segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Jay Z - Blueprint 3 (ELES APAGARAM MAS EU TINHA UM DRAFT AH AH)

Só posso dizer que esse gajo é mais velho. Ele nem mudou muito daquilo que sempre fez, continua com aquele braggadocio arrogante típico do eterno combate pelo título que caracteriza o rap. Já não tem instrumentais do Premier, continua a chamar alguns produtores e artistas mais ocultos, mais distantes do mainstream, enfim, o Jay consegue continuar a ser o artista que mais se aproxima do título do álbum que ele próprio lançou com o R.Kelly, o "Best of Both Worlds". O Nas tentou durante uns tempos, felizmente acabou por escolher ficar-se pelo rapper adulto e responsável e cagar para os "Hate me Now". Os Talibs e os Common desta vida em dada altura, tentaram também fazer os crossovers, mas falharam miseravelmente. A única coisa que mudou no Jay é que ele já não tem mais nada a provar, já vendeu tudo o que tinha a vender, já foi presidente da Def Jam (posição da qual abdicou), fez as pazes com o Nas, foi embaixador das Nações Unidas, criou uma editora, construiu um império, abandonou o rap, voltou ao rap, criou o mito de fazer tudo sem escrever, foi o primeiro (e único) artista hip hop cabeça de cartaz no Glastonbury (festival pioneiro e essencialmente rock na Inglaterra), lança aqui o seu 11º álbum e 11º nº 1 nos tops, ultrapassando Elvis Presley. Os best ofs que existem aí não são oficiais. O Jay mudou então a estratégia de primeiros singles comerciais e poppish e agora mete em destaque o lado dele mais raw, unadulterated hip hop, evitando assim aquele ocasional pé-atrás (o meu por exemplo, constante desde o In my lifetime...segundo álbum do Jay, até ao Black Album) do ouvinte que descarta o álbum pelo single de apresentação. Primeiro single deste LP: DOA! Ressuscitando o enorme No ID, que produziu os 3 primeiros álbuns do Common Sense e que apadrinhou nada mais nada menos do que Kanye West himself. "Black Sinatra". Ao fim de 14 anos de carreira, tenho MESMO de lhe tirar o chapéu.
Este álbum tem muito cocó também, mas as pérolas compensam o download e não deixam que o cocó as ofusque. Isso é talento.
Meu som preferido: Empire State of Mind
Primeira dika nervosa que me marcou: Shorty like (2)Pac me I like Poppa/ Screamin' Hit 'em Up, I scream Who Shot ya?. (Venus vs Mars, o som que ele fez para a mboa dele Beyoncé. Só quem conhece mais ou menos as carreiras do Notorious B.I.G. e do Tupac vai captar a dika.


01. What We Talkin' About
02. Thank You
03. D.O.A. (Death Of Auto-tune)
04. Run This Town
05. Empire State Of Mind
06. Real As It Gets
07. On To The Next One
08. Off That
09. A Star Is Born
10. Venus Vs. Mars
11. Already Home
12. Hate
13. Reminder
14. So Ambitious
15. Young Forever



Catem o mambo no comentário

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Donnie, o subvalorizado da neo-soul

Lembro-me muito bem, estava em Amsterdam com o Das Primeiro no kubico de um rapper local chamado Blaxtar que meteu o "Colored Section" a tocar, rasgando-se em elogios e comparações com Stevie Wonder e outros virtuosos da soul oldschool americana. Realmente, o disco me entrou de primeira. O gajo é um letrista nervoso e manda uma voz cabulosa. Chega até a ser irritante de tão absurdo que gajos como este Donnie e o Bilal não tenham 10x mais exposição do que aquela que conseguiram. Seja como for, a que tiveram foi suficiente para a música deles viajar assim de fininho até alguns leitores de mp3 na nguimbi, por isso já tá melhor que muitos. Mesmo assim, constatem só como o mano é fogo. E que dizer daquelas letras? Nada mesmo, é só sentir.

O segundo álbum saquei hoje e ainda não ouvi, meto aqui à confiança e acho que se vocês curtirem o primeiro também hão de depositar suficiente confiança no segundo para sacar assim à vuvlay!

Donnie - The Colored Section

01. Welcome to the Colored Section
02. Beautiful Me
03. Cloud
04. People Person
05. Big Black Buck
06. Wildlife
07. Do You Know?
08. Turn Around
09. You Got a Friend
10. Heaven Sent
11. Rocketship
12. Masterplan
13. Our New National Anthem
14. Welcome to the Colored Section


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Donnie - Daily News

01. Impatient People
02. 911
03. Over-The-Counter Culture
04. Classifieds
05. Suicide
06. If I Were You
07. Robot
08. Atlanta Child Murders
09. For Christ Sake
10. Mason Dixon Line
11. China Doll
12. The Daily News

Donnie - If I Were You (Music Video)

Donnie NEW ALBUM in stores NOW | MySpace Music Videos


"911" Music Video from Donnie

Donnie NEW ALBUM in stores NOW | MySpace Music Videos


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Conjunto Ngonguenha - O Single

Temos um disco novo yá... supostamente deveria sair dia 20 de Dezembro, mas alguns atrasos com a capa e com a masterização fizeram com que fosse impossível meter o disco na fábrica em tempo útil. Assim sendo e por sugestão do Kapa (editor do disco), vamos antes lançar um single com 4 temas que estarão incluídos no álbum que terá como título "Nós, os do Conjunto" (inspirado no livro "Nós os do Makulussu" de Luandino Vieira). Sendo que 3 dos 4 temas já foram disponibilizados em vários blogs, eu aproveito para metê-los aqui também, com a capa do single, ficando só a faltar o último tema "Sorriso Angolano" que reservamos para dia 20. O álbum só já para Março :=)

01. Eu vô ti Kêxah
02. Ninguém nos Sungura
03. Tou a Falar Prati
04. Sorriso Angolano

"Xê wí, tou a falar pra ti, nu olha de lado" cata o mambo já aqui

Flagelo Urbano - Manifesto

Flagelo, meu tropa. A primeira vez que o ouvir foi numa daquelas compilações do kapa "Levanta o braço (e larga a massa)" com o tema "Música é...". Senti logo a profundidade do sócio e a maneira pouco ortodoxa de escrever e passei a estar atento ao que ele metia a circular. Gostando mais de umas do que de outras (o normal né?), fui constatando que o mano não era aquele típico consciente em part-time que passa de revoltado à dócil ferramenta do sistema. O dred tem uma posição vincada e convicção assumida sem preconceitos, às vezes um tanto ao quanto monocêntrico na temática e abordagem, podendo tornar-se aborrecido, dependendo da atmosfera que crie com a música , mas com a enorme qualidade de se sentir a pureza e a genuinidade dos seus sentimentos. A sua voz é imponente e peremptória. Este tema está muito nice e a conclusão remete-nos bwé para aquele provérbio índio que esteve estampado aí nuns posters, que circularam em massa aqui pelo ocidente, com uma linda canuka índia e os dizeres: "só quando as árvores tiverem sido todas derrubadas, os rios secarem, os peixes morrerem, o homem vai entender que o dinheiro não se come".

