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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Terrakota

Em 2004, de férias em Portugal, tive o primeiro contacto com este cocktail musical que irradiam os Terrakota.O Open your eyes passava várias vezes na rádio (já não me lembro se era Marginal, Oxigénio ou Antena 3) e que me deliciava os ouvidos e me acalorava o coração a cada vez que tocava.
Era o seu segundo álbum e de repente eu via cartazes Terrakota por todo o lado, sempre com os seus sugestivos tons quentes e acastanhados, desenhos do Pedro Feijão bem ilustrativos da sonoridade que os acompanha, entre o esotérico e o afrocêntrico. Foi o meu ano de descoberta. Um ano depois, de volta à tuga, conheço os manos da Fazuma e apartir daí as coisas convergiram. Em 2006 vou assistir pela primeira vez a um concerto deles em Marselha no festival Babel Med e no fim conversámos um coxito. Acabaram por me arranjar sítio para dormir mais o meu irmão e desde então mantivemos o contacto, eles identificaram-se com o nosso som (Conjunto Ngonguenha) e puf!, de repente cai o convite para participar no seu terceiro disco, o Oba Train. Eu passei de fã inveterado a feliz contemplado.

Os manos são altos viajados, três deles estiveram a passar uma temporada de três meses em alguns países do oeste africano (Senegal, Mali, Burkina Faso e Costa do Marfim) e mais tarde haveriam de voltar para a gravação do seu segundo de originais, o Humus Sapiens, no Xippi (eyes open) estúdio do Youssou N'dour.

Conheceram-se numa casa ocupada em Queluz onde começaram a fazer jam sessions juntos. Cada um deles tocava em várias bandas (e a maior parte ainda toca em bandas de outros géneros), mas aos poucos Terrakota foi tomando forma e ganhando preponderância nos esforços dos membros que se identificavam mais com essa vertente pouco explorada em Portugal. Um amigo comum lhes apresentou a Romi e a poção mágica ficou concluída. Desde então a sua missão principal tem sido partilhar essa poção com o resto do mundo, distribuindo pequenas doses de felicidade e energia irresistível, essa poção que confere a quem a toma uma explosão instantânea (e infelizmente efémera) de extrema alegria, de amor ao próximo, de esperança num futuro alternativo.

O som deles é altamente aconselhável, uma mescla de sons africanos e de sonoridades mais contemporâneas que nesse continente encontram as suas raízes, mas também um pouco da fanfarra folcórica de leste que não passará despercebida e vai meter a dançar os maiores adeptos de Kusturica (Dear Mama). Se tiverem a ocasião de assistir a um dos seus concertos, façam a vocês próprios o favor de não a desperdiçarem.


Terrakota - Terrakota

01.Curruputu
02.Shituation
03.Inch Allah
04.Rebola
05.Sonhador
06.Tcheva
07.Tá Fumá
08.Bouge de lá
09.Mali
10.Bolomakoté
11.Marigunoma
12.Dear mama
13.Desert Zeppelin

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Terrakota - Humus Sapiens

01.Open Your Eyes
02.I Say Minina
03.Omohumanidadecidade
04.Bawo
05.Ibori
06.Monsieur Bla Bla
07.Water Burn Fire
08.Mãe De Água
09.Nahawa
10.Sirima

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Terrakota - Oba Train

1. La Cuchara Del Poder
2. E Verdade?
3. Sunnu Gal
4. Metisses
5. Maghrebi
6. O Mundo Na Bai Solto
7. Soul
8. Oba Train
9. Watcha Gonna Dub
10. Kurila
11. Ekuality Is Kuality

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ikonoklasta - 5 mp3chos na calha (prenda de natal???)

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Desde 2008 que não tenho feito música com regularidade. A minha vida tornou-se uma montanha russa de peripécias e emoções que continuam por ser digeridas e interpretadas para que me possam tornar mais maduro, mais perspicaz e mais preparado para o que me resta de vida. É assim com toda a gente e esse pretexto por si só não deveria ser (nem é) suficiente para justificar a minha falta de vontade de criar, de compor, de cantar, de partilhar com esse mundo de desconhecidos os meus desvarios, momentos de loucura, as minhas angústias, basicamente, fazer o que adoro e que me faz sentir mais livre nesta vida: música!

