Sábado, 11 de Julho de 2009

Nitin Sawhney - London Undersound

Depois de já o ter apresentado neste blog com dois dos seus clássicos indiscutíveis, Beyond Skin e Prophesy, de ter saltado os álbus que se seguiram, o "Human" e o "Philtre", eis que me sinto de novo na obrigação de vos assinalar outra obra prima do mestre Sawhney, o mais recente trabalho "London Undersound" cujo enredo se centra nos ataques perpetrados na cidade de Londres (no London Underground...trocadilho) há 4 anos e de como Londres tem vindo a mudar - na sua óptica - desde então. Tem participações dos Ojos de Brujo, Anoushka Shankar e... surpresa... o irreconhecível Paul McCartney, aliás, muito PODRE!!! O disco está muito bom, só saltei dois sons, um dos quais o do McCartney, mas de resto a dika está mesmo a rebentar. Um daqueles álbuns que não dá MESMO para julgar pela capa.

  1. Days of Fire
  2. October Daze
  3. Bring It Home
  4. Interlude I - Ghost Image
  5. My Soul
  6. Interlude II - Soledad
  7. Distant Dreams
  8. Interlude III - Street Sounds
  9. Shadowland
  10. Daybreak
  11. Interlude IV - Identity
  12. Ek Jaan
  13. Transmission
  14. Interlude V - Tension
  15. Last Train To Midnight
  16. Interlude VI - Ronald Gray
  17. Firmament
  18. Charu Keshi Rain



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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Company Flow e Cannibal Ox

É incrível como no actual panorama de mesmice, estes dois álbuns continuam a soar absurdamente actuais. Dois álbuns que me marcaram o percurso de melómano e que, ainda hoje quando caiem no meu ipod, me transportam nostalgicamente à esses anos já idos. O Funcrusher tem exactamente 11 anos (28 de Julho de 1997) e o Cold Vein tem 8. Hip Hop obscuro do melhor, com rimas de excelência nova iorquina e uma produção ridícula. Para os ecléticos e não exclusivamente para os "nerds" do Hip Hop.

Company Flow - Funcrusher Plus (1997)

1. Bad Touch Example
2. 8 Steps to Perfection
3. Collude/Intrude feat. J-Treds
4. Blind
5. Silence
6. Legends
7. Lune TNS
8. Help Wanted
9. Population Control
10. Definitive
11. Lencorcism
12. 89.9 Detrimental
13. Vital Nerve
14. Tragedy of War (In III Parts)
15. Fire in Which You Burn feat. J-Treds
16. Krazy Kings
17. Last Good Sleep
18. Info Kill II
19. Funcrush Scratch



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Cannibal Ox - The Cold Vein (2001)
1. Iron Galaxy
2. Ox Out the Cage
3. Atom (feat Alaska & Cryptic Of Atoms)
4. A B-Boys Alpha
5. Raspberry Fields
6. Straight Off The D.I.C.
7. Vein
8. The F-Word
9. Stress Rap
10. Battle For Asgard (feat L.I.F.E. Long & C-Rayz Walz Of Stronghold)
11. Real Earth
12. Ridiculoid (feat el-P)
13. Painkillers
14. Pigeon
15. Scream Phoenix




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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Obama Kudurista

