Isto é um espaço pessoal, aqui hei de meter essencialmente música que de alguma maneira me moldou, mas posso ter alguns desvarios eventuais. Se algum artista se sentir "roubado" por ter a sua música partilhada, que mo indique, para que eu possa apagá-la com a máxima prontidão
Pessoal, durante uns bons meses eu vou ficar impossibilitado de postar álbuns aqui. Vou estar de viagem pelo berço da humanidade e não tenho data de regresso. Espero que o blog continue vivo com os contributos do Nguimbola e da Kalani. Estamos juntos povos, até breve!
Os últimos anos da minha vida foram incomensuravelmente marcados pela aparição, desenvolvimento e presença desses manos, tendo-se os nossos caminhos cruzado por uma sequência feliz de circunstâncias e desde então progredido harmoniosamente em linhas tangentes. Ao primeiro contacto com o mano Toni me dei conta que estava em frente a alguém muito especial, a honestidade no olhar, a franqueza no falar, a intensidade de quem se recusa abandonar os seus princípios elementares e o cansaço de quem passou os últimos anos a travar a locomotiva social de todos os que lhe circundam e que fazem pressão para que se junte ao clube dos "desistentes", dos "conformados". Nasceu nesse dia e hora uma cumplicidade que só se tem vindo a consolidar cada vez mais a um ritmo que aumenta em progressão geométrica. Desde então temos feito tantas coisas juntos que já quase lhes perdi a conta. Desde coisas leves, tipo uma participação no programa com um alter-ego adequado, a coisas muito mais dispendiosas a nível da dedicação intensa que requerem, sendo os exemplos mais concretos o mambo tipo documentário que fizemos juntos (e com mais uma malta porreira) e que está a sair em breve, "É Dreda Ser Angolano" e a nossa excursão ao Sambila. Acho que já passámos pelo suficiente para que possa considerá-lo um mano, daqueles que furaram o círculo muito restrito de pessoas por quem sinto um apreço inqualificável, é família! A Rádio Fazuma tem um espaço na Ant3na e aqui podem escutar algumas das emissões deles mais recentes. Aqui vos deixo algumas das cenas em que os manos fizeram, ou estiveram envolvidos, ou ainda escaparam estar mas à última da hora não ficaram.
Para saberem mais sobre a fazuma visitem o site da família
Vários Artistas - Copa Reggae
Compilação que saíu no âmbito da copa do mundo da Alemanha, onde pela primeira vez Angola participou ao lado de Portugal e do Brasil como representantes da lusofonia. É uma celebração composta por uma mistela de sonoros de artistas oriundos desses 3 países. Tem muito som catita. 01 O pontapé de saída!!! 02 Mercado Negro - Aquecimento global 03 Freddy Locks - Wake up 04 Nel Assassin - It’s a complow (remix) 05 Prince Wadada - Aldeia 06 Planta e Raíz - De cara pro mundo 07 Djambi - Lenha 08 Primitive Reason - Had I the courage 09 Sativa - 54-46 10 Chimarruts - O Sol 11 Contratempos - Devagar 12 Arsha - Wicked Reggae 13 One Sun Tribe - Liberation 14 Montecara - Lost culture 15 One Love Family - África Chora 16 Moa Anbesa - Nossa corrida 17 Philharmonic Weed - Quitanda das Embambas 18 Regra 4 - Maracutaia na cabeça (remix) 19 O apito!!! 20 Cartell 70 - Joga Man
