domingo, 16 de maio de 2010

Lauryn Hill - Khulami Phase

A Lauryn marcou a música desde o início do seu atribulado percurso. Primeiro no Hip Hop destacando-se com o Wyclef e o Praswell no grupo de New Jersey, os Fugees. Depois de um épico segundo álbum, The Score, as coisas azedaram com o grupo e cada um seguiu o seu caminho a solo.

A Lauryn voltou a deixar um carimbo na indústria e a escrever uma nova página no livro da música com o esplêndido debut Miseducation of Lauryn Hill, deixando toda a gente sequiosa por mais. Só que... não houve mais né? Ela embarcou para a Jamaica, casou com Rohan Marley, diz ter descoberto a sua alma e essência, não sei bem se com a religião ou com o tchuvan que andou a fumar, mas a verdade é que, artisticamente, passou a projectar para os fãs mais confusão do que esclarecimento, com algumas posições radicais e contraditórias, e com dilemas espirituais mal resolvidos.

Apesar de tudo isso, conseguiu convencer a Sony Music a fazer um investimento arrojado com o seu Unplugged DUPLO que não tem nada mais do que ela, a sua guitarra, a sua voz doce (por vezes fora da nota) e emocionada, e os seus discursos intermináveis. Um concerto intimista que, critique-se como se quiser, deve ter sido bem emocionante para quem teve o privilégio de acompanhar.

Por volta dessa altura a rapariga estava cheia de composições novas e declarou estar a concluir um disco que se iria intitular The Khulami Phase e ficamos todos com a crina eriçada e em bicos de pés aguardando o opus do Miseducation que chegaria 8 anos depois. Mas, como tudo o resto, seguiu-se o silêncio.

No outro dia estava em Londres, refém do vulcão com nome complicado lá da Islândia, e fui passar na HMV da Oxford Street. Fiquei abuamado quando vi numa das prateleiras um disco em cuja capa se lia: Lauryn Hill - The Khulami Phase. Virei para ver o verso e imediatamente me apercebi que se tratava de um bootleg, contendo músicas inéditas, ensaios, versões de estúdio das que tinha interpretado no unplugged, mas todavia um bootleg. Fiquei estarrecido ao pensar como seria possível uma grande superfície como é a HMV estar a vender um disco flagrantemente pirata (e não era o único, tinha pelo menos um segundo que me chamou a atenção que era um disco supostamente do D'Angelo, Raphael Saadiq e Q-tip). Mas ao mesmo tempo, fiquei excitado por saber que ia poder ouvir inéditos da Lauryn, mesmo se eles já fossem datados de 2004. É claro que os processos da Columbia/Sony Music já tiveram início e neles são visados trabalhadores da própria editora que decidiram difundir a música. Mas eis o que a Lauryn tem a dizer sobre o assunto:

"I have said in times before what I am saying now. I always look back at how much the music of my husband's father, Bob Marley, was bootlegged. And I am reminded that he would never have had all the fame he had if he hadn't been bootlegged and pirated. It's an honor for me that people consider my music so important so to make such a big deal about it. I don't want to worry myself with the details of this, so I've removed myself from the situation. I have tried to stop the legal suits and the court room agendas, but I don't control Columbia or Sony, just as they don't control me. There was nothing I could do to stop the suits. I don't necessarily believe anybody has to be sued over bootlegging. It's not as if the music industry has not made millions of the latest trend of hiring musicians without talent. Why then shouldn't it loose money every now and then. It's a matter of the chickens coming home to roost, as Malcolm X said. To me this is all music, it's just music. The album is not changing, the track list is set, so now people know before they were supposed to know. This may have been meant to happen. I don't presume to know. I'm touring, I'm spreading my message, and since all of you are now obsessed with following me again, I guess my message will get more detail. I don't worry myself with the affairs of man. I'm getting beyond that more and more".

Que bom ouvir isso de um artista de topo. As vezes parece que só os "under" conseguem ter esse tipo de raciocínio.

Aproveitem essas esquebras enquanto não há lançamento oficial, e constatem que a Lauryn continua a ser fenomenal, incontornável, venerável, a diva indiscutível da nossa geração.

01: Intro Lauryn Hill Speaks
02: Lose Myself
03: I Find It Hard To Say
04: World Is A Hustle
05: Social Drug (Studio Version)
06: Take To Much (Rich Man)
07: The Passion
08: Freedom Time/Mystery Of Iniquity (Lyrical Mix)
09: Intro Lauryn Hill
10: Music
11: As (Live)
12: Killing Me Softly (Live)
13: To Zion (Rehearsal)
14: Do You Like The Way
15: Blame It On The Sun
16: Intro Lauryn Hill
17: If U Wanna
18: Endless Fight
19: Motives & Thoughts (Poem)
20: The Makings Of You (Curtis Mayfield Cover Live)





Catem o mambo aqui neste blog

2 comentários:

Ilegal Promo disse...

Kumé!!! esse link ta malaike brada! o zip so sai com o intro...
vcé é terrivel...ela encontrou a iluminaçao no tchuvan que fumou hahahaahahhahahahah

ikono disse...

ehehe come mo jimmy? ce sabe qu'essa dama teve ai um periodo atribulado enquanto andava a procura de se encontrar:). Epah bro, tenho outro ciente q sacou desse link e disse q o mambo ta operacional, mas contudo experimenta pegar daqui enquanto ta disponivel:

http://rapidshare.com/files/373808903/Lauryn_Hill-Khulami_Phase-2010-MVR_INT.rar

abraço mano