O tema vai sair num EP que será lançado pela Masta Kapa no mesmo dia que o single da Ngonguenha e (se tudo correr bem) que o mambo tipo documentário "É Dreda ser Angolano".
20 de Dezembro no Teatro Elinga (que está para ser demolido há 4 anos, já teve tipo 10 shows de encerramento e continua sempre a bater :=) )

Catem o mambo aqui

sábado, 21 de novembro de 2009

Alambamento - Curta Metragem


Yé... o mô ndengue Mário Bastos (tcc 'Dique'...apesar de eu achar que ele já não deve dar muito esse nome no sítio onde estuda, dada a proximidade fonética com o falo) está a dar os toques finais na sua terceira (ou será quarta?) curta-metragem. Pela primeira vez o dreida filmou em Luanda e aqui têm o making of da dika. Para quem ficar curioso, há pelo menos uma curta do Dique que pode ser encontrada online,'Saudade'. A outra, 'Kiari', que foi premiada o ano passado na primeira (e algo atrapalhada) edição do festival de cinema de Luanda, não sei se está pelo espaço cibernético ou não, mas se não está, deveria estar. Esses mambos já são escassos demais para ficarem no armário a apanhar pó.

Alambamento (www.alambamento.com)

O dia de entrega do Alambamento por Matias ao pai da sua namorada é interrompido por um acidente, na complicada Ilha de Luanda que vai por à prova até aonde Matias está disposto a ir pelo seu amor.

Nota do Realizador


"Esta Curta-Metragem relata a história de um homem que tem o "simples" sonho de ficar com a pessoa que ama na complicada e mundana cidade de Luanda. E neste burgo aonde na mesma esquina se cruzam o caos e a paz, o singelo e o feio, a corrupção e a hombridade, que Matias vai ter que, com unhas e dentes, lutar por aquilo que quer."

"O mundo precisa de ouvir, ler ver e sentir mais histórias Africanas com novos formatos, sem terem necessariamente, as já estigmatizadas, cenas de miséria e guerras como pano de fundo (...)"

Mário Bastos





Making Of ALAMBAMENTO from Mario on Vimeo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Novo ídolo mwangolê

Oh m'ninoooo eu não te cunheçuuuu.
O parô colô eu fui gravar em Portuguél.... tu viazas?!?
Calçô piso dê buneku...
Angola tá cresceir, vai construir prédio para a reconstrução nacionél yê? Maluzco!
Sempre, sempre, sempre??? Sempre a subuaaiiireeee!!!!
por PRESIDENTE GASOLINA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ruthie Foster - Harder than the fall

Minha kamba Cythia é que me mostrou essa kota...tipo a Tracy Chapman aos 50 anos. Muita alma no mambo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

André Mingas - Coisas da Vida

No outro dia fui fazer uma singela participação na apresentação ao vivo da minha querida amiga Aline e, um pouco antes, enquanto passávamos uma revisão nos temas que seriam tocados nessa noite, decidiu-se experimentar fazer o "O que eu quero" do André Mingas, porque eu tenho um verso recente num tema chamado "Sorriso Angolano" que vem no próximo álbum da Ngonguenha e esse é o tema que samplamos. A Aline tocou, cantou, o dred Marco Pombinho fechou um solo nervoso com a melodica e eu fiz o dito verso e a espontaneidade com que aquilo saiu foi tão forte que o som acabou por ser incluído no set. Foi bwé emocionante e eu cheguei à casa cheio de vontade de ouvir o original de novo. Felizmente o meu dreida cabeçudo teve o brio de colocar o álbum disponível no blog dele (para onde vos encaminha o link) porque é INCRÍVEL como é que um gajo do calibre do André Mingas seja INEXISTENTE na internet. Há tipo umas 3 ou 4 fotos do kota e depois nada. Ninguém fala deste álbum... que é, a meu ver, um clássico incontornável, uma referência insofismável, uma passagem sonora obrigatória para todo o nené da geração de 80. Por causa dessa falta de referências (e por estar neste momento na tuga), não consegui corrigir a ordem das faixas no disco que o nguimbola meteu em ordem alfabética, mas que não é a correcta. No entanto já ouvi "O que eu quero" umas 40 vezes desde domingo. Espero que o kota não lance mais álbum nenhum para não estragar o gostinho que depois de quase duas décadas continua fresquinho no nosso paladar. MWANGOLÉS POSSUAM ISTO!

01 - Coisas do Amor
02 - Esperança
03 - Hino ao Amor
04 - Jiminina
05 - Jisabu
06 - Mufete
07 - Nzambi
08 - O Que eu Quero
09 - Soba
10 - Tchipalepa

Táki

Putumayo - Music From The Coffee Lands II [2001]

Putumayo é uma editora sediada em NY, que se dedica exclusivamente à colheita de músicas de todo o mundo e as compila tematicamente. Mais uma daquelas cenas que, juntando músicas típicas e regionais, se consegue fundir num todo ao que se escolhe por comodismo chamar de world music. Não deixa de o ser realmente... músicas do mundo, música universal, música transversal, se calhar nenhum dos títulos ia kuyar, porque na verdade as pessoas do contra como eu tendem a odiá-los. Analisando sobriamente, cada uma destas canções individualmente e nos seus respectivos países, terá outra classificação (semba, bossa nova, kwasa kwasa, etc), mas a dificuldade na nomenclatura genérica que fosse descritiva do conjunto tornar-se-ia complicada. Por isso, vamos só nos juntar aos comodistas porque já me dói a cabeça desse linguajar :). A Putumayo teve início em 93 e tirou o seu nome de um rio que divide o Peru e a Colombia. Já têm linha de roupa e divisão das crianças e uma rádio. Dizem que o kumbu que ganham vai para ONGs tipo Oxfam e Amnistia Internacional. Dizem. Logicamente que eu aconselho vivamente cada uma das peças que constituem a colecção da Putumayo, quanto mais não seja para se ganhar contacto com sons de cantos mais recônditos e enriquecer o nosso "paladar auditivo". Não ponho aqui todos porque já devem ser para cima de 80, mas há aí vários blogs e torrents.
Meto este porque tirei ontem quando procurava o som Nzaji do meu tio... dei conta que estava nessa compilação e saquei a dika toda. Muito nice mesmo.

1. Dindinha - Ceumar
2. Nzaji - Mario Rui Silva
3. Quem e Muito Querido a Mim - Geraldo Azevedo
4. Et Atabal De Mi Negra - Titico y Los Caracoles del Amargue
5. Fiesta Llanera - Correo Aereo
6. Di Nagara Deungeun - Sabah Habas Mustapha & The Jugula All Stars
7. Guramayle - Gigi
8. Bunde Tolimense - Jose Luis Martinez Vesga
9. Moso Manman - Emeline Michel
10. Monte La Rivie - Kali
11. Nge Na Munu - Denis Tshibayi

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Comfusões - Encontro Angola/Brasil

Uma compilação idealizada pela Maianga Produções (Paulo Flores, Banda Maravilha e a dona quem é? Eheh), na qual alguns produtores brazukas pegam em sons mwangolês e fazem umas remixturas. É fixe porque não é aquela coisa óbvia de misturar Semba com Samba ou bossa, a maior parte das produções poderiam aliás ser de qualquer parte do mundo, com aquele toque meio apátrida das sonoridades hip hop e dub actuais elevadas ao estatuto de "world music" (etiqueta muito podre). A dika vale bwé a pena, porque nenhuma das reinterpretações está desenhada para ser pop, existe um respeito bem patente pelos temas originais que não foram banalizados. Até o Dog Murras tá a mandar um rap todo pipi no Chofer de Praça e mesmo o light house (que eu normalmente não gosto nada) que fizeram do Zom Zom do Elias Dia Kimuezu tá sopimpa.
Entretanto reparem no profundo esclarecimento geográfico da parte de quem fez a capa, que conseguiu fazer com que Angola ganhasse uma nova fronteira para além das físicas que aprendemos de côr na primária. Ficamos então em algo do género: "Angola é um país situado na África Austral, com 1. 246.700 km2, limitado à Sul pela Namíbia, à Leste pela Zâmbia, à Oeste pelo Oceano Atlântico e a Norte pelos dois Congos e... pelo Burundi!" Boa...tamos sempre a subiri!