Também não é verdade que tenha estado completamente inerte, mas estou longe do prolífico. Deixei-me envolver num projeto novo, original e, para mim, vanguardista, desafiado pelo meu mano e cúmplice na arte: Pedro Coquenão, aliás, DJ Mpula. Batida é o nome do conceito musical que o Pedro concebeu e é completo em tantas maneiras, tem me levado a tantos sítios fantásticos, que tenho concentrado os poucos momentos de inspiração a criar novos temas para e com o projeto. Alguns desses temas estão inéditos para já, mas há uma intenção em incluí-los em futuros lançamentos de Batida, por essa razão não os incluo nesta série de mp3chos que pretendo agora divulgar.

A única coisa que está a fazer-me atrasar a saída dos ditos cujos é mais o facto de ainda não ter alguém que me desenhe as capas, por isso quero lançar o repto para os amigos, fãs, fiéis, ou simplesmente gente que goste de desenhar/criar e ande a procura de desafios, que façam propostas de capas para qualquer um dos mp3chos que abaixo proponho e mas enviem para o meu email pessoal: ikonoklasta@musician.org.

Vou começar por lançar um mp3chos com versões inéditas Ngonguenha, algumas do “Nós os do Conjunto” com versos meus que foram excluídos da versão final que chegou às lojas, outras do “Ngonguenhação”, remisturas feitas por malta por quem tenho uma grande admiração.

Depois tenho mais 4 mp3chos onde irão constar participações minhas nos discos de outras pessoas, várias demos inéditas e temas que gravava por estalo quando ía visitar amigos. As listas que aqui apresento podem ser engordadas, sofrer dietas e reajustes, dependendo do que ainda falta adicionar ou do que decida que se calhar não é digno de ser tornado público.

Sintam-se à vontade para sugerir também títulos e POR FAVOR, evitem os clichés e simbologias associadas ao rap. Dou prioridade à originalidade.

Ngonguenha – Versos Perdidos e Remixturas
01.Sorriso Angolano (Verso Ikonoklasta Demo c. André Mingas)
02.Dia de Aulas (Verso Ikonoklasta)
03.Kem Manda Mais Fuma (Verso Ikonoklasta)
04.Tou a Falar Pra Ti (Sem Censura no Verso do Katró)
05.Tia (Verso Ikono)
06.Jetu Jetu (Remixtura Conductor)
07.Kanguei no Maiki (Remixtura Fazuma)
08.Choro de um Continente (Remixtura Terrakota)
09.Colagem (Remixtura Cacique 97)
10.Sorriso Angolano (Versão do Single)

Ikonoklasta – Ainda sem título
01.Kuando Xeguei à Tuga (Projecto Onjango)
02.Tópikos Para o Artigo (MCK – Trincheira de Ideias)
03.Atirei o Pau ao Gato (DFM – Projeto com NK que nunca arrancou)
04.Sentença à Nascença (Inédito)
05.Os Imbecis (Demo Inédita)
06.Duas Faces da Mesma Moeda (MCK – Nutrição Espiritual)
07.Produto da Publicidade (Tiganá – Álbum homónimo)
08.Falso Orgulho Pt.2 (Keita Mayanda – O Homem e o Artista)
09.Ekos de Revolta (MCK – Trincheira de Ideias)
10.História Trágica Remistura (MCK - Inédito)
11.Vice-Versa (VRZ – 100 Insultos)
12.Nkwalogia (Inédito)
13.No Meio de Tanto Drama (Sir Scratch – Cinema)
14.Pela Música Pt.2 (Valete – Serviço Público)
15.Rapistas (Dénexl – Dentro e Fora do Meu Quarto)

