádio e tinha spot na tv e tudo, que dizia "Uma Angola a crescer, vai um cigarro Ac...", não sei bem porquê, mas era muito panka desse jingle (Experimentei um Ac e tudo a pala disso). Dom Caetano lançou um cd a solo á uns anitosatraz e acho que é mais do mesmo no sentido em que a linha musical dele não mudou muito e ainda bem para os saudosistas como eu.
Duas das minhas mais recentes descobertas. Como podem constatar, não estou propriamente um olho de falcão, os discos não saíram ontem, mas também são a prova que o bom som não envelhece. Muita frescura que tanta falta tem feito no Hip Hop dos últimos tempos, onde assim que se cria algo novo, aparecem logo 15 babuínos a fazer igual e a tentarem levar o som para o que eles chamam de "next level" que é normalmente o crossover com o comercial. Música com pureza e muito sentimento. Para os adeptos de BOM hip hop.
Median - Median's Relief
Saquei este disco porque vinha recomendadíssimo no sopedrada e fiquei completamente aturdido pela sucessão de chapadas sonoras que fui levando a medida que o álbum avançava. Instrumentais poderosos e rimas conscientes. A reacção imediata é ir investigar como um mero desconhecido pode meter a rolar um disco tão sólido sem referências anteriores. Fiquei tranquilizado quando soube que o homem pertence à Justus League, mas preocupado com o meu ouvido, outrora atento, ao dar conta que já tinha ouvido o gajo várias vezes sem que ele me colasse. Participou no The Listening e no Foreign Exchange que estão entre os meus álbuns preferidos dos últimos anos e numa série de 9 volumes mixtapes da Justus League largados em 2003. Pois é, nada como um álbum a solo para me forçar finalmente a sacar o chapéu e efectuar a devida vénia. Grande, grande álbum. O tema Brenda's baby parece-me extremamente influenciado pelo filme “Maria eres llena de gracia” que conta a estória de uma colombiana que decide emigrar para o El Dorado que todo o pobre julga ser América e que vai, para consegui-lo, sujeitar-se a transportar doses de cocaína no estômago, logicamente que a ideia do filme é mostrar os perigos dessa prática, mas não é o filme que está em análise. Para já os meus sons preferidos são What would you do e o Power Shift no qual Nicolay, o produtor, usa o mesmo sample que Marco Polo no som do álbum dele em que OC é convidado. É um sample que já foi utilizado há uns anos, vão ver como vos soa familiar.
1.Love Again 2.Simile 3.Collage 4.Personified 5.Rize - (with Ladehra) 6.What Would You Do? 7.Power Shift 8.Brenda's Baby 9.Right Or Wrong? 10.Choices 11.How Big Is Your World? 12.Strides - (with Mark Wells) 13.Pardon Me Dude - (with Louisha) 14.2 Sided Coin - (with Spectac/L.E.G.A.C.Y.) 15.Personified - (Super-Charged remix) 16.Comfortable - (Midnight remix)
A história com este é outra. Há coisa de um ano o meu amigo Keita Mayanda pediu-me que o tirasse para ele. Fi-lo, mas o ficheiro rar tinha password e nunca consegui descobrir qual era, então fui deixando para “mais tarde”. Ontem estava a limpar o meu abarrotado disco duro e hesitei em apagar o ficheiro que me era inútil, mas decidi antes tentar ver se conseguia catar faixa por faixa no Soulseek. PORRA AINDA BEM QUE ALGUÉM AINDA GUARDA ISTO NO COMPUTADOR, o álbum é bommmmmmbbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. O mano tem a voz do Ali Vegas (esse anda aonde?), dikas à la Talib nos primórdios e produções de nomes sonantes da actual cena underground e não só, o Illmind faz inclusivé beats para a G g g g g g Unit! Não consegui descobrir muito sobre ele, só que faz parte de uma editora muito particular na constituição do seu roster e que já teve o seu nome associado a alguns grandes do underground: Dead Prez, Common, Akrobatik, Louis Logicm entre outros. Vejam lá a dika da editora. Fundada por um dred que vive no Canadá (Muneshine) e um que vive em L.A. (D-Minor), juntando-se depois o Emilio (NY), os produtores Illmind (New Jersey), M-Phazes (Austrália) e Presto (Holanda). Está claro que se devem comunicar muito por msn né?
Keita obrigado... mais uma crew que vou começar a seguir com muita atenção.
01.1,9 02.Up To Speed 03.Ya Neva Know 04.Keep On Runnin' Ft. Denosh 05.Things Change Ft. Dminor 06.Shadokat-Retrospect 07.Life Aint Fair 08.No One Will Ft. Tiffany Paige 09.Stutter Interlude 10.Rebellion In Occupied Territory (RIOT) 11.Incredible Force Ft. Hassaan Mackay And Oddissee 12.Why'd You Have To 13.Sometimes Ft. Silent Knight
Acabei de assistir a este filme pela terceira vez. Levei tempo a perceber as pessoas que espontaneamente decidem repetir filmes, a menos que seja para acompanhar outras que ainda não o tenham feito, coisa que me levou a repetir vários dos meus filmes preferidos (e outros que nem por isso). Este filme vi-o a primeira vez com dois colegas e marcou-me com muita intensidade porque para além do tema com um argumento fabulosamente desenvolvido, a fotografia, a música, os personagens e a qualidade de actuação são fora de série, havendo mesmo momentos em que parece ser mais um documentário do que uma obra de ficção (notem nas várias partes em que os personagens falam por cima uns dos outros, sendo muito mais realista que o formato tradicional em que as pessoas, mesmo quando discutem, cumprem incessantemente e de maneira pouco natural, com as implícitas regras de delicadeza, guardando o silêncio sempre que alguém fala). Não me lembro de nenhum outro filme (e acreditem que vi muitos) em que os personagens fossem tão genuínos, nem mesmo no Cidade de Deus onde o grosso dos actores eram miúdos da favela que nunca tinham passado por escolas de encenação e que fizeram um trabalho à altura de actores com muito chão. O filme é sobre um processo contra as instituições financeiras mundais, o Banco Mundial e o FMI, sendo a parte queixosa a sociedade civil maliana. Eu não vou sequer tentar descrever-vos o filme, vou só prevenir aqueles que resolverem vê-lo para não esperarem um filme com o ritmo frenético de um filme de acção hollywoodiano (cada vez mais o padrão seguido pelos outros estúdios para assegurar um mínimo de ingressos), é um filme lento, mas muito rico na ilustração do choque de civilizações ocidental e africanas, na maneira que tentamos enquadrar-nos nessa globalização que continua a excluir-nos suprimindo ou ridicularizando as vozes que de lá emanam, mostrando sempre uma imagem de mendigos incapazes de se autogovernarem, de líderes déspostas e insensíveis (ver Last King of Scotland), de selvagens tribalistas, disseminando e perpetuando essa imagem através da sua omnipotente máquina de propaganda. Pequena curiosidade: o filme foi rodado no quintal da casa do falecido pai do realizador, onde ele cresceu com os seus numerosos irmãos, primos, tios e familiares mais distantes. Para já deixo-vos o trailer, estou a tentar tirar do emule a versão original e respectiva banda sonora, mas só me vêm filmes de cú. Prometo que assim que tiver a boa versão vos deixo aqui o link ed2k para utilizadores do emule.