01-Teta Lando - Angole (Rmx Mauricio Pacheco)
02-Artur Nunes - Tia (Rmx Mario Caldato Jr.)
03-Avonzinho - Mama Divua Diame (Rmx Mauricio Pacheco)
04-Bonga - Kapakiao (Rmx Kassin & Berna Ceppas)
05-Carlos Lamartine - Nzambi Nzambi (Rmx Rica Amabis)
06-Wyza - Mae (Rmx Mauricio Pacheco & Berna Ceppas)
07-Carlos Lamartine - Kuale Ngo Valodo (Rmx Mauricio Pacheco)
08-Luis Visconde e Alvarito - Chofer De Praca
09-Paulinho Pinheiro - Merengue Rebita (Rmx Dj Dolores)
10-Ciros Cordeiro Da Mata - Kappopola Makongo (Rmx Moreno Veloso)
11-Kissanguela - Cada Cidadão Deve Sentir-Se Um Soldado (Rmx Mauricio Pacheco)
12-Elias Dia Kimuezo - Zom Zom (Rmx Mauricio Pacheco & Dj Cris)

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sábado, 24 de outubro de 2009

Sandra Nkaké - Mansaadi (2009)

Só tenho uma palavra a dizer: PUTAKIPARIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!

01. The Way You Walk
02. Happy
03. I Miss My Land
04. Stay True
05. La Mauvaise Reputation
06. Yayaya
07. Time Healed Me
08. Fairy Tales
09. Disenchanted Son
10. Souffles
11. Mansaadi
12. I’ve Been Loving You
13. A New Shore
14. I Believe



O link tá neste blog aqui

Algumas novidades

Saquei esta cena do lusohiphop, trata-se de alguns sons seleccionados de um cd promocional que foi entregue gratuitamente com flyers para anunciar o grande espectáculo que o MCK organizou no Atlântico para a apresentação do álbum do Kool Kleva (apesar do mambo já ter saído há um ano) e que contou com um montão de convidados, dentre os quais o ilustre Valete que acabou por ser implicitamente o cabeça de cartaz. O kapa tentou assim que as pessoas estivessem mais ou menos familiarizadas com o tipo de sons que iam ouvir caso se deslocassem ao Cine Atlântico nesse dia. Resultado: Casa cheia (5000 pessoas). Aqui têm alguns dos balanços (os preferidos de quem ripou o cd)dentre os quais eu destaco o som do Xis da Questão, Becos de Facto, que me bate mesmo fundo. O puto tá a evoluir pra caralho!

Na Maiiiiiiiiiiiir
01. Spot Publicitário Kool Klever
02. Conjunto Ngonguenha - Vou Te Queixar
03. X da Questão - Becos de Facto
04. X da Questão - Casualidades
05. Valete - A Mentira do Vosso Amor




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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sandra Nkaké

O meu puto pedro falou-me dessa mamoite há uns tempos, mas eu... não liguei. Ontem ele insistiu por email e aí, eu procurei rapidamente no youtube e fiquei ELECTRIZADO!!! Nova revelação em França depois da Asa. Essa dama me kuyou já de tudo. Ainda não investiguei mais nada sobre ela mas se tiver álbum e tiver forte como esses mambos que aqui vos deixo, não vou mayar, será post directo!



Só para dar seguimento

Quando pesquisava as páginas que já tivessem os álbuns que enfiei aí no post alemão, descobri que o Max Herre tinha acabado de lançar o segundo a solo. Conhecendo o historial dele, eu sabia que mau não poderia ser, mas mais uma vez ele conseguiu surpreender-me pela positiva. Não sei se gosto mais do que o primeiro, mas está muito ecléctico e cada som trabalhado na perfeição para ser bonito. Ele abandonou completamente o rap (e o inglês) neste álbum. Nem já 16 barras, tudo cantado. Grande Max, sempre em rota de colisão com o Sol.
Infelizmente este é um post só para referência. Os links já estão todos barrados por violação de copyright por isso quem quiser fazer o download terá mesmo de se referir a um site de torrents (mininova foi de onde eu saquei). A dika tá muito deka!

01 - Blick nach vorn
02 - Geschenkter Tag
03 - Scherben
04 - Alles da
05 - Weg von hier
06 - Staub
07 - Es geht
08 - Der Teufel und der Traum
09 - Wo rennen wir hin
10 - Baby Mama Rag
11 - Er-sagt-Sie-sagt
12 - Wir wollen doch einfach nur zusammen sein
13 - Wir haben's gesehen
14 - Sag Bescheid



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Deutshland em grande!

Alemão! Ora bem, dei-me conta hoje que já tenho vários álbuns de suprema qualidade nesse idioma, que antes adjectivava de canino. Estes últimos anos foram muito suculentos em termos de produção fonográfica de soul alemã, talvez porque, aliada as produções brutais, houve um abraçar do idioma materno às custas do antes favorecido inglês e isso materializou-se numa simbiose quase perfeita que consegue a improvável proeza de tornar essa língua tão rafeira numa delícia sonora, com a devida dose de sensualidade característica da soul, por mais absurdo que isso possa parecer. É verdade mesmo, os alemães também conseguem sussurrar e ser sedutores, tipo que o ladrar tornou-se monótono.
Uns acabaram por me ir levando aos outros e assim aqui têm uma selecção especial de bons álbuns alemães.

Max Herre - Max Herre (2004)

Este dread é o fundador de um mítico grupo de hip hop alemão chamado Freundeskreis. Saíu para fazer a sua cena a solo e o álbum dele de estreia parte tudo! Está ali numa zona cinzenta entre o Hip Hop e a Soul. Lançou este ano um novo. Saquei ontem, mas ainda vou ouvir antes de decidir se merece lugar aqui no uhuru! Mas o gajo é generoso yá? Não nos oferece um, mas TRÊS sons "escondidos" e um deles acaba por ser um dos meus predilectos no disco todo.

01 mein song
02 1ste liebe
03 king vom prenzlauer berg
04 playground
05 jerusalem
06 sei tu
07 wie du bist
08 zu elektrisch
09 epilog / prolog
10 du weisst (bye bye baby)
11 alter weg
12 anna '04
13 so easy
14 hidden bonustrack 1
15 hidden bonustrack 2
16 hidden bonustrack 3

Na terceira parte deste clip, alguns de vocês hão de reconhecer algumas das imagens.



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Joy Denalane - Mamani

Dama do Herre. Foi aliás ele que lhe produziu, de forma brilhante diga-se de passagem, o álbum inteiro, assim como o seu segundo que não irei por aqui porque já é cantado em inglês (apesar de MUITO BOM, mas o tópico está limitado à língua germânica). Eles estão neste momento separados, por isso se alguém se estiver a afiambrar...agora é o momento. Xê, tem Sara Tavares nesse álbum, num tema que é um remake do Four Women da Nina Simone (Vier Frauen).