Bezegol, Rude como sempre

Eu sei que sou suspeito para falar do dred, mas este é mesmo um daqueles brothers que para além de ser um puro kamba é um grande artista. Eu pelo menos identifico-me bwé com a sonoridade dele e aprecio muito a profundidade sentimental que ele emprega em cada faixa, sempre adequada a cada atmosfera que ele pretende criar. Este é um EP que espelha a evolução sonora desde o Rudebwoy Stand, álbum de estreia do mano lançado em 2007 e já aqui postado mas também uma amostra do que podem esperar dele para o próximo álbum previsto para 2010. Este EP partiu de um convite do Henrique Amaro (Ant3na) para ser um dos discos da nova "net label" da Optimus, chamada Optimus Discos. Basicamente os artistas metem EP's para download gratuito no site e a Optimus ganha visibilidade e consequentemente clientes. Mas eles pedem para as pessoas se registarem e isso já é um pouquinho mais chato, por isso aqui vai o link para o EP. Meto também o link para outro álbum de uns produtores alemães, no qual ele participa em 3 faixas. Devo confessar que ainda não ouvi o disco, mas as faixas em que o Bz entra são muito nice. Curtam aí e se sentirem a dika e forem ao Optimus Alive, ele vai tocar lá (OPTIMUS alive né?) às 19h30 de sexta-feira, dia 10.


Bezegol - Rude EP

01. Rude Intro
02. Rude Times
03. Rude Rap
04. Rude Love
05. Rude Sentido
06. Rude Dub
07. Rude Outro

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Koalas Desperados - Koalas Desperados

01. legalize eucalyptus - intro
02. vengo
03. all night long
04. ele fanan
05. keep marching
06. fado chupao
07. tempu
08. me voy
09. emigrante
10. willst du dabei sein?
11. awu
12. security
13. negro
14. lo que tienen
15. koalas all-stars - outro



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Amadou & Mariam - Música inspirada e inspiradora

Estes kotas são bwé, mas mesmo B-W-É! Lembro-me de ter tomado o primeiro contacto com a música deles com um videoclip onde aparecia o Vincent Cassel (Irreversible, La Haine, Eastern Promises, Ocean's twelve... the list goes on) e achar muita "piada". O som era grande groove e ver o casal de ceguinhos tão alegres e irradiando tanta energia positiva não me causou na altura mais que esse sentimento redutor e quase ofensivo à tudo o que representam estes dois ícones da música pop africana (agora re-etiquetada "World Music" dadas as misturas de estilos).

Conheceram-se no instituto de jovens cegos de Bamako, 25 anos antes de conhecerem Manu Chao que haveria de produzir o seu quarto álbum de originais, catapultando a carreira do casal de uma maneira que só atesta a incompetência dos A&R e da indústria musical que consegue deixar passar tanto tempo até se dar conta que o talento transborda de tal maneira que todos sairão felizes (os rapazes por lançarem a sua música mundialmente e as editoras porque vão lucrar a sério com as qualidades alheias). Seja como for, Dimanche à Bamako causou um impacto tal que o duo foi convidado em 2006 para compor o tema oficial dos jogos olímpicos da Alemanha, depois de também arrecadarem um prémio da BBC 3, enfim, aquele trajecto de pequenos troféus que se acumulam engordando o CV e obrigando os antigos cépticos a fazerem caretas de admiração aprovadora: "mmmhh isto afinal é mesmo bom". Até tocaram para a "innauguration" do Obama.

Deixo-vos também com o novo álbum, Welcome to Mali, que me levou a viajar de uma maneira indescritível. A mistura de sons malianos com o blues, rock, pop mundial está completamente DEVASTADORA. Comprovem logo com o tema de abertura "Sabali", produzido por Damon Albarn (Blur, Gorillaz, The Good the Bad and the Queen...) que pouco ou nada tem a ver com música africana e com a subsequente bomba "Ce n'est pas bon" já mais roots e sempre com a mão do Damon. O álbum conta ainda com as participações do inventor do Bluefunk Keziah Jones, com o músico somali K'naan, o reggaeman Tiken Jah Fakoly, Tiamane Diabaté, entre outros.

Contorço-me de raiva e mordo-me inteirinho por dentro por ter falhado ao show deles no Festival Mestiço do ano passado, sobretudo tendo eles actuado no mesmo dia que o MCK (tive de arrancar dentes do ciso a alguns 2 mil km de distância).