Já que passámos pelo Brasa, queria partilhar convosco algumas das minhas mais recentes aquisições. Logicamente que a tendência é sempre gostar mais da novidade, do grupo que até ao momento da escuta nos era completamente desconhecido, mesmo de nome, que nos trás algo fresco que normalmente não estamos à espera. Pois, admirem-se que mesmo músicas de décadas já idas, podem ter esse efeito sobre nós, eu fiquei de queixo com a potência do álbum homónimo do Di Melo (1976), é forte p'á caraliu!!!
Seu Jorge - América Brasil
Nova bomba do Seu Jorge. O título é muito fajuto, mas o disco é muito forte, grandas balanços do estilo. A história vocês já conhecem né? Favelado, para compositor reconhecido, para Mané Galinha, para sucesso à escala mundial. Apesar de todo o estardalhaço que o mano fez, resolveu lançar o disco com edição limitada ao Brasil, pela sua editora, Cafuné Gravadora, espírito independente é que faz falta.Agora resta ouvir o disco que 'tá mesmo grande pedra.
1- América Do Norte 2- Trabalhador 3- Burguesinha 4- Cuidar De Mim 5- Mina Do Condomínio 6- Mariana 7- Só No Chat 8- Samba Rock 9- Seu Olhar 10- Eterna Busca 11- Voz Da Massa
Na falta de um vídeoclip oficial do disco e porque os que encontrei live no youtube não me convenceram muito, deixo aqui aquele balanço nervoso "Tive Razão". Quem curte esse som não saíra decepcionado com o disco.
Do pouco que consegui descobrir do brother, fiquei a saber que é um compositor/cantor pernambucano, que só lançou este disco, que conta com arranjos de um dred chamado Hermeto Pascoal, este um personagem tido em mais alta consideração no extenso meio musical brazuka, alcunhado de “o bruxo” ou “o mago” (vou meter aí uma foto do kota, acho que o nome de “mago” era mais pela aparência flagrante com o druida Panoramix), que sem brincar, tipo que era mesmo muitoooo mau, não é um qualquer que trabalha com o Miles Davis. No fim de contas, este disco é uma pérola perdida no oceano, ninguém nunca lhe deu atenção e ninguém sabe o que é feito do autor. Eu fiquei extasiado, aconselho veementemente.
1 .Kilariô (Di Melo) 2. A vida em seus métodos diz calma (Di Melo) 3. Aceito tudo (Vidal França - Vithal) 4. conformópolis (Waldir Wanderley da Fonseca) 5. Má-lida (Di Melo) 6. Sementes (Di Melo) 7. Pernalonga (Di Melo) 8. Minha estrela (Di Melo) 9. Se o mundo acabasse em mel (Di Melo) 10. Alma gêmea (Di Melo) 11. João (Maria Cristina Barrionuevo) 12 .Indecisão (Terrinha)
Estes são antigos, mas confesso, não conhecia. Desde que baixei este disco perguntei a todos os meus amigos brazukas o que achavam e a uninamidade na resposta foi bastante ilustrativa da força que estes manos têm lá (ou se calhar eu só conheço gajos com o mesmo gosto que eu eh eh). Nasceu em Pernambuco, em 1990, da união de uma banda rock com uma de samba-reggae e o nome inicial era Chico Science & Nação Zumbi. Lançaram dois álbuns e, em 1997, o mano Science bateu a caçuleta num sempre trágico acidente de viação, deixando o grupo sem vocalista. O novo lead vocalist, Jorge du Peixe, saiu das percussões para substituir o amigo. Com ele, o grupo lançou mais 4 de originais, um Live e um best of. Fome de Tudo é o 7º álbum da banda e “meu issah” se este álbum não é das melhores coisas que ouvi ultimamente da música contemporânea brasileira. Tem um som que achei curioso (e tenho a certeza que fizeram de propósito), intitulado “Inferno”. Achei piada porque no som participa uma das novas e apaparicadas vozes brasileiras, a cantora... Céu! O meu som favorito é o Nascedouro, que malha, dá vontade de ouvir todos os dias. CONSUMO OBRIGATÓRIO!!!