01. Setho
02. Miscommunication
03. Geh Jetzt
04. Bantwana (Skit)
05. Hochste Zeit
06. Vier Frauen (feat. Sara Tavares, Chiwoniso & Deborah)
07. Sag's Mit
08. My Jimbos (Skit)
09. Im Ghetto von Soweto (feat. Hugh Masekela)
10. Kinderlied
11. Was Auch Immer
12. Passenger Denalane (Skit)
13. Mamani (feat. Hugh Masekela)
14. Fragen (Ein Brief aus Lesotho)
15. Wem Gehort Die Welt
16. I Cover The Waterfront
17. Outro
18. Mathatha Agotlokamna (feat. Mahotella Queens) + Hidden Track



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Xavier Naidoo - Zwischenspiel - Alles für den Herrn

Este álbum dá carga!!! O brother é mesmo mau. Eu como fã do "Be" do Peter Gabriel não consegui ficar indiferente à versão dele do "Don't Give Up", até vacilei para decidir se não estaria melhor! É capaz de estar um bocado comprido demais (álbum duplo, aqui metido todo no mesmo folder...foi assim que encontrei), mas vale muito a pena.

Disc: 1
01. Wo Willst du Hin
02. Auf Herz und Nieren
03. Wir Gehören Zusammen
04. Abschied Nehmen
05. Kein Königreich
06. Wir Haben Alles Gute Vor Uns
07. Alle Männer Müssen Kämpfen
08. That's the Way Love Is
09. Brief
10. Don't Give Up
11. Gut Aufgepasst
12. Wenn Ich Schon Kinder Hätte (Rap Version)
13. Kleines Lied (Kinderlied)
14. Die Dinge Singen Hör Ich So Gern
15. Keep Your Eyes on Me



Disc 2:
01. Himmel Über Deutschland
02. Ich Lass Sie Sterben
03. Bevor du Gehst
04. I'd Be Waiting
05. Sie Ist Im Vierbeck Angelegt
06. Eyes R Shut
07. Der Geist Ist Willig
08. Mägde und Knechte
09. Der Herr Knicht Alle Bäume
10. Wer Weiss Schon Was Der Morgen Bringt
11. Alles Für Den Herrn
12. Wo Driften Wir Hin
13. Klagelieder
14. Lied (Du Nur, Du)
15. Wenn du Es Willst (Mir Sind Die Hände Gebunden)



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Fleur Earth Experiment - Soul de Cabots (2009)

Não sei, nem investiguei de onde saíu esta mboa. Não é que ela seja grande pistolada em termos de voz, mas no entanto, este não deixa de ser um trabalho impressionante em termos rítmicos que encontrei no blog só pedrada e que me cativou logo à primeira escuta. Experimentem lá dum coraitz.

01. Zeitleiden
02 Verlorene Schar
03 Schildkroete
04 Confusedte Maenner
05 Nix Natuerliches
06 Sonderbar
07 Du Lebst
08 Barfuss
09 Die Hoehe
10 Abschied



Vão aí no pedrada sacar aqui

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Céu - Vagarosa

Este álbum entra facilmente na categoria do post "quando os segundos saiem (bem) melhores que os primeiros". Que pedrada abusada! A Céu tá foda mermu! O primeiro álbum tem 3 ou 4 sons que me kuyam muito, mas este álbum, apesar do seu tom mais monótono, está muito mais sólido e original musicalmente. Sempre com a raíz brazuka, mas mesclando influências muito Ninja Tune, dark soul, afrobeat... epá tá muito nice. Curtam a dika.

01 Sobre o Amor e seu Trabalho Silencioso
02 Cangote

03 Comadi

04 Bubuia

05 Nascente

06 Grains de Beauté

07 Vira Lata

08 Papa

09 Ponteiro

10 Cordão da Insônia

11 Rosa Menina Rosa

12 Sonâmbulo

13 Espaçonave







P.S. Para além dessa puta voz e vibe, a menina ainda é linda prá campeonato.

Catem o mambo aqui

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Supremo G - Live on Stage Mixtape

O miúdo que também se apresenta como "O teu boy Jimmy" irrompeu em grande e sem pré-aviso com a participação no som "Música A+" do álbum do Fidbek em 2003. Esse som levantou ondas e o nome ficou-me gravado na cabeça. Já não me lembro bem em que situação fomos apresentados, mas a gente foi se conhecendo, conversando no msn e esses mambos e estreitando laços.
A verdade é que sempre que o mano lança uma dika, o mambo tem ovo e vem a escaldar. Não me identifico com tudo e ainda bem, mas ele tem aquele brilho especial que procuro em todos os artistas. Esse brilho não é facilmente descritível porque não é linear, não se atomiza numa só variável, mas é a congregação de algumas delas, nem sempre as mesmas e combinadas da mesma maneira. Ainda assim acho que uma das variáveis mais importantes e indispensáveis em qualquer das combinações é o sentimento, a honestidade reflectida na arte que fazemos. O Jimmy tem esse brilho. E, falando com o próprio Jimmy, dei conta que não sou o único a achar que essa honestidade transpira e é palpável no lado do ouvinte. Conheço alguns artistas que não são propriamente os mais eruditos mas que me seduzem/hipnotizam com essa sinceridade e outros que falam de assuntos que levo mais a peito, com inclinações similares as minhas, mas onde a falta desse elemento crucial faz com que não os consiga apreciar por aí além. No fim do dia, só os honestos me dão vontade de voltar a rebobinar o som do princípio :).
Eu gosto muito mais do Jimmy quando ele "chora no micro", os sons dele mais íntimos e profundos conseguem as vezes ser arrepiantes (ouvir o Mãe e o Dissipando Mal-Entendidos), ele funde-se no instru e torna-se parte dele criando aquela harmonia que ressona nos nossos corações e nos transporta numa viagem sonora, como se pudéssemos sair do nosso espaço físico e andar lado a lado com o artista enquanto ele se dirige a nós.
Com os anos, ele tem vindo a criar o conceito de Illegal Promo, que é uma maneira de girar a música de maneira alternativa (e nem sempre legalmente), mas que cresceu e desenvolveu-se para um colectivo de pessoas na mesma frequência de ideias que já produziu um dos elementos que será sem dúvida um dos talentos a dar cartas no futuro do hip hop lusitano: o Deau, mano com postura, presença, desenvoltura e apetência voraz pelo micro, parte a loiça toda tipo não é nada com ele. Infelizmente, a maior parte dos MC's da parada ficam à léguas de distância, nenhum deles sendo mau, mas ficando-se pelo mediano, ofuscados pelos dois cabeças de proa, Supremo e Deau.
As últimas mixtapes têm tido esse conceito de colectivo, quase como que um formato para concerto, onde cada um tem a sua chance de brilhar e esta não escapa à regra. Saquem a dika e confiram. Os DJ's rebentaram a dika, os gajos riscam a sério, respeito é dado onde respeito é devido e esses dois DJ's têm a ginga com o fader.
Depois saquem também as "Lost Tracks" que tem alguns sons mais antigos do mano, com algumas pérolas imperdíveis (as minhas preferências vão para "Queres ser um MC" e "Poeta Sonhador").
E agora vai mazé estudar.