Ikonoklasta – Ainda sem título
01.Dzastre (Demo Inédita)
02.Som sem título c. VRZ, Conductor e Khro-mo (Inédito)
03.O Circo (CFK - Um Em Um Milhão)
04.Os Vendidos (Matarroêses – Compilação)
05.Amordaçados (Verso adicional de Salvaterra)
06.Aproveita (Das Primeiro – Terapia)
07.O Som Tá Podre (Demo Inédita com Sir Scratch)
08.Duas Almas. Uma Guerra (VRZ – Confiança ou Vingança EP)
09.Mar-Terra-Marte (Hemoglobina – Carnes EP)
10.Cocktail Molotov (Verbal - Dias de Treino Mixtape)
11.A Konspiração dos Moskitos Inofensivos (Matarroêses – Compilação)
12.Sombra (VRZ – Pedro Sofreno Mixtape – Inédita)
13.Império (VRZ – Pedro Sofreno Mixtape – Inédita)

Ikonoklasta – Ainda sem título
01.Nós e os Outros (Inédito)
02.Bonito Planeta, Ninguém em Casa (Poesia Urbana – Compilação)
03.O Imbondeiro (Inédito)
04.Morte do Artista (Inédito)
05.??? (Conductor – Rascunhos – Inédito)
06.Estado do Sítio (Conductor – Rascunhos – Inédito)
07.Rapistas Remix (Dentro e Fora do Meu Quarto)
08.Amigo da Onça (Demo Inédita)
09.A Bala Dói (Versão Original sem MCK)
10.Dissipando Mal Entendidos (Supremo G – Live On Stage Mixtape)
11.Planeta África (Projeto Onjango)
12.Ya Mwiji Wami (Projeto Onjango)
13.Segue em Frente Angolano (Projeto Reunir – Inédito)
14.Contra- Capa (Flagelo Urbano – Esta faixa poderá sair desta lista aguardando pelo álbum do Flagelo)
15.Boa Onda, Nova Moda (Leonardo Wawuti – Ltrospectivo)

Ikonoklasta – Alternativo
01.Lê (Inédito)
02.Sr. Diplomata (Cacique 97 - ?)
03.É verdade (Terrakota – Oba Train)
04.Cuka (Isso é o Que Eles Querem) (Batida – Dance Mwangolé)
05.Alien na Favela (DJ Farrapo & Yanez – Inédito)
06.Ekuality is Kuality (Terrakota – Oba Train)
07.Chuta! (Remix) (Inédito)
08.Fazuma (Inédito)
09.Oba Train Remix (Terrakota – Remisturas)
10.Sr. Diplomata (Xoices Remix) (Inédito)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Terrakota - World Massala

Não vale a pena, eu mesmo curto bwé o som destes manos. Continuam a ter uma energia contagiante, e nem vou começar aqui a falar dos concertos, autênticos banhos purificadores de boa onda, sublimemente oferecidos por eternos animais de palco, que rebentam tudo sem pedir "com licença?".

Os kotas são superdotados, tendo a avassaladora e extremamente rara capacidade de superar as suas próprias peripécias musicais, o seu mosaico audiofónico multicultural ficando algumas peças mais rico, mais completo, mais bonito, mais próximo do sublime a cada excursão à volta do globo no Comboio OBA :).

Eu fui acompanhando a evolução deste disco, ouvi umas maquetes ainda nuas dos seus adornos alter-mundialistas (falo dos instrumentos tradicionais de certas regiões do globo obviamente e não dos grifes farruscos dos alternativo)... e sinceramente, não achei que alguma vez fosse poder achar este disco melhor que o anterior... ainda estou a vacilar, mas acho que é mesmo um coxito melhor... sei lá... pelo menos tem o mérito de continuar a convencer os meus ouvidos treinados para estarem em estado de alerta para repetições rítmicas, a constatação das quais me faz perder um bocado o interesse na banda que começo a achar que está a tentar fixar raízes numa zona de conforto após conquista de uma satisfatória base de fãs.

Com isto não quero dizer que isso nem que os kotas se reinventaram como banda e fizeram um disco totalmente inesperado, nem que, a perda de interesse seja da praxe quando as bandas continuam a guardar a sua identidade sonora. Existem várias excepções à essa regra e os Terrakota insistem em ser uma delas. Já quando foi o Oba Train eu não pensei que pudesse gostar mais de outro disco deles como tinha gostado do Humus Sapiens. Só depois do Oba sair é que consegui dar conta do que os anos podem fazer no que toca a polir e amadurecer certas técnicas... passei a reconhecer alguns defeitos no Humus que me passavam totalmente desapercebidos até então.