Compilação enrolada as tantas da matina na casa do Toni, com mp3 de qualidade sonora ainda mais duvidosa do que o formato possa sugerir, muito à pressa porque queríamos ter isso pronto para dali há um mês e tinha de dar entrada imediata na fábrica. Tentámos fazer um enhanced e meter o clip dos Turbantes, mas alguma coisa correu mal (não sai sempre quando fazemos as coisas as 3 pancadas?) e acabou por ficar só assim. Conseguimos ter os cd's prontos para a data que queríamos e distribuímos metade da tiragem gratuitamente depois do nosso concerto (Conjunto Ngonguenha) no Africa Festival no dia 07/07/07. Contrariamente a qualquer intenção que pudessemos ter (e quem tem uma cópia do cd poderá confirmar isso), a compilação fez um fuzuim absurdo ao ponto de ser considerado um dos melhores discos feitos na tuga em 2007 pelo Blitz (como diz o mô dred: "atestado de estupidez"). Os mais atentos dentre vocês hão de dar conta que fizemos pouco mais do que pegar uma ou duas faixas de cada um dos discos que já vos disponibilizámos aqui no blog há uns meses. A compilação serve também de banda sonora para o mambo tipo documentário. Em baixo segue o vídeo que devia ter constado do cd. 01 Conductor – Kandongueiro 02 Keita Mayanda com MCK – Jimona Dya Ixi 03 Phay Grand – Pão Burro 04 Conjunto Ngonguenha - É Dreda Ser Angolano 05 MCK – Atrás Do Prejuízo 06 Coca O FSM – Angolywood 07 Leonardo Wawuti – Quem Te Mandou 08 Keita Mayanda – Musica Pro Sol Que Nasce 09 Conductor – Nós E Vocês 10 Ikonoklasta – A Nossa Costelinha Nómada 11 Das Primeiro – Liberdade 12 MCK – O Silêncio Também Fala 13 Ikonoklasta – Patentes Que Falam 14 Os Turbantes – De Faia
A Gumalaka é uma editora formada pela Matarroa e pela Rádio Fazuma, na qual dois melómanos e malucos se juntam para dar apoio a bandas que têm talento prá caralho e reconhecimento nem por um canudo. A sonoridade muito próxima com a que a Rádio Fazuma acarinha na sua linha editorial. O primeiro mambo editado foi um 7'' do Bezegol (Fire/Plant), sendo que, dos três álbuns que se seguem o do Bezegol é justamente o único que não saíu com o selo Gumalaka.
01 Bring Up The Feeling 02 Fazuma 03 Wake Up 04 Calling 05 Power 06 Take My Hand 07 Rasta Truth 08 Wisdom 09 Kuff’n Beat 10 Bring Up The Feeling (acústico)
Bezegol - Rude Bwoy Stand Mô dreda. Esse é o próprio wí, álbum dele me bonda!
01 Rude Bwoy Stand 02 Clockworkbomb 03 Fire 04 Plant 05 Roots Of Evil 06 Lighting 07 Let Them Know! 08 Nature (Do You Ear What I Say?) 09 Forever Love 10 Colision 11 After This 12 Inhanha 13 Coalition 14 Rude Bwoy Down 15 Drástico
Um dos frequentadores do blog pediu sons deste kota. Eu admito que não o conhecia e que imediatamente me pus a tentar descobrir música dele. Não é nada fácil. O meu amigo emule só encontrou as faixas soltas que aqui disponibilizo. Não é de meu apanágio meter sons soltos aqui, gosto de postar álbuns inteiros mas, já que não encontro e porque fui absolutamente conquistado por esse moçamba ex-emigrante na África do Sul (mais um, queria meter-vos aqui outros gajos muito fortes que atendem pelo nome de 340ml, mas acho que não vai ser para tão breve). Parece que ele agora voltou para Moçambique e lecciona música na Universidade Eduardo Mondlane. O kota é bicho mesmo. Obrigado pela dika mano Rooka.
A semana passada fui passar uns dias ao Algarve e só levei dois cd's para me ajudarem pelos 250 km de calor (nada de ar colingue, tentando manter a pegada ambiental o mais pequena possível), na monótona A2, o "Recompasso" do Paulo Flores e o "In Square Circle" da lenda viva Stevie Wonder. Discos díspares, de décadas, sonoridades e impactos diferentes, mas soberbos cada um a sua maneira.