01. Intro - Dj Sir & Deeflow
02. Hardcô - Supremo G & DK
03. Let the music play - Supremo G & Rusty
04. Estilo livre - Eric P
05. Amor com amor se paga - DK & Supremo G
06. Mãe - Supremo G
07. Gameover - Discreto & Jêpê c Supremo G
08. Back to back - Dj Sir & Deeflow (interlúdio)
09. De volta - Supremo G & Damani Van Dunem
10. Dissipando mal-entendidos - Supremo G
11. Revolu-som - Contrabando 88 (bonus track)

Live on Stage

Lost Tracks


Abdiel - Todo Teu / Não Vou Mudar


A primeira vez que ouvi o Abdiel foi num som dos Absolutos produzido pelo NK, quando eles ainda eram Abxtrato. O gajo destacava-se claramente dos outros dois mc's e depois de terem lançado o álbum de estreia (bof), o Abdiel fez o que seria lógico, exercitando as suas capacidades à solo, metendo-se a fazer mixtapes. Não me identifico com a linha dele, não me identifico com a postura dele, mas dizer que estes dois sons não estão a partir tudo, seria mesmo ser "hater". O gajo tem uma segurança ímpar a rimar, uma consistência monstruosa que enche as medidas ao instru e umas dikas mesmo na mouche. Um álbum inteiro assim não sei se papava, mas estes dois sons são mesmo um petisco, complementadas e adornadas deliciosamente pelos instrumentais e coros do Mad Contrário (Hemoglobina) que parece cada vez mais estar a encontrar-se.
Saquei a dika do blog lusohiphop (como já tinha sacado o link do Cfkappa) e deixo-vos com a ligação para o post nesse blog onde poderão descarregar essas duas pedras.

1. Todo Teu
2. Não Vou Mudar

Táki

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Joy Denalane

Muito forte! O primeiro álbum Mamani, todo em alemão, é bastante melhor que o segundo, mais a puxar para o mercado americano. Apesar de já lhe ter valido colaborações com nomes bem mainstream do hip hop desse lado do oceano. Prefiro ainda o Mamani apesar de não entender um colhão. Aqui ficam dois vídeos live de dois sons desse álbum. BOMBA!!!



Ayo e Nneka - Quando o segundo sai (bem) melhor!

Ayo ('alegre' em yoruba) nascida na Alemanha de pai nigeriano e mãe romena cigana, mulher do Patrice, ele próprio filho de um activista político serra leonês, mãe do Nile (título do terceiro álbum e o melhor do Patrice), teve uma fezada qualquer nos EUA e de repente a Universal decidiu investir massivamente nela. O single "Down on my knees" foi banalizado com os milhares de milhões de vezes que passava em todos os media e pronto... o bicho soltou-se! No entanto, ela não me convenceu por aí além e quando escutei pela primeira vez o Joyful, descartei-a de imediato como uma estrela cadente. Achei o álbum monótono, insípido e desengraçado. A voz chorosa e lamentadora de osga acabada de pisar trazia-me sonolência, se calhar por ter sido gravado em 5 dias, quem sabe. Ainda assim tem pelo menos dois sons muito fortes sendo o meu favorito o "Help is Coming", o segundo single do disco. O produtor é o Jay Newland que é o mesmo da Norah Jones. Meto aqui o primeiro disco para terem termo de comparação.

Ayo - Joyful

1. Down on My Knees
2. Without You
3. Letter by Letter
4. How Many Times?
5. And It's Supposed to Be Love
6. Watching You
7. Only You
8. Help Is Coming
9. These Days
10. Life Is Real
11. What Is Love?
12. Neva Been



O link está neste cantinho do ciberespaço


Ayo - Gravity at Last (2008)


Ah, estava tão docemente enganado. A miúda voltou com um BANG, muito mais aguerrida e eclética. As baladas reggaeish continuam a predominar, a voz dela continua a ser meio chorosa, mas está muito mais segura e menos monótona, tornando-a de repente, mais melodiosa e doce. Também foi gravado em 5 dias, o que invalida o argumento para o outro não me ter batido tanto. Este disco surpreendeu-me demais, viciou-me instantaneamente e já não consigo parar de ouvi-lo de maneira quase compulsiva.


1. I Am Not Afraid
2. Maybe (Ayo Blues)
3. Slow Slow (Run Run)
4. Love And Hate
5. Get Out Of My Way
6. Better Days
7. Change
8. Piece Of Joy
9. Lonely
10. Sometimes
11. What's This All About ?
12. Mother
13. Thank You



Se forem aqui vão encontrar o link directo



Nneka - Victim of Truth


Eu já meti aqui esse disco e podem encontrar o post original aqui.



Nneka - No Longer at Ease

O nome Nneka significa: 'a minha mãe é suprema' em Igbo.
A sista também encontrou a sua musicalidade que ainda estava confusa no primeiro disco. Ela era rapper antes de cantar e a transição não foi sem alguns atropelos.
Neste segundo disco ela está claramente mais à vontade na sua pele e bumbou com altos produtores que fazem cenas de outros tipos. Só o single já rebenta com tudo!!!
Não vou meter aqui link para download porque os que encontrei na net já foram todos apagados, mas quem quiser pode procurar torrents no www.mininova.org
Se alguém não estiver familiarizado com o funcionamento dos torrents é só dar uma dika que eu explico.

1- Death
2- Heartbeat
3- Mind Vs. Heart
4- Walking
5- Suffri
6- Come With Me
7- Gypsy
8- Halfcast
9- Something To Say
10- Street Lack Love
11- Niger Delta
12- From Africa 2 U
13- Running Away
14- Focus
15- Kangpe
16- Deadly Connection

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Will.I.Am

Will.I.Am apareceu pela primeira vez num registo fonográfico na música de Eazy E (NWA) "Merry Muthafuckin' Xmas" de 1992. Chegou a matar, com muita atitude, típica de quem tem de dar provas em princípio de carreira. 3 anos depois, com a morte do Eazy (SIDA), o Will saíu da Ruthless e fundou os Black Eyed Peas com quem lançou dois álbuns de antologia: Behind the Front e Bridging the Gap. Depois disso, deu uma de Wyclef, músico talentoso que tenta ter um pé em cada charco, tentando casar o melhor de dois mundos (esta frase nunca me convenceu, nunca vi nada de jeito vir daí), produzir mega hits em série e fazendo-se visível nos mais diversos domínios, incluindo logicamente a sétima arte (muito mauzinho como actor). Participou e impulsionou os mais diversificados projectos, uns bem bons outros nem por isso e alguns mesmo muito maus como é o caso dos álbuns dos próprios Black Eyed Peas a partir do Elephant. Esteve envolvido na campanha do Obama com o som que reúne bwé de mc's "Yes we can" e depois secou as tetinhas à vaca com mais dois temas na linha presidencial mesmo à mete nojo.
O Lost Change é um álbum que sai pela BBE em 2001 e que ainda me apanha numa fase muito "strictly hip hop", o que me faz cometer o pecado de deixar o disco passar-me um pouco ao lado. Anos volvidos, a semente tinha mesmo ficado num qualquer canto do cérebro adormecida, foi regada e desabrochou. Gosto ainda mais do álbum por o ter de certa forma olhado sobranceiramente na altura e porque sem dúvida continua a soar como se fosse novo. O Will tem um talento incontornável, só é pena as mansões com piscinas serem mais importantes que a suposta integridade artística.
Aqui podem ver a panóplia de artistas para os quais produziu, mas para catarem os discos, vou encaminhar-vos para os posts noutros blogs onde encontrarão os links directos.