1 - Bossa Nostra
2 - Infeste
3 - Carnaval
4 - Inferno (part. esp.: Céu)
5 - Nascedouro
6 - Onde Tenho Que Ir
7 - Assustado (part. esp.: Money Mark)
8 - Fome de Tudo
9 - Toda Surdez Será Castigada (part. esp.: Junio Barreto)
Minha banda favorita do Brasil, juro mesmo, sem duvida, não vale a pena... Não sei explicar bem o estilo, acho que é quase a mistura de tudo o que o Brasil representa, Rock, Samba, Folclore, Rap, tem um bocado de tudo, mas é claro que o Rock é o estilo que predomina. Têm 6 ou mais álbuns no mercado e esse que vou pôr aqui é o meu favorito, é o melhor "trabalhado" e, na minha opinião espelha o crescimento da banda. Tem a participação de Zeca Pagodinho e nos separadores de algumas musicas pode se ouvir a voz de Waly Salomão, poeta e compositor, que inclusive escreveu algumas com Caetano Veloso como "Mel" e "Talismã". "A minha alma" ,do álbum Lado B Lado A, é, provavelmente, a musica mais conhecida da banda.
(1)Introdução (2) Reza Vela (4) Rôdo Cotidiano (5) Papo De Surdo E Mudo (7) Bitterusso Champagne (9) Mar De Gente (10) O Salto (12) Linha Vermelha (13) Pra Pegador (17) Óbvio (19) Maneiras (20) O Novo Já Nasce Velho (21) Deus Lhe Pague (23) O Salto II
Não se pode falar de musica africana sem mencionar Koffi Olomide. Antoine Agbepa Mumba a.k.a Koffi Olomidé a.k.a Mopao Sarkozy (sim leram bem, Sarkozy, Mopao quer dizer Chefe, segundo um amigo langa do Uige) foi descoberto no final dos anos 70 por Papa Wemba em Kinshasa, e, em 1983 lança o seu primeiro album(Ngounda). Comparando com outros cantores como Pepe Kalé,Koffi representa uma nova geração do Zaiko Langa Langa (sim mesmo queridos, não é só pra estigar, é um estilo de musica e uma maneira que estar na vida) e do Soukuss. Ganhou mais notoriedade nesses estilos de musica do que qualquer cantor antes e depois de si. É, provavelmente, dos cantores africanos quem mais albuns gravou, tem 25, o 26º vai ser lançado no dia 14 de Fevereiro e ainda não tem titulo. Atravéz do Quartier Latin, um grupo de cantores e bailarinos(as) que fazem parte do seu espectáculo, tem lançado novos nomes para o panorama musical africano, dos quais destaco Fally Ipupa Dicaprio "Le Merveille" (que mistura soukuss com hip-hop e com melodias que fazem lembrar o Francó) Quem é angolano de certeza que se lembra do Ndombolo, que me fez nikunar muito nos casamentos no Namibe.
Recentemente autonomeado o Yoda do Neo-Soul, membro honorário dos The Ummah (produziram os dois últimos álbuns dos A Tribe Called Quest) e efectivo dos Soulquarians (Like Water for Chocolate anyone?), se este mano não dispensa apresentações, então já não sei quem dispensa eh eh. Claro que, como todo artista, tem as suas trips maradas e envolve-se em montes de problemas legais, aquela merda de vida sob a spotlight né? Privado de conduzir, preso por conduzir sob influência, conduz na mesma sem permissão, faz merda e tem acidente, mais prisão, mais posse de droga, enfim, longa lista. Mas olhem, esses dois discos são do caralho, mostrando uma vez mais que o nível de "frustração" é proporcional ao nível de genialidade, depois do sucesso do primeiro e porque o mano é muito armado em pongoso (vão ver já o clip do "untitled") todos pensaram que de um álbum para o outro ele iria se perder. Musicalmente em todo o caso isso não aconteceu, o dred voltou mais obscuro que no primeiro. Em breve meto mais cenas dos Soulquarians aqui.
D'Angelo - Brown Sugar
1.Brown Sugar 2.Alright Alright 3.Jonz In My Bonz 4.Me And Those Dreaming Eyes Of Mine 5.Shit Damn Motherfucker 6.Smooth 7.Cruisin' 8.When We Get By 9.Lady 10.Higher
1.Playa Playa 2.Devil's Pie 3.Left And Right 4.Line 5.Send It On 6.Chicken Grease 7.One Mo'gin 8.The Root 9.Spanish Joint 10.Feel Like Makin' Love 11.Greatdayindamornin' / Booty 12.Untitled (How Does It Feel) 13.Africa
Não se apressem a apaixonar-se pelo dred... essa vida de malandro é cheia de altos e baixos, curtam aqui um dos baixos: Vai ter de malhar muito antes de lançar o próximo álbum eh? É fodido!
Ainda agora comecei e já me estou a aproveitar de links dos outros blogs, mas o objectivo não é competir com ninguém, antes espalhar a música que acho ser meritória. Então aqui vão alguns álbuns que saquei recentemente do SaravaClub e que gostei muito, por um motivo ou por outro.
Curumin - Achados e Perdidos
Muito doido o som desse malandro. Luciano Nakata Albuquerque, nascido no Braza, filho de descendente de japa com descendente de espanhol, confuso né? Vocês sabem que o Brasil é esse melting pot fabuloso que depois se traduz na beleza e variedade da feijoada cultural que eles tão bem disseminam por esse mundo fora. Curumin significa criança precoce num dialecto indígena. O rapaz formou a sua primeira banda com 8, a segunda com 10 e aos 14 já era percussionista e tocava ao lado de algumas bandas nas discotecas mais batidas de S. Paulo. O mano queria ser futebolista, mas a concorrência de astros no futebol ali deve ser ainda mais cerrada que as de bandas de MPB pelos charts e o dred optou mesmo por dar seguimento à sua vertente musical. Assinou com a Quannum, casa de DJ Shadow, Blackalicious e Tommy Guerrero, baseada em S. Francisco (Bay Area). O Guerreiro, som de abertura, é também o meu favorito.
Grupo de folk zuka disponibilizam os seus álbuns inteiros para download no site deles. Têm dois e em ambos tem boas malhas e malhas mais ou menos, mas os dois valem muito a pena. Com um humor muito aguçado (“A náusea me faz vomitar o que eu penso”, “Você tem a alma atormentada de um génio, pena que lhe falte uma pitada de talento”, “Shakespeare e os Gregos já disseram tudo antes e você não quer viver na sombra de gigantes”, entre outras frases bem tiradas) e um sonoro relaxado, bem easy-listening.