Paulo Flores - Recompasso
O Paulo Flores é aquela coisa, aquele artista que se construiu ano após ano, expandindo as fronteiras da sua música à medida que ia ganhando idade, incorporando novos sabores, novos temperos aos seus cozinhados sonoros, juntando culturas essencialmente africanas e outras que de África saíram para se irem enraizar e desenvolver noutras paragens, como o Samba (neto do Semba) ou o Reggae. Sempre gostei do Paulo Flores, mas a medida que os anos passam vou gostando mais e mais. Este disco é um clássico, com colaborações de grandes mangas tipo Jacques Morelembaum (pai duma dama cujo álbum já meti aí), Tito Paris e artistas da geração seguinte como Lura e Sara Tavares. É um deleite e altamente aconselhável para kotas e canukos.
01• Anos depois 02• Menino destino 03• Poema do semba 04• É sô ma bô 05• Zé Inácio 06• Canto à solta 07• Olhos luz 08• The world of love 09• N'zambi n'zambi 10• Isua ioso 11• Clarice 12• Angola que canta
Há uns meses um amigo meu foi ver o concerto dos Radiohead e quando me viu todo excitado com vontade de me juntar a ele, logo me acalmou informando-me que os bilhetes estavam já esgotados (3 semanas antes do concerto). Quando ele me disse o preço do bilhete eu pensei: "nem que não estivessem, por esse preço nem para ver deus em cuecas a fazer o pino". 60 € custava a dika.... 60!!! Tentei com muito custo fazer um exercício mental para procurar no meu repertório musical um artista/banda que me fizessem dar de bom grado tal soma por um concerto, mas não fui bem sucedido, nem eu nem o meu irmão que também desconseguia de encontrar tal ser que nos embeveça ao ponto de torrarmos essa soma por uma hora e meia de orgasmo acústico. Não encontramos nem no reino dos mortos. Mas no outro dia ouvindo pela 10000000000ésima vez este disco do Stevie Wonder me dei conta que havendo alguém, esse alguém seria ele. Pagaria se calhar mais para ver um concerto deste monumento que ainda respira, o Stevie é um mito, um artista por quem nutro resmas de admiração desde os meus tenrinhos 8 anos quando me meti atrás do sofá a chorar depois da minha mãe me dizer que ele "nunca tinha visto". Seria todo esse talento uma recompensa pela falta dessa faculdade sem a qual não me conseguia imaginar viver? In Square Circle foi, por uma razão ou por outra, o disco com o qual mais engracei dele, mas aconselho vivamente TODOS os outros (mais de 20). Senhoras e senhores, o virtuoso STEVIE WONDER.
01• Part Time Lover 02• I Love You Too Much 03• Whereabouts 04• Stranger On The Shore Of Love 05• Never In Your Sun 06• Spiritual Walkers 07• Land Of La La 08• Go Home 09• Overjoyed 10• It's Wrong (Apartheid)
Depois de Tété, Totó, do Senegal a Angola. O Totó começou a dar nas vistas há uns anos, tocando em eventos culturais pequenos (tipo "Artes ao vivo" onde também se fez notar o Shunnoz). As suas letras divertiam toda a gente o suficiente para criar aquele murmurinho que levanta a curiosidade e que se transforma em avalanche ensurdecedora de mito/lenda urbana e que tem como desfecho mais natural a gravação de um cd. O Totó será talvez (para mim) o maior paradoxo da música contemporânea angolana, um total destruidor de estereótipos, ou se calhar, apenas a excepção que confirma a regra. Olhando-se para ele, parece um rapper ordinário, daqueles que grifam à MC e curtem girar com MCs mas que depois não dão uma p'ra caixa, os chamados "wack mc's". Se tivermos em atenção as