Will.I.Am - Lost Change (2001)

1. Ev Rebahdee
2. Lay Me Down
3. Possessions
4. Tai Arrive
5. If You Didn't Know
6. Money
7. Lost Change
8. I Am
9. Hooda Hella U
10. Lost Change In E Minor
11. Yadda Yadda
12. Em A Double Dee
13. Control Tower
14. Lost Change In D Minor



O link está neste post

Black Eyed Peas - Behind the Front (1999)

Aqui tem pelo menos dois sons samplados do Jorge Ben Jor


01. Fallin' Up (Feat. Sierra Swan & Planet Swan)
02. Clap Your Hands (Feat. Dawn Beckman)
03. Joints & Jam
04. The Way U Make Me Feel
05. Movement
06. Karma (Feat. Einstein Brown)
07. Be Free
08. Say Goodbye
09. Duet (Feat. Red Foo)
10. Communication
11. What It Is
12. ¿Que Dices?
13. A8
14. Love Won't Wait (Feat. Macy Gray)
15. Head Bobs
16. Positivity




Neste site encontram dois links

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

New Max - Phalasolo

Vou confessar que quando saíu o primeiro disco dos Expensive Soul eu descartei-o como luvas de borracha do médico depois de usá-las a primeira vez. Achei mesmo muito mau, pop enjoativo para pitas de morangos com açúcar, com excesso de maquiagem, barbie girls in a barbie world. Mas, verdade seja dita, já nos primórdios seria falso dizer-se que o New Max não cantava bem. O gajo tem uma voz do caraças e uns falsetes algures entre o Prince e o Bilal (mas muito próximo do Bilal). Irmão mais novo do dred teclista dos Loopless (já aqui postado), começou o seu trajecto na indústria musical com esse movimento pop, voltando depois um passo atrás, de volta à musicalidade que é de família, com o segundo de Expensive Soul, onde já se encontram algumas pérolas. Se calhar foi um propositado movimento de propulsão, para criar um nome, pois desde então o New Max tem metido cá fora música da mais alta qualidade e hoje descobri que, com este primeiro álbum a solo, o mano está a evoluir pra caralho, amadureceu "e nem lhe vi cair do pau", com uma leitura muito sóbria sobre o funcionamento da indústria e uma maneira de se inserir nela bastante rara: abstraindo-se do volume de vendas de cds... porque disponibilizou o álbum para download gratuito! "O que ganhar vai ser com concertos". Nutro muita simpatia por esse tipo de iniciativa e o disco tá deka!!! Confirmem.
Pontos extra: TUDO EM PORTUGUÊS!!!

01 Fumo
02 Quero Mais
03 Histórias
04 América Eléctrica
05 Vai Joe
06 Sem Censura feat. Pac Man
07 O que é Nacional é Bom
08 Nu-Tempo
09 A Marcha feat. Demo
10 Faz de Mim feat. Virgul
11 Pagas um Mundo
12 Crime Perfeito
13 Politica-mente feat. Marta Ren, Sam The Kid, Regula
14 Deixa Cair



Entrevista do dred na RTP...muito forte, bwé sincero com os "downloads ilegais" ahaha.



Catem o mambo aqui


terça-feira, 15 de setembro de 2009

CON - Don't Concentrate on the Finger

Saquei isto ontem a noite. Nunca tinha ouvido falar deste MC inglês, mas aqui está, mais um lembrete que nem tudo o que é bom encontra o caminho dos nossos ouvidos. O dred dá-lhe forte e feio. Esta mix dele está cheia de interlúdios samplados do Enter the Dragon do Bruce Lee e instrus (biznados) do mais alto calibre de 3 dos mais prolíferos produtores norte-americanos: MADLIB, DILLA, 9TH WONDER. Tem também um do grande MF DOOM e um produzido pelo próprio. Esta mix está bwé agradável.


1.Intro (MF DOOM)
2.Don't Concentrate On The Finger (J.DILLA)
3.Ohara (MADLIB)
4.Mr.Williams (9TH WONDER)
5.Conlib (MADLIB)
6.Mr.Roper (YOURS TRULY)
7.F Dat Bullsh*t (9TH WONDER)
8.Emotional Content (9TH WONDER)
9.Reality (9TH WONDER)

Catem o mambo aqui

E agora, para se habituarem ao que vai começar a acontecer doravante, na esperança que mais nenhum post seja apagado, meto-vos o link para o blog de onde saquei esse mambo, sendo a disposição: capa/texto descritivo/link para download.
Aqui vai o caminho alternativo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Uma merda

Então é assim: apagaram-me outro post, desta vez o de neo-soul (Raphael Sadiq, D'Angelo, Bilal, Floetry, India Arie). Vou tentar descobrir outro hospedeiro para o blog que seja mais flexível com material copyrightado, ou uma maneira de contornar a violação directa reencaminhando-vos para outro blog que tenha, ele sim, o atalho para o link de download rapidshare ou megaupload ou o que for. Entretanto, vou tentar manter-me em posts de artistas mais low profile senão corro o risco de ter o blog EMBARGADO!!!

Aquele abraço

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hip Hop Lusófono

As vezes descuramos aquelas coisas preciosas pelo simples facto que elas estão mais próximas de nós, ao alcance de um (a)braço, frequentam os mesmos espaços e fazem parte do mesmo "movimento". Será uma indiferença derivada de um fundo de inveja absurda, ela própria filha bastarda do excesso de competitividade artística (sobretudo) no hip hop onde um talento novo parece desprestigiar o antigo, ou pura e simplesmente o esquecimento inocente equiparável à tendência que temos até uma certa idade de privilegiar a solidificação de amizades ao invés de cultivar os laços familiares?
Prefiro depositar a minha crença na segunda e tenciono aqui, pelo menos pontualmente, redimir-me parcialmente sem avés marias ou padres nossos, mas com a postagem de 4 trabalhos (para mim) muito especiais, cada um da sua maneira e pelos seus motivos. Começo com dois parceiros Art'ivistas.

RAPadura - Amor Popular (Bootleg)

Em Abril deste ano recebi uma mensagem no myspace deste mano... mas estava em Angola e a ligação é tão má que não consegui ouvir os sons no site dele. Uma série de coincidências se seguiram, começando pela maior de todas que era a de ter aparecido uns dias depois um convite para eu ir ao Brasil por causa do documentário É Dreda Ser Angolano. Posto lá, fui ao space do Rapadura e vi que ele era do Ceará e curti bwé o orgulho regionalista nas rimas, mas sobretudo nos instrumentais dele, atribuindo-lhes uma identidade única corroborada com uma largada feroz e de uma fome voraz que transporta no seu tom uma honestidade nos sentimentos vociferados que é cada vez mais raro num panorama musical de milhões de artistas a procura do supérfluo. Respondi a mensagem do mano dizendo que estava na terra do Lula mas que ia para Brasília, muito distante do seu nordeste. A segunda coincidência é mesmo essa, o mano respondeu dizendo "oh cabôco, eu estou vivendo aqui em Brasília com minha mãe, chega aí rapá". Pronto, umas semanas depois lá estava eu em Samambaia Sul a provar comida nordestina e a conviver com o Xique Chico, que para além de um artista devoto, é também uma pessoa maravilhosa, enorme na sua humildade e dedicação às suas actividades sociais. Este EP é uma compilação de sons seus feita por fãs e depositada na internet como EP não oficial. Já é uma boa amostra do potencial do cabra.