Dimanche à Bamako (2005)

1. M'Bifé
2. M'Bifé Balafon
3. Coulibaly
4. La Réalité
5. Sénégal Fast Food
6. Artistiya
7. La Fête au Village
8. Camions Sauvages
9. Beaux Dimanches (Dimanche à Bamako)
10. Pa Paix
11. Djanfa
12. Taxi Bamako
13. Politic Amagni
14. Gnidjougouya
15. M'Bifé Blues



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Welcome to Mali (2008)


1. Sabali
2. Ce N'Est Pas Bon
3. Magossa
4. Djama
5. Djuru
6. Je Te Kiffe
7. Masiteladi
8. Africa
9. Compagnon de La Vie
10. Unissons-Nous
11. Bozos
12. I Follow You [Nia Na Fin]
13. Welcome to Mali
14. Batoma
15. Sekebe



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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Discos que a Rita me girou

Yá, minha amiga Rita tem muito bom gosto musical, ou pelo menos um gosto muito próximo ao meu, ou então ela conhece o meu gosto e sabe o que me pode mostrar com probabilidades muito fortes de eu amarrar no mambo. Foi o caso destes dois discos.

O primeiro é um projecto que teve vida curta e deixou um pequeno mas soberbo registo de 4 faixas. Banda de um luso-dinamarquês (ou seria sueco?) Johan Rodrigues, que esteve uns anos pela Madeira onde se deu a conhecer e formou a banda. Depois andou meio saltitão e em 2007 fizeram uma tournée nacional das Fnacs e terá sido nessa altura que a Ritinha os conheceu. Não sei se continuam a trabalhar, mas a Rita diz-me que lhes perdeu o traço, o telefone já não dá sinal, o myspace foi apagado, os dreads eclipsaram-se. Toca a ouvir e dar-se conta que em Portugal há muito boa música a ser feita, só não tem expressão nem lugar no já claustrofóbico cubículo dos pop stars.

Aboutowake - Be Awake
01 - Aqui
02 - Bits & Pieces
03 - So Strange
04 - Ninguém Sabe



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O segundo é um disco que ouvi ontem a noite e me bateu tipo...yá... imediatamente. Banda de Filadélfia. Começaram por lançar o primeiro disco em 2002 de maneira independente, só tocar em bares e pequenos spots de esquina da cena local, perder dois membros da banda (um deles é hoje advogado), criar uma pequena fanbase e .... a história já foi contada e recontada milhentas vezes né? É muito raro alguém começar grande, é tudo uma questão de atitude e preseverança. Este disco é simplesmente muito bom sem necessidade de grandes justificações. Obrigado Ritinha!

Dr. Dog - Fate
1. The Breeze
2. Hang On
3. The Old Days
4. Army of Ancients
5. The Rabbit, the Bat, and the Reindeer
6. The Ark
7. From
8. 100 Years
9. Uncovering the Old
10. The Beach
11. My Friend




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Fat Freddy's Drop - Dr. Boondigga & The Big BW

FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

1. Big BW
2. Boondigga
3. The Raft
4. Pull The Catch
5. The Camel
6. The Nod
7. Shiverman
8. Wild Wind
9. Breakthrough



Catem o mambo aqui Jáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

PS Para todo aquele que andou a dormir nos últimos 4 anos e não ouviu o álbum deles de estreia, arrependam-se, autoflagelem-se e depois redimam-se aqui (está lá para baixo)

Sábado, 13 de Junho de 2009

Adele - Cold Shoulder

Adoro este som...foi o que mais se destacou no álbum dela para mim. Só hoje me lembrei de procurar se tinha vídeo. O som rebenta!!!