Curtam a naturalidade com que eles viajam nos padrões rítmicos de sítios tão díspares, voando do Rajastan, para o Senegal, saltando ali ao lado para Cabo-Verde, visitando a Nigéria e paragem obrigatória (?) em Angola antes de cambiarem de hemisfério para as Antilhas/Caraíbas, descaíndo finalmente um coxe para o Brasil, tudo com uma perna às costas e, para dar mais raiva da cara, misturam também idiomas (wolof é um dos recorrentes, mas uma nota especial e bem humorada para aquele portinhol com direito a pitada de criolo). As mensagens são sempre bonitas e idílicas, cheias de "não-lugares" como criticam os eternos pragmáticos que proliferam pelo mundo empresarial e nos parlamentos de todas as farsas que construímos sob o título de nações.

O Mark é uma adição inestimável ao colectivo, agraciando alguns dos coros com reviengas malucas, podendo perfeitamente passar-se (pelo menos para os leigos na matéria como é o meu caso) por um autêntico Devraj algures entre o Punjab e Bombaim. Granda Mark.

Este disco tem a participação do nosso inconfundível Paulo Flores em dois temas, justamente e de forma algo estranha, os dois temas mais calminhos que já ouvi da banda. O último, Raíz, é das coisas mais encantadoramente raras que ouvi nos últimos tempos, com uns barulhinhos de água e cabaças que dão vontade de mergulhar numa selha e um outro bizarro, mas muito kuyoso, que lembra uma sequência humanamente impossível de realizar daquele ruído que produzimos ao introduzir o indicador na bochecha e puxando-o repentinamente (tipo rolha de garrafa).

Com autorização explícita para "espalhar a música pelo mundo" directamente da boca (dos dedos, foi por mail) do Papa Juju.

Parabéns aos Terrakota pelo seu, discutivelmente, melhor álbum até à data e shame on me por ter, mais uma vez duvidado da capacidade deles de me arrebatarem.

01. World Massala
02. Kay Kay
03. Ilegal
04. I am
05. Slow Food
06. Né Djarabi
07. Pé na Tchon
08. Chelo Habibi
09. Gripe Económica
10. Ualelepo
11. Raíz




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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ponto de Equilíbrio - Abre a Janela

Estes brothers são fortes. Devo admitir que as "filosofias" e as "religiões" sendo sempre sectárias e cheias de muita treta esotérica, me cansam e causam erosão no meu interesse. Mas quando consigo fazer abstracção de todo o cliché e lero lero guardando apenas a musicalidade e os temas mais terra à terra, é aí que me torno um graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannde fã de reggae. Os Ponto de Equilíbrio são brazukas, uma das muitas bandas de bom reggae que tem por lá (pensem Nativus, pensem Planta e Raíz, pensem Djambi) e este é o último álbum de originais dos manos. A dika tá doce e eu lembrei de por aqui agora porque NA TERÇA FEIRA, dia 15 (amanhã) eles vão tocar aqui em Lisboa, no Domus. A dika tá a 12€ e vai ter uma primeira parte dos Terrakota, se alguém que lê isto nunca os viu ao vivo, deveria aproveitar, os mwadiés fecham a conta.

Ponto de Equilíbrio - Abre a Janela

01 - Janela da Favela
02 - Verdadeiro Valor
03 - Menino João
04 - Poder da Palavra
05 - Soul Rebel
06 - Tão Bela
07 - O Inimigo
08 - Só Quero O Que é Meu
09 - Velho Amigo
10 - Quem Sabe...(Salomão)
11 - Lágrimas de Jah
12 - Graças e Louvores


(Xê me pareceu ver aí um dred com a t-shirt do FC Porto...mmhh?!)


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pass: respiremp3.blogspot.com

sábado, 12 de janeiro de 2008

Mais uma porrada de discos

Antes da próxima remessa de álbuns de música africana, queria meter aqui uns links antes que eles expirem (tentem começar pelos links do Sendspace), são de alguns dos álbuns que mais ouvi no ano passado, diminuídos dos álbuns de hip hop e dos álbuns de música tuga, esses adiciono-os numa próxima oportunidade. Vou fazer isto alfabeticamente para não ter de escolher outros critérios.