01. Amor Popular
02. Andanças (ao vivo)
03. Partituras de Gravuras Mortas
04. Canto Sem fim c. MC Clayton
05. Além das Águas do Atlântico c. Chininha
06. A Quem Possa Interessar c. Gog



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Cfkappa e Xis da Questão - De C à X

Simplesmente inacreditável, este kanuko é muito mais que um rapazola assanhado saídinho das cascas, muito mais do que um atento estudioso do hip hop que percebeu como funciona o embelezamento do flow com rimas cruzadas, interpoladas, entremeadas e emaranhadas naquele já comum "isso nabiço faz isto assisto aos bicos com picos" blabla. Não. O n'dengue entrega-se a esse exercício mas sempre com um comprometimento total com o sentido das frases e a sua perceptibilidade para os ouvintes que não tenham paciência para anotar para um papel o que o artista disse para tentar decifrar. Seria inevitável fazer um post com tantos elogios e não reforçar esses elogios sublinhando que ele ainda só tem 17 anos, mas tinha 16 no momento que confeccionou esta mix com o seu parceiro no crime Xis da Questão. O Xis também transborda de talento (tem um som dele que vi cantar ao vivo que não me sai da cabeça até agora), é bastante sólido nas suas rimas e largada, mas nesta tape acaba por ser um bocado ofuscado de maneira não intencional pela opulente presença do (bastante franzino) Cfkappa. As vezes as vozes e o flow confundem-se, mas é na escrita que o mais novo dos dois mc's se destaca. Vejam por exemplo no som "C à X" no qual eles se elogiam mutuamente, as últimas linhas do verso do Cfkappa que enveredam de maneira sublime pelo universo da matemática:
"...o people diz que tu és egoista/tens muita inteligência, devias reparti-la/devias dar um terço nesses wís/ que são todos número 1 logo derivam de X/ os rappers se limitam e querem beefar contigo/ só esquecem que aqui o limite do X tende a infinito". Isso é REFINADO!!!
O Xis também tem grandes linhas tipo "Kappa és um indivíduo mau/ tu já tás maduro e nem te vi cair do pau". A escolha do "e nem" faz muito mais diferença do que possa parecer superficialmente, conseguindo um efeito muito mais engraçado do que o "mas". Fica tipo o dread está sempre atento no pau (árvore) mas o puto amadureceu tão rápido que quando ele piscou o olho o ndengue já tava no chão!
Enfim...há muito tempo que não podia dizer de uma mix inteira que ela merece MESMO a pena uma escutadela (sou tão mentiroso, ainda há umas semanas vos meti aqui a do Nokas eheh), saquem, constatem e se eu estiver enganado, vocês escolhendo apagar o mambo, darei a mão a palmatória. O FUTURO DO HIP HOP ANGOLANO (se não ficarem já inflamados antes do tempo).


01. Intro
02. Sou o Hip Hop
03. Conto Contigo
04. De C à X
05. De Olhos Abertos
06. Felicidade do Poeta
07. Porquê Fazemos Isso
08. Ouçam
09. Punchliners
10. Kappa
11. Connosco Não!
12. Deixa Morrer Como se Deve

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Edu ZP - Só Pelo Exercício

Lembro-me de ter ouvido por alto alguns sons do Realismo Psíquico há uns anos atrás e ter ficado com uma impressão do género "epá aqui há qualquer coisa". Acho que esse qualquer coisa era essencialmente a entrega e simplicidade de um dos MC's do trio, o Edu ZP. Ele destacava-se claramente dos outros dois (Tranzas e Edinho Matahany) e é aliás o único dos três que continua hoje a fazer música. Se calhar porque está nos genes. O pai é o Marito, guitarrista dos Kiezos, uma banda mítica no panorama nacional durante os anos 80. Seja qual for a motivação motriz do Edu, ele tem vindo a crescer (em todos os sentidos, o mwadié tá bem bebuxo) sem modos nesses últimos anos, parecendo que os pratos que lhe têm sido servidos lhe causam justamente o efeito inverso da saciedade, deixando-o ainda mais faminto e mais guloso pelo microfone e procurando a excelência na performance, que é já muito impressionante (o brother tem caixa, rappa sem parar e SEM BACKS!!!). Reconhece que não é disciplinado e por esse e outros motivos, o seu álbum EDUcação ainda não viu a luz do dia, mas para saciar os seus adeptos mais fervorosos ele resolveu meter uma espécie de "teaser" em circulação e eu cá estou para difundi-lo, até porque ele inclui lá um remake de um dos meus sons que remodelamos e retocamos, acrescentando-lhe um segundo verso. Falo da "Costelinha Nómada", vulgo "chinês" que é o som de abertura deste EP. O Edu é dono de um poderoso flow, bem envolvente e cativante e como já referi, de uma agradável simplicidade nas rimas.




01. Costelinha Nómada (6 Meses Mais Tarde) c. Ikonoklasta
02. Condecoração
03. Recolher Obrigatório
04. Experiência de Vida c. Tranzas e Edinho Matahany (Realismo Psíquico)
05. Disse c. Flagelo Urbano
06. Voz da Libertação c. Tranzas e Edinho Matahany (Realismo Psíquico)
07. Expontaneidades c. Vui Vui
08. Só Pelo Exercício

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Darksunn - Fractal EP


Sinceramente não me lembro bem como foi que nos conhecemos, há de ter sido nesse universo myspace "passa lá para ouvir" ou msn "foi o dred lambda que me passou o teu contacto", mas acabei por sacar este EP dele e ficar completamente aturdido com a qualidade de produção do rapaz. Há uma mais do que evidente influência do RJD2, mas ainda assim o som consegue ser característico, único e, sobretudo, completamente ao lado de TUDO o que se faça nesse género em Portugal, ou pelo menos TUDO o que conheço, ou TUDO o que é divulgado. Hoje em dia já começa a haver espaço para cenas mais alternativas tipo o DJ Ride (ainda tenho de ouvir isso), ainda assim, muito timidamente se vai dando passos na promoção dessa diversidade. O Darksunn pertence a um colectivo da margem sul de Lisboa chamada Triplo 7 Produções e está neste momento a trabalhar com o Stray, um MC do Porto, num projecto chamado I Robot. Este EP podia ser de qualquer país no mundo, é essencialmente instrumentais com samples de voz e está 5 estrelas. Altamente aconselhável.


1. It Came From The Sky
2. Causalidade
3. Deus Ex Machina
4. Diatrabalhonoite
5. Realidade
6. Marina
7. Página 7

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Volto pra nguimbi, mas deixo-vos isto

São coisas que quero postar em breve. Duas damas de estilos muito diferentes e as duas super interessantes. Uma pela maravilha da voz e musicalidade que agrada os fãs da mestiçagem/world/"metam o nome que se adeque mais a vocês aqui" e a outra por ser uma das mais complexas e arrebatadoras mc's que alguma vez vi rimar.



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DJ Spinna - Sonic Smash

Lembro-me que depois do último clássico do Spinna ele anunciou que ia desviar-se um pouco desse género e começar a fazer House dum coro. Cada um segue o caminho que sente e eu sabia que, fizesse o que fizesse,o Spinna ia fazê-lo com a dedicação ternurenta e pureza de um melómano, mesmo que eu não me identificasse mais com a sonoridade. É "daqueles" artistas... artistas! No entanto, o house não é muito a minha praia, por isso desliguei a ficha. Passando pelo "Só Pedrada" fiquei muito feliz de ver que ele sentiu saudades de fazer um bom álbum de hip hop e permitam-me a excitação e o exagero, mas HIP HOP IS BACK GODAMNIT!!!!
Porrraaaa, só o raio dos beats, na senda do que ele já fazia com os Jigmastas e os Polyrythm Addicts mas mais apurados, mais modernos, mais.... deka!
Para quem tem saudades de novas sonoridades (porra... TUBAS???) num estilo que tem sido muito marcado por Dilla-esques ou outro tipo de "imitadores", este álbum está do caralhoooooo, só com mc's de muita qualidade, bwé deles desconhecidos, mais um carimbo do Spinna, sempre a promover novos talentos.