participações nos trabalhos de outros artistas, ninguém nos pode confundir mais do que o Totó pois, ao mesmo tempo que tem colaborações com gajos mauusss da nossa praça tipo Matias Damásio, faz também muitos coros malaikos com rappers de quinta categoria, parece pouco criterioso e acaba por fazer coisas bwé banais. Mas aqui no disco dele a história é outra. Este é um dos discos que me deu mais prazer ouvir nos últimos anos, arrisco mesmo a dizer que um dos melhores da música jovem angolana, ou da música angolana só. Extremamente inovador nas suas composições e interpretações, o Totó tem aquela capacidade ja quase extinta de nos fazer dar gargalhadas a um dado momento e arrependermo-nos disso no instante seguinte (logo no som de abertura), as suas narrativas são muito vívidas, intensas e ... bwéeee mwangolés, ao contrário de uns e outros que criam universos de fantasia e emulam a vida e a música dos ídolos americanos/brazukas/tugas que lhes influenciaram. Totó não se contenta com a simples e fácil cançonete de amor e quando o faz falha miseravelmente, caíndo exactamente no estereótipo de tantos R Kellys que cirandam por aí. Felizmente esses momentos menos brilhantes no disco estão em franca minoria e não são suficientes para manchar irrecuperavelmente a fantástica impressão que ele criou em mim com "Que fim-de-semana", "Abra a Porta","Este não é Marido", "Eu Vou" (mwangolê aqui chora) e outras. Para mim, ele é quase como um MCK do R&B/Soul/o-que-lhe-quiserem-chamar angolano e das coisas que mais gostei de receber este ano (obg Nguimbola). 01 - Que Fim-de-semana 02 - Abra a Porta 03 - Este Não é Marido 04 - Eu Vou 05 - Histórias da Vida 06 - Meu Sonho 07 - Saudades 08 - Estou Seguro 09 - Ame Ndukussole 10 - As Portas se Abrirão 11 - Amor não Correspondido 12 - Calma
O único mambo que encontrei dele no youtube é uma remix do DJ Buda de um som inédito chamado "Menina Perdida".
Este é o próprio personagem. Bem estabelecido em França, altamente estranho para o resto do mundo, mesmo se os 3 álbuns que aqui partilho convosco sejam de uma musicalidade lindíssima, com todos os pequenos defeitos que tornam a coisa mais perfeita: não é um grande cantor se usarmos como critério a capacidade em saltitar de nota em nota, não tem uma voz de derreter gelados no inverno, mas consegue encantar com o seu canto sentido, é PURO. Foi o meu puto que mo mostrou pela primeira vez e eu curti logo de primeira e garanto-vos que não é necessário entender o que ele diz, porque mesmo os (poucos) franceses que eu conhecia e que gostavam dele não percebiam porra nenhuma dos textos. Nascido em Dakar, Tété ("O guia" em wolof, sua língua mãe) vai para França com dois anos, aos nove entra numa escola de música mas fica só um ano. Com 16 parte a perna e tendo que pausar quieto uns tempos, experimentou a guitarra para passar o tempo... granda estrilho, vejam lá no que deu. Inspirando-se em Dylan, Hendrix, Marley e outros grandes, o puto começa a criar as suas próprias composições. Mas a grande revelação e o ponto de reviravolta na vida de Tété é quando ele escuta a música do seu contemporâneo, Keziah Jones (outro que me foi apresentado pelo meu puto) e, mesmo com um diploma no bolso, Tété decide errar nas ruas e bares de Nancy com a sua guitarra, vagabundagem voluntária (tal qual o Keziah). Depois do teste piloto, ele segue para Paris, onde as oportunidades abundam e faz a mesma coisa... o resto é história.