A maior surpresa de todas, este é mesmo marado. DJ, Craque no didjeridoo e no kissanji (lá no Brasa eles chamam Kalimba) recorre uma panóplia de “coisas” que emitem frequências sonoras criando ambientes e sonoridades muito particulares, tendo como pano de fundo a música eletrónica. Um experimentalista bem sucedido no seu empreendimento, eu pelo menos amarrei, som bem youth hostel lounge, para partir um chá e ter conversas esotéricas ah ah. Vou meter aí um vídeo, mas ele não resume nem de longe a riqueza deste disco, façam favor de tirar.
1- Abertura Vich Maria 2- Tchê 3- DJridoo 4- Hip-Angola 5- Quebra-Côco 6- Acualimba 7- ÂÂÂhhh 8- Deutschland 9 - Amigo dos Passarinhos 10- Olhos de Coruja 11- Bem-vinda 12- Uatta Fâquis Diz ? 13- Desert Sound 14- A Noite / Minha Estrela
Boas, o texto que se segue foi escrito para publicar num outro blog que tenho com o meu irmão e alguns amigos, mas como saía um pouco do formato (e linguagem) do blog, achou-se por bem não publicá-lo, mas como não me apetece deitá-lo fora, vou atirá-lo aqui. Para aquele que não tiver mais nada de interessante a fazer do dia dele e quiser ler as divagações que se seguem, terá de se ir contextualizar aqui, não estou com paciência para reformular o texto para adaptá-lo a este blog.
Sermão autocrítico Buscando inspiração para o meu próximo artigo, dei-me conta que não tenho veia de escritor, ou se calhar (muito provavelmente) falta-me a vitamina primordial a todo aventureiro da comunicação, aquela que nos brinda com a capacidade de resumir sucintamente um conjunto de informações relevantes, aquela que ultrapassa a força de toda a musa inspiradora, a pílula chamada conhecimento (ou saber).
Antes de me meter a procurar vãs justificações para tentar minimizar a minha imbecilidade, devo ter o brio de meter a minha escassez de energia/vontade para adquirir (mais) conhecimentos no topo da lista. Lembro-me do meu pai me encorajar várias vezes a lêr alguns dos livros da sua modesta biblioteca, falando-me enfaticamente de alguns dos títulos, crendo dessa forma poder cativar-me mais. Mas ler foi passatempo noutros tempos, tempos de quem não tinha televisão, vídeo, leitor de cd, videogame, internet e as vezes, nem mesmo energia eléctrica. Com tanto entretenimento por aí, como poderia ter algum tipo de motivação e disciplina para me auto-privar de um Streetfighter,Mortal Kombat, Novela das 8 e afins, para me lançar numa epopeia literária que corria risco de levar semanas?
Eu li, de facto, alguns dos livros, mas o bichinho despertado pelo prazer da leitura foi presa fácil para o parasita implacável do entretenimento, que conquista com nada abonatória facilidade os seres humanos, a quem já nos habituamos a desculpar atribuindo à sua natureza intrínseca o comodismo e a letargia.
Será certamente também devido ao ambiente desfavorável, ou no mínimo, pouco favorável à promoção da informação e do saber no qual cresci, com as fundações bem alicerçadas no precário e esclerótico sistema de ensino vigente no nosso país. Muito ovo podre a esconder, o fermento intelectual poderia explodir num bolo de agre dissidência e certamente desejava evitar-se outra tragédia humana (e estou a usar uma terminologia muito ligeira), como foi a do 27 de Maio, na qual “se foram” grande número de indivíduos, entre intelectuais, artistas, quadros de todo o tipo e gente simples do povo, que teriam certamente dado o seu inestimável contributo para que não tivessemos tocado tão fundo nesse poço enlameado onde encalhámos.
Quero dar seguimento ao tema pelo qual nos temos adentrado nos últimos artigos, o tema da identidade, o tema do conceito de unidade, de Nação, mas dei-me conta que tudo o que sei são linhas gerais, tenho à frente um denso enevoado, constituído por um leque largo de questões e por um número cada vez menor de certezas.
Claro que já todos ouvimos falar do berço da Humanidade, da civilização egípcia, de Kwame Nkrumah, Patrice Lumumba, Nelson Mandela, mas para a maior parte de nós, o comboio pára aí. Não aprendemos por exemplo que em séculos idos a cidade de Timbuktu (Tombuctu) foi pólo de desenvolvimento cultural e mercantil de vários impérios (Mali, Gana, Shongai), tendo a sua Universidade (frequentada inclusivé por europeus) produzido centenas de milhar de manuscritos em vários domínios, dentre os quais História e Astronomia e que eram vendidos com o ouro, sal e outras mercadorias. Não aprendemos sobre Thomas Sankara, sobre Steve Biko, Julius Nyerere, não tivémos de fazer trabalhos sobre os estudos de Joseph Ki-Zerbo ou Cheik Anta Diop, basicamente, não conhecemos porra nenhuma!!!
Por isso perdoem-me, mas o texto está em fase de preparação. É capaz de levar um tempo já que para para agravar a situação, padeço de cepticismo crónico e sei que, sobretudo quando se trata de estadistas, há quem exalte as qualidades e há quem pisoteie os defeitos, sendo o consenso raro tipo diamante no Sahara. Não quero tampouco ser um papagaio debilóide que repete o que leu, triando o que é mau e exortando os méritos. Sou no entanto capaz de falhar, mas sei que nos comentários não irei ser poupado (sobretudo pelo sempre atento e prontíssimo MN eh eh).
Em jeito de conclusão, quero manifestar o meu acordo completo com o artigo anterior, nunca poderemos ser unos, apostando num futuro que nega o direito ao passado, fechando-nos na concha da quiteta, metendo uma venda nos olhos para fingir que não vemos. Vamos acordar um espírito africano, acabar com o dogma do retrógado, com o complexo do “atrasado”, vamos mostrar que tinhámos civilizações avançadas e complexas na sua natureza e que contribuímos para o progresso nos domínios da escrita, astronomia e medicina, antes que alguém nos viesse impôr a sua agenda política.