Sábado, 6 de Junho de 2009

Gerard, Richard e Lokua- Toto, Bona, Lokua

Fui apresentado a dois destes artistas nos seus álbuns a solo por wís que são extremamente pancos deles. Eu gostei muito do Lokua Kanza e do Richard Bona, amei de paixão alguns temas, mas assim em geral eram daqueles artistas que ouvia por terem bom som, mas que nunca me davam propriamente saudades de ir a correr ouvi-los quando sacassem uma cena nova, ou ao ponto de metê-los rapidamente no meu ipod. Nem me posso recriminar por ser estúpido quando alguns anos mais tarde os álbuns me pareciam ainda melhores porque, por alguma força desconhecida, continuo a não tê-los no meu ipod. Este álbum no entanto marcou-me muito. O Keita passou-mo há coisa de dois anos acho eu. Ouvi-o uma vez e fiquei muito panco. Parou por aí. Atravessando a Nigéria (ou terá sido ainda no Ghana?) ouvi um dos sons deste disco na rádio e lembrei-me de quão bom era. Voltou a eclipsar-se-me da mente. Mas tudo o que é bom não fica perdido e abandonado numa qualquer gaveta do nosso subconsciente para sempre (a prova está aí com o álbum do Ed Motta que postei recentemente) e ontem a noite antes de adormecer me lembrei que tinha de voltar a ouvi-lo e metê-lo aqui para vocês. Sublime. Vai já para o ipod :=).

Tracks:
1. Ghana Blues - 3:04
2. Kwalelo - 4:14
3. Lamuka - 2:44
4. L'Endormie - 2:37
5. Flutes - 2:52
6. The Front - 0:21
7. Na Ye - 3:35
8. Help Me - 3:29
9. Stesuff - 1:18
10. Where I Came From - 3:31
11. Seven Beats - 1:42
12. Lisanga - 6:48

Este video é do show deles em Sines, no festival de Músicas do Mundo... BICHOOOSSS!!!


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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Mayra Andrade - Storia, Storia

O álbum está deka deka deka, saquem já com toda a pressa! Não aguenta o "Navega", mas também não parece que a intenção tenha sido essa. A dika tá diferente, apesar de reconhecermos lá uma identidade Mayra, bumbou com people diferente e conseguiu criar outras atmosferas numa mistura bem bonita entre as mornas e os sons típicos da ilha de Cabo-Verde com sonoridades brasileiras (kota Morelembaum) que na verdade acabam por ser derivados de música africana. "Mayra você é boa fizeste dê novu!!!"


01. Storia Storia
02. Tchápu na Bandera
03. Seu
04. Juána
05. Konsiénsia
06. Odjus Fitchádu
07. Nha Damáxa
08. Mon Carrousel
09. Badiu Si
10. Morena, Menina Linda
11. Palavra
12. Turbulensa
13. Lembránsa



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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Camille - Le Fil

Imperdoável que ainda não tenha posto este disco aqui. Lembro-me que foi o meu primo Tukula que me falou nele quando eu ainda vivia em St. Etienne (2004), espetando-lhe uma porrada de adjectivos superlativos e quando finalmente arrumei um tempo para escutar, armado em radialista, ouvindo os primeiros 5 segundos e avançando para o meio, fiquei tipo: "Porra que cena mais bizarra e monótona". Caguei no meu primo. Só um dia mais tarde é que juntei 1+1 e percebi que os princípios e os fins das músicas eram todos iguais porque havia uma nota permanente ao longo do disco todo, a única coisa que sobrava quando o silêncio de toda a roupagem musical que vestia o som se desvanecia e que era na realidade o fundamento do título do disco "Le Fil" = "O Fio" (condutor). GENIAL! Isso fez-me por o álbum do início com muita atenção e ouvi-lo numa condição mais de ser humano que ainda por cima não estava propriamente apertado de tempo. Fiquei aturdido e encardido pela minha própria estupidez e feliz por ter dado uma segunda chance ao disco. Tornou-se instantaneamente um dos meus favoritos e ficou no meu top nos dois anos seguintes. É uma obra prima a meu ver, com a maior parte dos instrumentos sendo simulados com a boca (baterias e trompetes incluídas), para além dos barulhos com a boca altamente idiotas feitos pela própria tresloucada Camille. Tive de subscrever os adjectivos avançados pelo meu primo e ainda adicionar mais uns tantos. Vale MESMO a pena. Ela lançou outro mais recentemente mas eu ainda não o ouvi e dessa vez foi mesmo falta de compatibilidade com o tempo que tinha em mãos ehehe. Aconselho-vos VIVAMENTE a verem os vídeos dela AO VIVO (se tiverem que escolher).