Tété - L'Air de Rien(o meu preferido)
1. Le Meilleur Des Mondes 2. Passage Brady 3. Love Love Love 4. Me Ressourcer 5. Le Magicien 6. Dodeline 7. Le Bonheur 8. Cousin Willy 9. L' Air De Rien 10. L' Abominable Hyde 11. Honni Soit 12. Les Envies 13. Aisé 14. Eleanor Rigby
(Clip biznado do Bob Dylan, não é uma das melhores músicas do disco)
1. A La Faveur De L'Automne 2. Emma Stanton 3. Le Songe De Marie 4. La Ballade De Oogie Tsuggie 5. Les Matins De Peu 6. Montréal 7. Ton Absence 8. Le Retour D'Ootsie-Putsie 9. Une Bonne Paire De Claques 10. Je L'Appelle De Mes Voeux 11. La Pudeur 12. La Tchave 13. Inspiration Et Circonstances 14. Le Long De La Grève 15. Routine 16. Ces Grands Moments De Solitude 17. Flou
Tété - Le Sacré des Lemmings et Autres Contes de la Lisière
1. L'Aube Des Lemmings 2. Fils De Cham 3. Anna Lee Soleil 4. Madeleine Bas-De-Laine 5. La Relance 6. Comme Feuillets Au Vent 7. Caroline Oh Yeah Hey ! 8. A La Vie A La Mort 9. Le Sacre Des Lemmings 10. A Flanc De Certitudes 11. Mon Trésor 12. Par Monts Et Vallons (Le Long De La Route) 13. Les Visages Et Les Moments 14. La Croisée Des Chemins 15. Le Crépuscule Des Lemmings
Muito pouco a dizer e muito muito boa música pra se ouvir... Esse madié tá simplesmente no top do game... hehehehehe
Tracklist:
1 Renaissance Man Prod. By J-Dilla 2 So What You Sayin Prod. By J- Dilla 3 Bitches And Drugs Prod. By J-Dilla
4 Dimthyltriptamine Prod. By J-Dilla
5 Be Easy 6 My World (Nas Salute) 7 Get Em' Prod. By Mr. Porter Feat. Guilty Simpson And Mr.Porter 8 My Uzi Weighs A Ton Prod. By Thom Yorke 9 Victory Is In My Clutches 10 Hard To Get Prod. By And Feat. Mr. Porter 11 Somethin To Hold On To Prod. By Nottz 12 I Feel Good
9th Wonder & Murs disponibilizaram este EP gratuitamente... Vale a pena... Ainda mais sendo de borla...
Tracklist: 1. The Intro 2. Are You Ready? 3. Nina Ross 4. Free 5. And I Love It 6. Pusshhhhhh 7. It’s For Real 8. Marry Me 9. Love the Way 10. Mursinatra
Nos últimos anos apareceram uns ndengues produtores com alto nível aí no circuito português. Ndengues que começavam a ter os dedos a picar e não podiam mais esperar que um golpe de sorte os trouxesse um dos muitos"cabecilhas" do "movimento" à casa para ouvir a panóplia de instrus que já tinham e que acabassem por levar um ou outro e decidissem usá-los nos seus discos, que passariam então a introduzi-los no circuito "duro". Esses putos acabaram por dar conta que havia outro circuito mais "esponjoso" e muito mais abrangente, onde poderiam disponibilizar o seu talento progressivamente sem se preocuparem se vai chegar aos ouvidos do Tim Maia ou do Trio Mocotó. Esse circuito é o da vasta rede acessível em um ou dois clicks, a internet. Todos esses miúdos têm um myspace, alguns têm sites particulares e QUASE todos já têm álbuns de instrumentais para download gratuito. Assim pude tomar contacto com variadíssimos produtores com bwé de talento e penso aqui no Darksunn, no Raze, no Mek0, no Kooltuga, TH, entre outros... há mesmo bwéeee. Assim, depois do álbum do El Mago há umas semanas atrás, vos apresento outro produtor que evoluiu prá caralho nos anos recentes, Rayman C. O puto passou do "Ilusão" no álbum do Scratch (um instru que curto muito), a um monte de instrumentais altamente copiados no 9th Wonder e que lhe mereceram SEMPRE duras críticas e consequente desligar de ficha da minha parte, chegando finalmente à mais esta estação, Aura 1970, o seu primeiro álbum de instrumentais. As influências do 9th Wonder ainda estão muito patentes, mas sinceramente, o miúdo está a encontrar com grande classe a maneira de forjar a sua sonoridade e acreditem quando vos digo, estes instrus têm maínga, a coisa está mesmo muito bonita. A continuar assim, o ndengue não demora muito até se instalar confortavelmente no circuito "duro", está muito, mesmo muito consistente. Parabéns Rayman C.