Esse é, sem duvida, um dos meus albuns favoritos. Foi gravado em 1977 no Canecão e, é obra de artistas que considero ser alguns dos melhores da musica que se faz no Brasil. A Miucha, pouco conhecida fora do Brasil, tem das vozes mais bonitas que já ouvi, mas acho o talento dela tem sido pouco reconhecido. Uma curiosidadade, a Miucha é mãe da Bebel Gilberto.
Lila Downs, americana, filha de um alemão com uma mexicana, redescobriu as suas raizes mexicanas atravéz da musica. Esse album é uma homenagem as suas raizes com a utilização de muitos instrumentos do foclore mexicano e colombiano (cumbia), algumas musicas populares (La Llorona/ Hanal Weech) e, é uma homenagem também à todos os imigrantes latino-americanos que todos os dias tentam cruzar a fronteira em busca de uma vida melhor, daí o titulo do album. "BORDER" é de longe o meu album favorito dela, não há muito mais a dizer, o melhor é mesmo ouvir. Ah, quem ja viu o filme "FRIDA" com atenção, lembra-se dessa senhora, e ela também faz parte do grupo de cantores que entra no filme "FADOS" de Carlos Saura.
Mi Corazón Me Recuerda
El Feo
Sale Sobrando
Corazoncito Tirano
La Niña
Hanal Weech
Medley: Pastures of Plenty/ This Land is Your Land
Eu ouvi isto pela primeira vez nos corredores do S.Jorge, no África Festival, no meio de misturas matrakaikas do brother DJ Lucky, tive de ir lá a correr saudar o mano e perguntar o que raios era que ele 'tava a tocar que estava a impedir-me de me concentrar na conversa. Apontei. Agora vão vêr eh eh. Um pula maluco bazou ao Ghana e pausou lá dois anos a catar bobines velhas e abandonadas de música local. O resultado é esse aí, dois volumes de pura doideira sonora. Para aqueles com mais dificuldades em escutar a música africana mais tradicional (como é o meu caso), este é um dos muitos bons pontos de partida, com muita influência dos ritmos mais groovy da América da época, mas uma mistura bombástica com ritmos e instrumentos locais que lhes dão um cunho identitário singular. Se a música da Nigéria tem sido cuidadosamente documentada, a do Ghana é ainda meio obscura no panorama mundial. Aproveitem pois este resgate musical e deliciem-se!!! (Cool Hipnoise e Cacique 97, esta é para vocês).
1.Because Of Money - 3rd Generation Band 2.Bukom Mashie - Sulley, Oscar & The Uhuru Dance Band 3.Mother Africa - Marijata 4.Heaven - Taylor, Ebo 5.Simigwado - Ambolley, Gyedu Blay & The Steneboofs 6.Eyi Su Ngaangaa - Sweet Talks 7.Ageisheka - Ogyatanaa Show Band 8.Psychedelic Woman - Honny & The Bees Band 9.Hwehwe Na Yi Wo Mpena - Frimpong, K. & His Cubano Fiestas 10.Kwaku Ananse - Apagya Show Band 11.Self Reliance - African Brothers International Band 12.Make It Fast Make It Slow - Rob 13.W'aha Do Ho No - Konadu, Alex 14.Nite Safarie - Black Star Sound
01.Oscar Sulley & the Uhuru Dance Band - Olufeme 02.Joe Mensah - Africa is Home 03.Ebo Taylor - Atwer Abroba 04.The African Brothers - Sakatumbe 05.Ebo Taylor Jnr. and Wuta Wazuri - Mondo Soul Funky 06.The Sweet Talks - Kye Kye Pe Aware 07.The Ogyatanaa Show Band - Disco Africa 08.Christy Azuma & Uppers International - Naam 09.Bob PInado & his Sound Coasters - Me, You, One 10.Marijata - No Condition is Permanent 11.K.Frimpong & Vis a Vis - Aboagyewaa 12.The Uhuru Dance Band - Agbadza 13.Uppers Chapter 2 - Samarin Bolga 14.The Apagya Show Band - Tamfo Nyi Ekyir
Pois é, isto aqui foi uma coisa rara que catei no soulseek, de um mano com uma colecção de música africana que me vai levar a vida inteira a explorar. Achei curioso a descrição no folder “great progressive South African music from 1971”. Resolvi tirar para vêr como se era progressivo em 71 e ontem mandei um som ao Conductor que me gritou que lhe mandasse o álbum inteiro, então aproveito a onda para meter aqui para vocês também. São dois álbuns em um, o Totum e o Silver Trees e tem uma data de covers, interpretados de uma maneira muito cool. Há momentos em que lembra Simon & Garfunkel, mas à sua maneira. Música de relaxe, não é para ouvir a fazer ginástica!
Totum (1971) 1.Jersey Thursday 2.Coming Home Babe 3.Oxford Town 4.Fat Angel/ Work Song 5.Summertime 6.Scarborough Fair 7.Parchman Farm/ Moaning 8.Ain't Necessarily So/ Take Five 9.Total Totum (Acid Raga)
Silver Trees (1970) 10.Pollution (Henson) 11.Silver Trees (Measroch/Dickman) 12.In A Space (Henson/Bergin) 13.Moving Away (Measroch) 14.Two (Henson) 15.Blue Wednesday Speaks (Measroch) 16.It's Alright With Me (Wolfaardt)
Lê-se Portis-head e não Porti-shead. Começo assim porque é um erro comum no qual eu próprio incorri durante muito tempo antes de ir a Bristol e vêr a placa que indica na direcção dessa pequena cidade do Somerset, dando a bandeira do ignorante "OHHH there's a town with that band's name, Porti-shead", levando logo da parte do tataraneto de Shakespeare "Well yeah mate, that's where they come from, the band's named after the town, and that's Portis-head". Logo de entrada ehehe. Tornaram-se o nome mais referenciado do Trip Hop, com todo o respeito para os Massive Attack e Tricky, atribuindo-lhe uma sonoridade mais obscura, muito mais influenciada pelo Hip Hop que os precedentes e com uma lead vocalist com um timbre surrealista, capaz de tirar o sorriso ao Ronaldinho Gaúcho. Este é o primeiro e o melhor álbum deles, de 94, é impressionante como soa ainda tão actual, é mesmo daqueles álbuns que temos que ouvir pelo menos uma vez, faz parte da cultura geral musical. Depois de Portishead (97), Live at Roseland (98) e um álbum de remisturas para ir enganando o apetite dos die hard fans, o grupo anuncia FINALMENTE o regresso à cena, dez anos depois, com o lançamento previsto para 29 de Março, vou estar bem atento.