01 La jeune fille aux cheveux blancs
02 Ta douleur
03 Assise
04 Janine 1
05 Vous
06 Baby Barni Bird
07 Por que l'amour me quitte
08 Janine 2
09 Vertige
10 Senza
11 Au port
12 Janine 3
13 Pâle Septembre
14 Rue de Ménilmontant
15 Quand je marche









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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Dead Prez - Inspirando jovens perdidos desde '96

Rap político pesadão. Se nunca ouviram falar, informem-se!

















Timeless hip hop

Porra, até hoje esses sons soam bem... o primeiro é granda produção já nessa altura do Shawn J. Period (esse mwadié tipo desapareceu de cena, agora tá numa de Christian Rap e outras ondas mais raras). Que saudades desses tempos.









Old School para rir um coxe

Não sei porquê que me lembrei deste som. Estava na primeira k7 de videoclips de hip hop que vi na vida, fins de 94, princípios de 95. Partilho isto convosco para que vocês possam ver o que é evoluir e ser obstinado. Avancem para o último MC se não tiverem paciência de ouvir tudo (1m59s). O gajo já era bom ehehe.

FILHOS DA PUTA APAGARAM O MEU POST DO DANGER MOUSE

Porra não sabia que podiam apagar a porra do post inteiro que deu tanto trabalho a escrever. Não foi só tirar do ar, apagaram mesmo da minha lista de edição. Hoje recebi este email a comunicar-me que um qualquer órgão de defesa dos interesses dos artistas ameaçou a blogspot de levar com um processo no tribunal se não apagassem a porra do post. Quem tem blogs deste género já deve ter recebido algo parecido. Eu pensei que eles simplesmente apagassem a porra dos links, porque eu não faço mais do que direccionar as pessoas para ficheiros que já estão hospedados na internet (rapidshare e youtube). Todos pró caralho.


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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Pró mano Djo (Sara Tavares vs Lura)

Por algum defeito de fabrico, nós os amantes de música temos uma tendência muito feia mas irresistível de comparar os discos novos dos artistas que nos kuyam com os seus predecessores. Algumas vezes essas comparações são mais legítimas, quando por exemplo o artista em questão muda completamente de vertente, como é o caso dos rappers que vão da noite para o dia (conscientes/hardcore para pussy-ass soft core popcorn rappers). Também o fazemos quando os artistas continuam a ser inovadores e conseguem o difícil feito de nos surpreender com as novas sonoridades exploradas e, claro, com os resultados dessas explorações que nem sempre são positivos. Nenhum destes álbuns se enquadra nas supracitadas excepções e MESMO ASSIM, vai ser impossível abster-me de uma comparaçãozita. As miúdas são lindas, são divas, são deusas, a música que fazem é refinada, pura, aquece o coração, mas se vocês são daquelas pessoas exigentes que querem sempre novidade, estes não são definitivamente os vossos álbuns.
O álbum da Sara está óptimo, mas um pouco remeniscente do Balancé, começa com aquele kizombazito de leve (Sara por favor não caias na repetição óbvia de fazer desse som o teu single), tem até um som com uns acordes parecidíssimos aos do Balancé. Parece também que ela continua a trabalhar apenas e só com os mesmos músicos e escritores. No entanto eu discordo completamente do Nguimbola que me resumiu a impressão dele de uma maneira muito crua e redutora: "O álbum da Sara tá muito podre!". Só perdoo esse tipo de barbaridade a um boelo como o Nguimbola. O álbum está MUITO fixe, nem podia ser de outra maneira, é a Sara Tavares caracoles. Só que pronto, não bate tanto quanto o Balancé.
O álbum da Lura está a bater deka deka deka. Também sem surpresas, é o som típico da Lura, mas ainda vai tendo execuções muito para além do muito bom.
Lura wins! eheheh
Mano Djo, agora vamos esperar o da Mayra né? Armada como ela anda, espero que não decepcione!