01. Intro (ft. Joc Max)
02. Elemental (ft. Sputnik Brown)
03. Lyrics is Back (ft. Torae)
04. Lights Out! (ft. John Robinson)
05. New York (ft. Jigmastas)
06. Call Me Senor (ft. Senor Kaos)
07. Get On Down (ft. Fresh Daily, P.Casso & Homeboy Sandman)
08. Making Your Way in the World (ft. Breezly Brewin & J-Treds)
09. Guaranteed (ft. Phonte & Yahzarah)
10. More (ft. Dynas)
11. More Colors (ft. Elzhi)
12. Melody (ft. Shabaam Sahdeeq & Erik Rico)
13. Still Golden (ft. Tiye Phoenix)
14. Outro

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sábado, 1 de agosto de 2009

Infinito (Nokas) - Manutenção

Curto bwé este mano. É daqueles wís que impregnam as palavras de sentimento e debitam com o fervor de quem ama a música que faz. Só comecei a apreciar a pureza do Nokas, agora Infinito, na compilação Matarroeses onde ele contribuiu com dois dos sons mais fortes que o hip hop português já pariu. Estava bem curioso para ver no que se tinha passado desde então e constato que o mano continua a fazer o que sente e eu identifico-me bwé com as dikas dele, ainda para mais escolheu alguns instrus mesmo clássicos tipo o Population Control (Co. Flow) e Bottle Rocket (Swollen Members). A mix está em wav por isso o download é capaz de ser demorado, mas para quem curte sons relaxados e inteligentes, aconselho vivamente a pegarem o mambo.


01. Pacto
02. Espiritualidade e Êxodo
03. Não Preciso
04. Loucura
05. Infinito
06. Influências

Catem o mambo aqui (formato wav) ou aqui (formato mp3)
E neste blog podem encontrar uma crítica bem mais completa da mix.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Jamie Lidell, o prodígio de Berlim

Há coisas que eu fico sem saber bem como ainda não meti aqui. Não é necessariamente o caso deste, porque apesar de eu ter ficado panco à primeira escuta do som "Multiply" que dá título ao primeiro de originais do Jamie, não fiquei tão entusiasmado pelo resto do disco que me pareceu muito experimental cheio de furadas, se calhar um pouco pretensioso demais. Por isso e só por isso, não fui a correr ouvir o "Jim" quando saíu, mesmo depois de ter visto o primeiro vídeo que me kuyou muito. Meti o pé na poça! Mas tipo... gravemente mesmo. Acontece que desta vez o rapaz limitou-se a fazer boa música sem inventar nada...o disco é sólido tipo betão armado, super consistente, um prazer de ouvir do primeiro ao último som sem avançar um sequer. Hoje em dia isso é tão raro que álbuns desses podem e devem ser considerados autênticas pérolas. Quem sabe no próximo ele já esteja mais rodado para voltar as suas misturas psicadélicas e bizarras. O dread canta muito e este Jim é do caralho!!! Agora vou voltar a ouvir o Multiply a ver se o problema não era da cera nos meus ouvidos.

Multiply (2005)
  1. You Got Me Up [1:48]
  2. Multiply [4:26]
  3. When I Come Back Around [5:27]
  4. A Little Bit More [3:06]
  5. What's The Use? [4:29]
  6. Music Will Not Last [3:29]
  7. Newme [4:07]
  8. The City [5:07]
  9. What Is It This Time? [3:05]
  10. Game For Fools [4:13]


Catem o mambo aqui

Jim (2008)
1 Another Day
2 Wait For Me
3 Out of My System
4 All I Wanna Do
5 Little Bit of Feel Good
6 Figured Me Out
7 Hurricane
8 Green Light
9 Where D You Go
10 Rope of Sand




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sábado, 11 de julho de 2009

Nitin Sawhney - London Undersound

Depois de já o ter apresentado neste blog com dois dos seus clássicos indiscutíveis, Beyond Skin e Prophesy, de ter saltado os álbus que se seguiram, o "Human" e o "Philtre", eis que me sinto de novo na obrigação de vos assinalar outra obra prima do mestre Sawhney, o mais recente trabalho "London Undersound" cujo enredo se centra nos ataques perpetrados na cidade de Londres (no London Underground...trocadilho) há 4 anos e de como Londres tem vindo a mudar - na sua óptica - desde então. Tem participações dos Ojos de Brujo, Anoushka Shankar e... surpresa... o irreconhecível Paul McCartney, aliás, muito PODRE!!! O disco está muito bom, só saltei dois sons, um dos quais o do McCartney, mas de resto a dika está mesmo a rebentar. Um daqueles álbuns que não dá MESMO para julgar pela capa.

  1. Days of Fire
  2. October Daze
  3. Bring It Home
  4. Interlude I - Ghost Image
  5. My Soul
  6. Interlude II - Soledad
  7. Distant Dreams
  8. Interlude III - Street Sounds
  9. Shadowland
  10. Daybreak
  11. Interlude IV - Identity
  12. Ek Jaan
  13. Transmission
  14. Interlude V - Tension
  15. Last Train To Midnight
  16. Interlude VI - Ronald Gray
  17. Firmament
  18. Charu Keshi Rain



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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Company Flow e Cannibal Ox

É incrível como no actual panorama de mesmice, estes dois álbuns continuam a soar absurdamente actuais. Dois álbuns que me marcaram o percurso de melómano e que, ainda hoje quando caiem no meu ipod, me transportam nostalgicamente à esses anos já idos. O Funcrusher tem exactamente 11 anos (28 de Julho de 1997) e o Cold Vein tem 8. Hip Hop obscuro do melhor, com rimas de excelência nova iorquina e uma produção ridícula. Para os ecléticos e não exclusivamente para os "nerds" do Hip Hop.

Company Flow - Funcrusher Plus (1997)

1. Bad Touch Example
2. 8 Steps to Perfection
3. Collude/Intrude feat. J-Treds
4. Blind
5. Silence
6. Legends
7. Lune TNS
8. Help Wanted
9. Population Control
10. Definitive
11. Lencorcism
12. 89.9 Detrimental
13. Vital Nerve
14. Tragedy of War (In III Parts)
15. Fire in Which You Burn feat. J-Treds
16. Krazy Kings
17. Last Good Sleep
18. Info Kill II
19. Funcrush Scratch



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Cannibal Ox - The Cold Vein (2001)
1. Iron Galaxy
2. Ox Out the Cage
3. Atom (feat Alaska & Cryptic Of Atoms)
4. A B-Boys Alpha
5. Raspberry Fields
6. Straight Off The D.I.C.
7. Vein
8. The F-Word
9. Stress Rap
10. Battle For Asgard (feat L.I.F.E. Long & C-Rayz Walz Of Stronghold)
11. Real Earth
12. Ridiculoid (feat el-P)
13. Painkillers
14. Pigeon
15. Scream Phoenix




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