Altamente aconselhável.
1.Mysterons 2.Sour Time 3.Strangers 4.It Could Be Sweet 5.Wandering Star 6.It's A Fire 7.Numb 8.Roads 9.Pedestal 10.Biscuit 11.Glory Box
Atenção aos fãs dos Radiohead, preparem-se para um conjunto de versões que pouco ou nada têm a ver com as originais e se são puristas sensíveis, o melhor é não tocarem nisto. Não sei quem fez a escolha de artistas, mas conseguiu compilar 14 faixas vanguardistas (umas um pouco demais, não sei se andavam a dar no ácido ou quê), bastante rebuscadas, eu diria até destemidas. É muita responsabilidade remisturar um grupo como os Radiohead, mas todos os artistas aqui têm também a sua pancada e não se deixam intimidar. Curtam só. Minhas faixas preferidas: No Surprises, Just e Airbag. Já sou fã do RJD2 há muito tempo, antes mesmo de saber que era ele o produtor dos Mhz, grupo de Hip Hop de Ohio, com o seu homem forte Copywrite. Mark Ronson também curto há bwé sem saber quem era, produziu o álbum da Nikka Costa (lembram-se do Like a Feather?), obrigou-me a gostar de um instru da Britney Spears (Toxic) e recentemente começou a atirar projectos atrás de projectos para o mercado, sendo entre eles o mais notável o da bêbada da Amy Winehouse (outro dos meus álbuns preferidos do ano passado). A remix dele do “Just” está mortal! O Shawn Lee parece ser outro maluco, acabei de sacar há coisa de umas horas o álbum dele do Só Pedrada (vão vêr esse blog, a sério, parte tudo!), vou analisar o mano.
1.No Surprises - Shawn Lee 2.Morning Bell - The Randy Watson Experience (Feat. Donn) 3.In Limbo - SA-RA (Feat. The SA-RA All Stars) 4.High & Dry - Pete Kuzma & Bilal 5.Just - Mark Ronson (Feat. Alex Greenwald) 6.Airbag - RJD2 7.(Nice Dream) - Matthew Herbert (Feat. Mara Carlyle) 8.Blow Out - Lo-Freq 9.The National Anthem - Meshell Ndegeocello & Chris Dave 10.Karma Police - The Bad Plus 11.Paranoid Android - Sia 12.Everything in Its Right Place - Osunlade (Feat. Erro) 13.Knives Out - Wajeed (From Platinum Pied Pipers) (Feat. Monica Blaire) 14.Exit Music (For A Film) - Cinematic Orchestra
Meto-vos aqui a versão original do "Just", façam um favor a vocês próprios e VEJAM ATÉ AO FIM
Mais 3 discos, dois dos quais figuram na minha longuíssima lista de favoritos. Vou agora pensar em fazer o upload dos primeiros pedidos que me chegaram. Entretanto saquem esses.
Paulo Flores - Ao Vivo
Figura já mítica da música angolana, desde miúdo que tem a sua maneira muito própria de relatar o quotidiano mwangolé, passando progressivamente do Kizomba à uma mistura de especiarias que dotou o seu som de um ecletismo ímpar. Da mesma geração que Eduardo Paim, foram autênticas máquinas de fazer hits de pista de dança com aquela pitada de mensagem sempre lá. Autor/Compositor de clássicos como “Processos da Banda”, “Meu Segredo”, “O Povo” e o incontornável “Cherry” que até hoje é obrigado a cantar nos Encore dos seus concertos, por multidões nostálgicas em polvorosa. Trabalhou, entre outros, com Tito Paris, Jacques Morelembau, Kituxi e seus Acompanhantes (não brinca, esses kotas são mauuuuss) e também com a nova geração, Dog Murras e MCK. Este disco é um alto resumo da sua carreira, foi um concerto dividido em dois dias e digo-vos, até os sons que não me kuyavam quando era puto aqui 'tão a bater de milhões, graças ao aparato musical que foi posto a bumbar para este mega-evento organizado pela Maianga Produções. É um álbum obrigatório na colecção de todo mwangolé, pelo menos os que nasceram/viveram as décadas 80 e 90 em Angola. Recentemente o Paulo tem tido problemas derivados do som dele mais interventivo, ou pelo menos mais directo no alvo a atingir, o Makalakato, dedicação especial ao nosso querido “Rei”, carinhosamente apelidado de ZéDu. Mesmo assim, ele insiste em cantar o som em cada concerto que dá, seja qual for a audiência. Dá-lhe com força Paulo, estamos todos aqui para te admirar.
CD 1
1.N'Guxi 2.Xe Povo 3.N'Zambi 4.Ze Inacio 5.Marika 6.Inocenti 7.Cabelos da Moda 8.O Poyo 9.Minha Velha 10.Cherry, Garina E Processos da Banda 11.Meu Segredo
1.É Doce Morrer No Mar 2.Menino Destino 3.Luanda Dos Afogados 4.Belina 5.Serenata a Angola 6.Minha Senhora 7.Makalakato 8.Ramiro 9.Falso Testemunho 10.Clarice 11.Esta a Chegar a Hora 12.Poema Do Semba
Este kota, para além de extremamente simples e afável, é um músico requintado a quem não é atribuído o devido valor. Se o kota fosse zuka com um disco como este, a esta hora já não teria mais kubico, ia ser mais um desses filhos da estrada, sempre em tournés de cima para baixo a inspirar meio mundo. Mas não, é da Guiné-Bissau e faz como ninguém (que eu tenha ouvido) o casamento entre o gumbe (estilo tradicional da Guiné-Bissau) e outros estilos contemporâneos, sobretudo africanos. Foi nomeado Embaixador da Boa Vontade pela UNICEF no final dos 80, ainda teenager, pelo engajamento social nas músicas que cantava ao lado do seu irmão no grupo Africa Live. O kota é BICHO! Peguem esse álbum que é muito bonito mesmo.