01. Libramor
02. Um Dia
03. Tabanka
04. Eclipse
05. Marinhero
06. Maria
07. Terra'l
08. Quebrod Nem Djosa
09. Na Nha Rubera
10. Orfelino
11. Sukundida
12. Mascadjon
13. Queima Roupa
14. Canta Um Tango



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01 Quando das um pouco mai
02 Sumanai
03 Ponto de Luz
04 Caminhanti
05 Pé na Strada
06 Di Alma
07 Bué (você é…)
08 Keda Livre
09 Só d’Imagina
10 Minino
11 Voz Di Vento
12 Exala
13 Fundi Ku Mi
14 Manso Manso



(Ela aqui tá parecida com aquela mboa do filme Smoking Aces que contracenou com a Alicia Keys)

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Keziah Jones - Nigerian Wood

Este álbum ainda não o analisei bem, mas nem preciso, eu quase que meto as minhas nádegas no fogo por este gajo, sei que ele não me vai desiludir. Um dos temas neste álbum tem uma remix com a Nneka, outra nigeriana na diáspora que também tem feito um zunzum nesses últimos tempos. O meu favorito até agora é o Black Orpheus que já meti aqui o ano passado e este até tem uma capa parecidíssima, coisa que me deixa sempre meio de pé atrás. Inventor do bluefunk, Keziah Jones com o seu dedilhar doidão a rebentar a raboseiiiiraaaaa concerteza.

CD1
01. Nigerian Wood
02. African Android
03. My Kinda Girl
04. Long Distance Love
05. Beautifulblackbutterfly
06. Pimpin'
07. Lagos vs New York
08. 1973 (Jokers Reparations)
09. Unintended Consequenses
10. Blue is the Mind
11. In Love Forever
12. My Brother


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CD2 (Bonus CD)
01. Yansh Control
02. Omo Balogun
03. Nigerian Funk
04. Coltrane Nko?
05. International Area Boy
06. Omo Lewon Lewon
07. Idupe 2
08. L'Oke Ati Petele
09. Nigeria We Hail Thee

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K'naan - Troubadour

Epá eu curto bwé deste mangas. OK, é possível que ele esteja a ser um pouco repetitivo na temática abordada, é possível que ele esteja a tentar reeditar fórmulas que já provaram funcionar bem para ele e não esteja a fazer tanto daquilo que mais apreciamos nos artistas que é ser arrojado. Mas eu gosto muito da maneira dele de fazer música e acho que a tendência para se afastar um pouquinho mais da cena mais rapeada para aumentar a sua tónica mais soul é bem normal. Já se sentia que esse seria o caminho natural para ele desde o Dusty Foot Philosopher. As letras dele continuam bem escritas, com profundidade e piada no mesmo som bem ao estilo africano. Lembremo-nos que este é um senhor que aprendeu inglês há alguns anos quando chegou à América, é incrível como ele parece estar mais à vontade nesse idioma estrangeiro que no arabesco somali dele. O disco VALE MUITO A PENA, apesar do meu voto de preferência ir para o primeiro.