Alice Russell – My Favourite Letters

Esta miúda é perigosa, saída de parte nenhuma, espetou 3 álbuns no mercado, sendo este o primeiro de originais. Precedido por Under the Munka Moon, álbum com as melhores performances de Alice, versões e participações em músicas de outros e seguido de Under the Munka Moon II, álbum de remixes. A Alice costumava alinhar ao lado dos Quantic Soul Orchestra como vocalista, tendo-se destacado e seguido carreira solo. Este álbum é incrível no seu ecletismo, a pessoa fica confusa na hora de lhe rotular para meter na prateleira da loja, tem elementos de gospel, soul, broken beat, electronica, hip hop, enfim, um modernismo ímpar que deve ser consumido com máxima urgência.

1. All Else Can Wait

2. What We Want!

3. Humankind

4. Mean to Me

5. Fly in the Hand

6. To Know This

7. I'm Just Here

8. Munkaroo

9. All Over Now

10. High Up on the Hook

11. Mirror Mirror on the Wolf-'Tell the Story Right'

12. Remember to Forget


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Alice Smith – For Lovers, Dreamers and Me (Sendspace)

Outra surpresa fornecida pela nossa boa “Radio Nova” aqui em Sarkoland e mais outra Alice. Esta antiga estudante de História, já serviu mesas, cresceu entre Washington e o countryside da Georgia e tem influências desde o go-go até Bon Jovi. Neste disco teve uma mãozinha na escrita de Sia Furler dos Zero 7 (também tenho de meter aqui umas cenas deles) e foi comparada por críticos emocionados à Billie Holiday, Tina Turner, Norah Jones, Jill Scott, Macy Gray, Alicia Keys e Pati Labelle. Mais um álbum sem rótulo, passeia-se muito pelo Soul/R&B mas pegando emprestados alguns elementos mais Rock, bateu muito aqui no kubico, eu e o meu irmão não nos cansamos dele.


1. Dream

2. Woodstock

3. Gary Song

4. New Religion

5. Do I

6. Fake Is The New Real

7. Desert Song

8. Know That I...

9.Secrets

10.Love Endeavor

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Asa – Asa

Este foi o disco que me bateu mais fundo nos últimos tempos, sinceramente não são raras as vezes que ouvindo algumas faixas deste álbum me emociono ao ponto de ter de conter lágrimas, não me livrando no entanto de ficar com os olhos vermelhões. Com esta revelação piegas não espero que o oiçam procurando as razões de eu chegar tão “baixo”, também consigo lhe consigo ver as características que podem fazer dele um álbum (como todos os outros sem excepção né?) que não vai agradar a toda gente, pelo menos não da mesma maneira. Mas há algo nesta miúda que transcende o raciocínio lógico e encontrar palavras para descrevê-lo poderia revelar-se uma tarefa precipitada e vã, vou ficar-me pela explicação que me acalma o espírito, que tudo se deve à sua energia e convicção ingénua transportadas no timbre choroso da sua voz, em como podemos mudar o mundo se nos esforçarmos. Asa (lê-se ASHA, significa “falcão”) nasceu em França de pais imigrantes e foi muito novinha para a Nigéria onde cresceu. Gosto particularmente das canções em Yoruba, mas como não percebo as letras, chamo a vossa atenção para as letras de Jailer, Fire on the Mountain, No One Knows e para o inesperado groove afrobeat no So Beautiful.

Imaginem que gozavam com ela no coro da igreja, diziam que nunca iria cantar bem... epá, julguem vocês próprios.