1.Nha Mame (My Mother) 2.Djunda Djunda (Tug of War) 3.Asumbulele (Stealing from Someone Else's Plate) 4.Ermons Di Terra (People of the Same Country) 5.Paraiso Di Gumbe (Gumbe Paradise) 6.Antonia 7.Nha Terra (My Country) 8.Pertu Di Bo (Close to You) 9.Osokari (The Traditional Healer) 10.Broska (A Balanta Dance Rhythm) 11.Meninos (Children)
Miúda nigeriana que vive na Alemanha. Sinceramente para além daquela carinha laroca, de uma boa produção por trás e de ter queda para os raps, acho que ainda tem muito para andar, muito treino de voz até poder impressionar. A produção é muito boa mesmo e ela quando acerta na dose de emoção a debitar, consegue fazer sons bem bonitos, um pouco aquela onda da Ayo. Vejam aí o clip e decidam se vale a pena sacar ou não. Balanços que guardei no meu computa: Africans, Confession e Showin' Love.
1.Intro 2.Stand Strong 3.The Unconfortable Truth 4.Beautiful 5.Africans 6.Quit 7.Changes 8.Uaterial Things 9.Burning Bush (Everybody) 10.Confession 11.Showin' Love 12.Warrior 13.In Charge 14.Make Me Strong (Interlude) 15.God Of Mercy 16.Your Request
Raheem DeVaughn, escritor, compositor e professor de músic lançou em 2005 o seu primeiro disco "The Love Experience" e obteve excelentes críticas sendo mesmo comparado a cantores de renome como Dwele, Van Hunt, D'Angelo, Marvin Gaye & Donnie Hathaway...
Neste novo disco as participações fazem-se notar em grande, assim como os samples utilizados nas músicas, ao principio parece que estamos a ouvir uma mixtape pela quantidade de deja-vus que vamos tendo. O single "Woman" recebeu uma nomeação para Melhor Performance de 2008 nos Grammy Wawards.
01. Hello Love... 02. Woman 03. Love Drug 04. Energy feat. Big Boi 05. Friday (Shut The Club Down) 06. Customer 07. Mo Better 08. Woman I Desire feat. Malik Yusef 09. Desire 10. Midnight 11. Marathon feat. Floetry 12. Butterflies 13. She's Not You 14. Can We Try Again? 15. Try Again 16. Empty 17. Four Letter Word
Esse madié é provavelmente um dos mais antigos mc’s da área de Detroit, tem aparecido constantemente em trabalhos da zona assim como em discos e mixtapes dos Slum Village e do seu colectivo. “Ode to the ghetto” já vem sendo prometido ha quase 1 ano com prometidas com produções de J.Dilla, Oh No, Madlib & Jake One. Depois da mini-espera aparece a Stones Throw a empurrar e por o disco fora… Curtam… esse gajo é mau…
Guilty Simpson @ Flint's Studio @ LKB beat
Guilty Simpson - Freestyle @ UGHH.com
Tracklist
1. American Dream 2. Robbery 3. Footwork 4. Get Riches 5. The Future feat. MED 6. Run feat. Sean P, Black Milk 7. Pigs 8. Ode To The Ghetto 9. The Real Me 10. She Won’t Stay At Home 11. I Must Love You 12. Kinda Live 13. My Moment 14. Yikes 15. Kill Em 16. Almighty Dreadnaughtz feat. Super MC, Krizsteel, Konnie Ross
Antes da próxima remessa de álbuns de música africana, queria meter aqui uns links antes que eles expirem (tentem começar pelos links do Sendspace), são de alguns dos álbuns que mais ouvi no ano passado, diminuídos dos álbuns de hip hop e dos álbuns de música tuga, esses adiciono-os numa próxima oportunidade. Vou fazer isto alfabeticamente para não ter de escolher outros critérios.
Alice Russell – My Favourite Letters
Esta miúda é perigosa, saída de parte nenhuma, espetou 3 álbuns no mercado, sendo este o primeiro de originais. Precedido por Under the Munka Moon, álbum com as melhores performances de Alice, versões e participações em músicas de outros e seguido de Under the Munka Moon II, álbum de remixes. A Alice costumava alinhar ao lado dos Quantic Soul Orchestra como vocalista, tendo-se destacado e seguido carreira solo. Este álbum é incrível no seu ecletismo, a pessoa fica confusa na hora de lhe rotular para meter na prateleira da loja, tem elementos de gospel, soul, broken beat, electronica, hip hop, enfim, um modernismo ímpar que deve ser consumido com máxima urgência.
1. All Else Can Wait
2. What We Want!
3. Humankind
4. Mean to Me
5. Fly in the Hand
6. To Know This
7. I'm Just Here
8. Munkaroo
9. All Over Now
10. High Up on the Hook
11. Mirror Mirror on the Wolf-'Tell the Story Right'
Alice Smith – For Lovers, Dreamers and Me (Sendspace)
Outra surpresa fornecida pela nossa boa “Radio Nova” aqui em Sarkoland e mais outra Alice. Esta antiga estudante de História, já serviu mesas, cresceu entre Washington e o countryside da Georgia e tem influências desde o go-go até Bon Jovi. Neste disco teve uma mãozinha na escrita de Sia Furler dos Zero 7 (também tenho de meter aqui umas cenas deles) e foi comparada por críticos emocionados à Billie Holiday, Tina Turner, Norah Jones, Jill Scott, Macy Gray, Alicia Keys e Pati Labelle. Mais um álbum sem rótulo, passeia-se muito pelo Soul/R&B mas pegando emprestados alguns elementos mais Rock, bateu muito aqui no kubico, eu e o meu irmão não nos cansamos dele.