01. T.I.A (This Is Africa)
02. ABC’s (feat. Chubb Rock)
03. Dreamer
04. I Come Prepared (feat. Damian Marley)
05. Bang Bang (feat. Adam Levine)
06. If Rap Gets Jealous (feat. Kirk Hammett)
07. Wavin’ Flag
08. Somalia
09. America (feat. Mos Def and Chali 2NA)
10. Fatima
11. Fire in Freetown
12. Take a Minute
13. 15 Minutes Away
14. People Like Me



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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Ed Motta - Conexão Japeri

Bem pessoal, este post é muito especial por milhentos motivos que não ia conseguir resumir num textinho introdutório. Por não conseguir resumir vou fazer uma pequena longa exposição.
Estou em Brasília a vêr familiares que não via há mais de 17 anos e a reviver retalhos da minha infância que estavam bem arrumadinhos no meu subconsciente. A última vez que cá estive, em 1989 e já no aeroporto para apanhar o vôo de regresso, comprei umas K7's de música brasileira completamente às escuras. Ia desde Xuxa, Paquitas, Fábio Jr, Simone, Mara e Trem de Alegria, até ao disco que aqui vos apresento e que não faço a mínima ideia da razão que me levou a adquiri-lo, porque nunca tinha ouvido o nome do indivíduo e a capa como podem constatar não é exactamente muito apelativa ao imaginário de uma criança de 8 anos. A verdade é que foi justamente essa K7 que eu ouvi mais vezes, adorava a musicalidade e as letras e tudo mais. Os anos passaram e a K7 desapareceu, empurrada para uma longínqua memória a medida que se amadureciam os meus gostos. Ao ponto de eu já não ter bem a certeza se tinha sido uma maluquice de criança ou se realmente a coisa valia a pena. Ainda procurei na internet algumas vezes o disco, mas não me lembrava do título e a discografia do moço só começava a partir de 91. Não me lembrava do título nem letra de nenhuma das músicas e nunca me embrenhei muito a sério para descobrir. Ficou sempre ali numa nebulosa. Até há uns dias atrás quando fui com o meu primo a uma festa e o DJ só passou sons nervosíssimos encerrando a sessão com o clássico "Manuel" do artista em questão. É indescritível a miríade de sensações que me percorreram a alma nesse momento, a revelação da plenitude do significado da frase "Last night a DJ saved my life". Fui procurar mais profusamente e.... aqui está o disco, 21 anos depois, ainda fresco, maravilhoso, absurdoooooo. Como se tivesse saído ontem. Grande Ed Motta, sobrinho do mito Tim Maia. Este álbum se calhar não vai vos bater como bate a mim, existe toda essa história de vida que me liga a ele, mas garanto-vos que mau não vão achar....é impossível!!! Eu podia ficar aqui agora o dia inteiro a desdobrar-me em elogios por esta pérola, mas deixo o resto as reticências para vocês completarem. Petróleo BRUTO.

01 - Manuel
02 - Vamos Dançar
03 - Lady
04 - Seis da Tarde
05 - Um Love
06 - Baixo Rio
07 - Caminhos (Não é só o meu)
08 - Parada de Lucas
09 - A Rua

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Sábado, 18 de Abril de 2009

O segundo primeiro post

Epá, eu tenho tanta coisa para meter aqui que depois de uma longa ausência seria difícil escolher o ideal para recomeçar a postar. Mas no outro dia o meu avô decidiu mostrar-me o CD Demo de um Sr. que ele conheceu ainda miúdo e que recentemente lhe entregou em mãos este disco que agora partilho com o mundo, pelo simples facto de achar que o kota bumbou fixe. Não é exactamente o meu estilo predilecto apesar dos Shadows serem um grupo mítico e eu atinar com algumas das malhas (Apache é um clássico absoluto). O kota deu-lhe a sério, fez tudo sozinho, tocou todos os instrumentos, equalizou, masterizou, tudo no quarto/estúdio dele. Com tanto jeito e tantos meios, porquê uma rendição destas e não um álbum de originais, isso já só o kota saberá responder, mas justiça seja feita, as covers dele estão mesmo perto das verdadeiras. E que dizer daquele nome artístico? Refinado hã?
Este vai para quem tiver avós que também lhes metem a curtir música de décadas longínquas.





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