1.Jailer

2.360

3.Bibanke

4.Subway

5.Fire On The Mountain

6.Eye Adaba

7.No One Knows

8.Awe

9.Peace

10.So Beautiful


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Buika – Mi Niña Lola

Esta dama, foi a Romi dos Terrakota que me falou nela primeiro, num dia em que fomos à já extinta emissão “Fala da Tribo” (comé kota Ana? Kota A.Sérgio? Tá bater?), ela, com um pouco daquele instinto que todos temos de partilhar com os outros o que gostamos, passou-me os fones do seu leitor mp3, mostrou-me um dread muito marado do spoken word chamado Paradox e depois, um som ou dois da (Concha) Buika. Eu curti bwé, mas na altura não avariei, foi depois ouvindo com mais calma que comecei a tremer com Mi Niña Lola, a miúda tem muito sentimento no som dela. Meu balanço preferido é para já sem sombra de dúvida o “Triunfo”.

1.Mi Nina Lola

2.Ojos Verdes

3.Te Camelo

4.Ay De Mi Primavera

5.A Mi Manera

6.Nostalgias

7.Triunfo

8.Buleria Alegre

9.Love

10.Loca

11.Jodida Pero Contenta


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Fat Freddy's Drop – Based on a True Story

Um amigo Kiwi que fiz na Croácia mandou-me 5 cd's com música do país dele, eu fui ouvindo a meu ritmo. Uma amiga alemã:sul-africana/tuga mandou-me uma faixa chamada Hope de um grupo com um nome caricato, Fat Freddy's Drop, foi amor à primeira escuta (obrigado Nadja). O nome soou-me familiar e quando ela me disse que eram da Nova Zelândia, fui a correr verificar os meus cd's e lá estava ele, um dos dois que ainda não tinha escutado, coisa que me apressei a fazer, obrigando logo a seguir o meu irmão a fazer o mesmo. O resto é história.
Grupo de Dub/Reggae/Soul com muito groove, formado por amigos que tendo os seus projectos à parte, se juntavam para tocar live juntos em longuíssimas sessões de improvisação, o que dificultou a adaptação ao formato estúdio/LP, tendo o disco levado um ano e meio a ser produzido, mas cum caraças, é uma puta dum discão!!! Prova também que, pode levar mais tempo, mas um bom disco dispensa avultadas despesas em marketing, a qualidade da música trabalha sozinha. Obrigatório aí nas colecções ipodianas, apressem-se a carregar no botão.

1.Ernie

2.Cay's Crays

3.This Room

4.Ray Ray

5.Dark Days

6.Flashback

7.Roady

8.Wandering Eye

9.Del Fuego

10.Hope


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K'naan – The Dusty Foot Philosopher (Sendspace)

O Valete deu-me a dika deste gajo: “tu que curtes cenas mais alternativas, és capaz de gostar disso”. Com efeito, apertei play, tive aquela reacção inicial à algo que me é estranho, sobretudo porque as rimas estavam um coxe descompassadas com bases mais que raras, mas bastou chegar ao som 3 que eu me passei logo com o refrão: “So what's hardcore, really? Are you hardcore? Hmmmmm...”. Pronto, apartir daí foi só meter as mãos na cabeça e ir pesquisar sobre o sujeito-homi e c'um caraças, o gajo é lixado, a História dele merece pesquisa. O pai, poeta somali, fugiu da guerra exilando-se nos states, onde acabou por fazer “tarifa” com os popularizadíssimos yellow cabs e depois, como todo o emigrante africano, mandava para casa uma porção dos seus dividendos e para o filho K'naan, álbuns de Hip Hop consciente. Mais tarde o próprio K'naan, haveria de partir, acabando por fixar residência no Canadá onde até hoje reside, não falando à sua chegada, uma única palavra de inglês. Oito anos mais tarde, um amigo consegue que ele faça uma performance num evento organizado pela ONU, na qual estaria presente o então Alto Comissário para os Refugiados desta organização (cargo hoje ocupado pelo Guterres) e onde ele vai, em formato spoken word, criticar a acção e falta de eficácia da ONU na resolução do conflito no seu país Natal. Youssou N'dour 'tava lá e convidou logo o puto para participar no Building Bridges e assim tem início a grande aventura para o K´naan. Vejam só o site dele, é quase um e-book, com uma preocupação muito grande em apresentar um pedaço grande da História de África para situar o ouvinte no seu contexto social. Sem dúvida uma das melhores descobertas que fiz nos últimos tempos (até ao bonus track, Blues for the Horn, não percam pitada).

