segunda-feira, 21 de julho de 2008

Rayman C - Aura 1970


Nos últimos anos apareceram uns ndengues produtores com alto nível aí no circuito português. Ndengues que começavam a ter os dedos a picar e não podiam mais esperar que um golpe de sorte os trouxesse um dos muitos"cabecilhas" do "movimento" à casa para ouvir a panóplia de instrus que já tinham e que acabassem por levar um ou outro e decidissem usá-los nos seus discos, que passariam então a introduzi-los no circuito "duro". Esses putos acabaram por dar conta que havia outro circuito mais "esponjoso" e muito mais abrangente, onde poderiam disponibilizar o seu talento progressivamente sem se preocuparem se vai chegar aos ouvidos do Tim Maia ou do Trio Mocotó. Esse circuito é o da vasta rede acessível em um ou dois clicks, a internet. Todos esses miúdos têm um myspace, alguns têm sites particulares e QUASE todos já têm álbuns de instrumentais para download gratuito. Assim pude tomar contacto com variadíssimos produtores com bwé de talento e penso aqui no Darksunn, no Raze, no Mek0, no Kooltuga, TH, entre outros... há mesmo bwéeee.
Assim, depois do álbum do El Mago há umas semanas atrás, vos apresento outro produtor que evoluiu prá caralho nos anos recentes, Rayman C. O puto passou do "Ilusão" no álbum do Scratch (um instru que curto muito), a um monte de instrumentais altamente copiados no 9th Wonder e que lhe mereceram SEMPRE duras críticas e consequente desligar de ficha da minha parte, chegando finalmente à mais esta estação, Aura 1970, o seu primeiro álbum de instrumentais. As influências do 9th Wonder ainda estão muito patentes, mas sinceramente, o miúdo está a encontrar com grande classe a maneira de forjar a sua sonoridade e acreditem quando vos digo, estes instrus têm maínga, a coisa está mesmo muito bonita. A continuar assim, o ndengue não demora muito até se instalar confortavelmente no circuito "duro", está muito, mesmo muito consistente. Parabéns Rayman C.

Catem o mambo aqui

Um comentário:

Meki disse...

merecido!
o album mto fixe msmo
os sons tão a me entrar direkto!
a cena ta doce