Este foi o disco que me bateu mais fundo nos últimos tempos, sinceramente não são raras as vezes que ouvindo algumas faixas deste álbum me emociono ao ponto de ter de conter lágrimas, não me livrando no entanto de ficar com os olhos vermelhões. Com esta revelação piegas não espero que o oiçam procurando as razões de eu chegar tão “baixo”, também consigo lhe consigo ver as características que podem fazer dele um álbum (como todos os outros sem excepção né?) que não vai agradar a toda gente, pelo menos não da mesma maneira. Mas há algo nesta miúda que transcende o raciocínio lógico e encontrar palavras para descrevê-lo poderia revelar-se uma tarefa precipitada e vã, vou ficar-me pela explicação que me acalma o espírito, que tudo se deve à sua energia e convicção ingénua transportadas no timbre choroso da sua voz, em como podemos mudar o mundo se nos esforçarmos. Asa (lê-se ASHA, significa “falcão”) nasceu em França de pais imigrantes e foi muito novinha para a Nigéria onde cresceu. Gosto particularmente das canções em Yoruba, mas como não percebo as letras, chamo a vossa atenção para as letras de Jailer, Fire on the Mountain, No One Knows e para o inesperado groove afrobeat no So Beautiful.
Imaginem que gozavam com ela no coro da igreja, diziam que nunca iria cantar bem... epá, julguem vocês próprios.
Esta dama, foi a Romi dos Terrakota que me falou nela primeiro, num dia em que fomos à já extinta emissão “Fala da Tribo” (comé kota Ana? Kota A.Sérgio? Tá bater?), ela, com um pouco daquele instinto que todos temos de partilhar com os outros o que gostamos, passou-me os fones do seu leitor mp3, mostrou-me um dread muito marado do spoken word chamado Paradox e depois, um som ou dois da (Concha) Buika. Eu curti bwé, mas na altura não avariei, foi depois ouvindo com mais calma que comecei a tremer com Mi Niña Lola, a miúda tem muito sentimento no som dela. Meu balanço preferido é para já sem sombra de dúvida o “Triunfo”.
Um amigo Kiwi que fiz na Croácia mandou-me 5 cd's com música do país dele, eu fui ouvindo a meu ritmo. Uma amiga alemã:sul-africana/tuga mandou-me uma faixa chamada Hope de um grupo com um nome caricato, Fat Freddy's Drop, foi amor à primeira escuta (obrigado Nadja). O nome soou-me familiar e quando ela me disse que eram da Nova Zelândia, fui a correr verificar os meus cd's e lá estava ele, um dos dois que ainda não tinha escutado, coisa que me apressei a fazer, obrigando logo a seguir o meu irmão a fazer o mesmo. O resto é história. Grupo de Dub/Reggae/Soul com muito groove, formado por amigos que tendo os seus projectos à parte, se juntavam para tocar live juntos em longuíssimas sessões de improvisação, o que dificultou a adaptação ao formato estúdio/LP, tendo o disco levado um ano e meio a ser produzido, mas cum caraças, é uma puta dum discão!!! Prova também que, pode levar mais tempo, mas um bom disco dispensa avultadas despesas em marketing, a qualidade da música trabalha sozinha. Obrigatório aí nas colecções ipodianas, apressem-se a carregar no botão.
O Valete deu-me a dika deste gajo: “tu que curtes cenas mais alternativas, és capaz de gostar disso”. Com efeito, apertei play, tive aquela reacção inicial à algo que me é estranho, sobretudo porque as rimas estavam um coxe descompassadas com bases mais que raras, mas bastou chegar ao som 3 que eu me passei logo com o refrão: “So what's hardcore, really? Are you hardcore? Hmmmmm...”. Pronto, apartir daí foi só meter as mãos na cabeça e ir pesquisar sobre o sujeito-homi e c'um caraças, o gajo é lixado, a História dele merece pesquisa. O pai, poeta somali, fugiu da guerra exilando-se nos states, onde acabou por fazer “tarifa” com os popularizadíssimos yellow cabs e depois, como todo o emigrante africano, mandava para casa uma porção dos seus dividendos e para o filho K'naan, álbuns de Hip Hop consciente. Mais tarde o próprio K'naan, haveria de partir, acabando por fixar residência no Canadá onde até hoje reside, não falando à sua chegada, uma única palavra de inglês. Oito anos mais tarde, um amigo consegue que ele faça uma performance num evento organizado pela ONU, na qual estaria presente o então Alto Comissário para os Refugiados desta organização (cargo hoje ocupado pelo Guterres) e onde ele vai, em formato spoken word, criticar a acção e falta de eficácia da ONU na resolução do conflito no seu país Natal. Youssou N'dour 'tava lá e convidou logo o puto para participar no Building Bridges e assim tem início a grande aventura para o K´naan. Vejam só o site dele, é quase um e-book, com uma preocupação muito grande em apresentar um pedaço grande da História de África para situar o ouvinte no seu contexto social. Sem dúvida uma das melhores descobertas que fiz nos últimos tempos (até ao bonus track, Blues for the Horn, não percam pitada).
Foi o meu irmão que me pôs a ouvir o Dhikrayat na nossa viagem de estrada St. Etienne/Montpellier quando estávamos a mudar de casa. Desde o primeiro minuto fiquei agarrado, adoro a sonoridade trip hop e fui hipnotizado pela voz doce de Djazia, pelos temas cantados com profundidade, pela versão de Concrete Jungle, pela riqueza na mestiçagem do seu som que me proporcionaram os 81m24s mais agradáveis desse longo trajecto. Yamatna, o segundo de originais, apareceu no finalzinho de 2006 e criou-me sérias dificuldades na eleição de um preferido, então resolvi atirar os dois.