1. Wash It Down

2. Soobax - K'Naan

3. What's Hardcore?

4. My Old Home

5. Moment

6. I Was Stabbed by Satan

7. My God - K'Naan

8. Smile

9. If Rap Gets Jealous

10. Dusty Foot Philosopher

11. Strugglin'

12. In the Beginning

13. Hoobaale - K'Naan

14. African Way

15. Voices in My Head

16. Boxing My Shadow

17. For Mohamoud (Soviet)

18. Until the Lion Learns to Speak


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MIG – Dhikrayat e Yamatna

Foi o meu irmão que me pôs a ouvir o Dhikrayat na nossa viagem de estrada St. Etienne/Montpellier quando estávamos a mudar de casa. Desde o primeiro minuto fiquei agarrado, adoro a sonoridade trip hop e fui hipnotizado pela voz doce de Djazia, pelos temas cantados com profundidade, pela versão de Concrete Jungle, pela riqueza na mestiçagem do seu som que me proporcionaram os 81m24s mais agradáveis desse longo trajecto. Yamatna, o segundo de originais, apareceu no finalzinho de 2006 e criou-me sérias dificuldades na eleição de um preferido, então resolvi atirar os dois.


1.Sad Society Song

2.Au Nord De Mon Enfance

3.H'Djendjell

4.Concrete Jungle

5.Down

6.Badaboom

7.Antipodes

8.Leaving Beth

9.Bright Ball

10.Dhikrayat

11.My Town

12.M'Nama

13.M'Nama Dub

14.Takaré

15.Let Me

16.Mmani

17.Secret Song

18.S.S.S.

19.Everybody Here Wants You

20.Sweat

21.Wild Djazz


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1. Mother river

2. Butterfly

3. Escale

4. The hunter

5. Street zone

6. Yamatna

7. Wild me

8. Everybody here wants you

9. Grain d'âme

10. Nirane

11. Doll

12. Smoke of lies

13.Alf Lila

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rádio Fazuma

Os últimos anos da minha vida foram incomensuravelmente marcados pela aparição, desenvolvimento e presença desses manos, tendo-se os nossos caminhos cruzado por uma sequência feliz de circunstâncias e desde então progredido harmoniosamente em linhas tangentes. Ao primeiro contacto com o mano Toni me dei conta que estava em frente a alguém muito especial, a honestidade no olhar, a franqueza no falar, a intensidade de quem se recusa abandonar os seus princípios elementares e o cansaço de quem passou os últimos anos a travar a locomotiva social de todos os que lhe circundam e que fazem pressão para que se junte ao clube dos "desistentes", dos "conformados". Nasceu nesse dia e hora uma cumplicidade que só se tem vindo a consolidar cada vez mais a um ritmo que aumenta em progressão geométrica. Desde então temos feito tantas coisas juntos que já quase lhes perdi a conta. Desde coisas leves, tipo uma participação no programa com um alter-ego adequado, a coisas muito mais dispendiosas a nível da dedicação intensa que requerem, sendo os exemplos mais concretos o mambo tipo documentário que fizemos juntos (e com mais uma malta porreira) e que está a sair em breve, "É Dreda Ser Angolano" e a nossa excursão ao Sambila. Acho que já passámos pelo suficiente para que possa considerá-lo um mano, daqueles que furaram o círculo muito restrito de pessoas por quem sinto um apreço inqualificável, é família!
A Rádio Fazuma tem um espaço na Ant3na e aqui podem escutar algumas das emissões deles mais recentes.
Aqui vos deixo algumas das cenas em que os manos fizeram, ou estiveram envolvidos, ou ainda escaparam estar mas à última da hora não ficaram.

Para saberem mais sobre a fazuma visitem o site da família


Vários Artistas - Copa Reggae

Compilação que saíu no âmbito da copa do mundo da Alemanha, onde pela primeira vez Angola participou ao lado de Portugal e do Brasil como representantes da lusofonia. É uma celebração composta por uma mistela de sonoros de artistas oriundos desses 3 países. Tem muito som catita.
01 O pontapé de saída!!!
02 Mercado Negro - Aquecimento global
03 Freddy Locks - Wake up
04 Nel Assassin - It’s a complow (remix)
05 Prince Wadada - Aldeia
06 Planta e Raíz - De cara pro mundo
07 Djambi - Lenha
08 Primitive Reason - Had I the courage
09 Sativa - 54-46
10 Chimarruts - O Sol
11 Contratempos - Devagar
12 Arsha - Wicked Reggae
13 One Sun Tribe - Liberation
14 Montecara - Lost culture
15 One Love Family - África Chora
16 Moa Anbesa - Nossa corrida
17 Philharmonic Weed - Quitanda das Embambas
18 Regra 4 - Maracutaia na cabeça (remix)
19 O apito!!!
20 Cartell 70 - Joga Man


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Vários Artistas - É Dreda Ser Angolano

Compilação enrolada as tantas da matina na casa do Toni, com mp3 de qualidade sonora ainda mais duvidosa do que o formato possa sugerir, muito à pressa porque queríamos ter isso pronto para dali há um mês e tinha de dar entrada imediata na fábrica. Tentámos fazer um enhanced e meter o clip dos Turbantes, mas alguma coisa correu mal (não sai sempre quando fazemos as coisas as 3 pancadas?) e acabou por ficar só assim. Conseguimos ter os cd's prontos para a data que queríamos e distribuímos metade da tiragem gratuitamente depois do nosso concerto (Conjunto Ngonguenha) no Africa Festival no dia 07/07/07. Contrariamente a qualquer intenção que pudessemos ter (e quem tem uma cópia do cd poderá confirmar isso), a compilação fez um fuzuim absurdo ao ponto de ser considerado um dos melhores discos feitos na tuga em 2007 pelo Blitz (como diz o mô dred: "atestado de estupidez"). Os mais atentos dentre vocês hão de dar conta que fizemos pouco mais do que pegar uma ou duas faixas de cada um dos discos que já vos disponibilizámos aqui no blog há uns meses. A compilação serve também de banda sonora para o mambo tipo documentário. Em baixo segue o vídeo que devia ter constado do cd.
01 Conductor – Kandongueiro
02 Keita Mayanda com MCK – Jimona Dya Ixi
03 Phay Grand – Pão Burro
04 Conjunto Ngonguenha - É Dreda Ser Angolano
05 MCK – Atrás Do Prejuízo
06 Coca O FSM – Angolywood
07 Leonardo Wawuti – Quem Te Mandou
08 Keita Mayanda – Musica Pro Sol Que Nasce
09 Conductor – Nós E Vocês
10 Ikonoklasta – A Nossa Costelinha Nómada
11 Das Primeiro – Liberdade
12 MCK – O Silêncio Também Fala
13 Ikonoklasta – Patentes Que Falam
14 Os Turbantes – De Faia


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Gumalaka

A Gumalaka é uma editora formada pela Matarroa e pela Rádio Fazuma, na qual dois melómanos e malucos se juntam para dar apoio a bandas que têm talento prá caralho e reconhecimento nem por um canudo. A sonoridade muito próxima com a que a Rádio Fazuma acarinha na sua linha editorial. O primeiro mambo editado foi um 7'' do Bezegol (Fire/Plant), sendo que, dos três álbuns que se seguem o do Bezegol é justamente o único que não saíu com o selo Gumalaka.

Terrakota - Oba Train (post antigo)

Freddy Locks - Bring up the Feeling

01 Bring Up The Feeling
02 Fazuma
03 Wake Up
04 Calling
05 Power
06 Take My Hand
07 Rasta Truth
08 Wisdom
09 Kuff’n Beat
10 Bring Up The Feeling (acústico)


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Bezegol - Rude Bwoy Stand
Mô dreda. Esse é o próprio wí, álbum dele me bonda!

01 Rude Bwoy Stand
02 Clockworkbomb
03 Fire
04 Plant
05 Roots Of Evil
06 Lighting
07 Let Them Know!
08 Nature (Do You Ear What I Say?)
09 Forever Love
10 Colision
11 After This
12 Inhanha
13 Coalition
14 Rude Bwoy Down
15 Drástico



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