quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dias de luta... LIBERTEM NITO ALVES!


Têm sido dias intensos. Nestes dias, certas músicas passam de "faz sentido" para autênticos mantras terapêuticos, ajudando-me a espiar a raiva e os sentimentos negativos que se apossam de mim e me  consomem.

Não são diatribes de jovens irresponsáveis e saudosistas da katota, mas gritos agoniados de quem (sobre)vive diariamente na periferia abandonada da cidade mais cara do mundo, escolhendo meter o pescoço na guilhotina ao invés de continuar coibir-se de deixar a língua traduzir o que o cérebro já pensou com medo da represália.

Estes rapazes, 3ª Divisão, são a reencarnação com upgrade dos Filhos da Ala Este: rimas pesadas e inteligentes, cadenciadas por cima de instrumentais adequadamente tenebrosos, trazendo a mensagem de um apocalipse à la mwangolê.

Gosto, muito!

NB: O rapaz na foto não faz parte deste grupo. Chama-se Manuel Baptista Chivonda Nito Alves, é menor (17 anos) e está detido há 13 dias em prisão solitária por ter mandado timbrar 20 t-shirts com a frase: "Quando a guerra é necessária e urgente para derrubar o ditador". Como podem 20 t-shirts ameaçar uma nação?




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Goldfish - Get Busy Living

Sempre que me apanho num vôo da SA uma das coisas que mais me dá prazer é explorar as sugestões de música sul-africana que têm. Sendo certo que a maior parte dos discos é daquele seu gospel muito peculiar, é constante encontrar pelo menos uma ou duas pérolas para tirar notas e explorar noutra ocasião. Nada contra o gospel deles, muito bonito e sempre bem cantado, mas, para mim, infelizmente, algo monótono, sem novidade.

A última viagem que fiz introduziu-me ao mundo de Goldfish, uma banda de música eletrónica, com bastantes padrões de bateria que se aproximam muito do House, um estilo que geralmente me faz torcer o nariz, mas isto é OUTRA COISA! Mesmo!

Eu primeiro fiquei tipo: "mmmh, este é o som da sorte, de certeza que abriram com o som mais destacado para chamar a atenção, o disco não vai aguentar manter esta fasquia". Mas a medida que ia avançando fui me rendendo às evidências, abandonando o meu cepticismo e deixando-me seduzir pela pérola que este duo concebeu.

É música que nos anima, levitante, groovy, jazzy, tipo shots de energia e sem a xaxada repetitiva de loops manhosos. Este disco mostra que os manos são estudiosos de música pois parece uma encruzilhada de linhas de TGV de tantas influências diferentes que carimbam e enriquecem a sonoridade deste "Get Busy Living", sendo o jazz predominante com muitos sopros e pianos.

Passando pelo site oficial dos artistas percebo, entre outras coisas, que entretanto já lançaram um álbum novo, constato que ambos estudaram música, que foram introduzidos ao mundo da música profissional muito cedo (ambos com 6 anos de idade), que tocam pelo menos dois instrumentos cada e que fizeram parte de uma porrada de projetos musicais diferentes, o que explica a maturidade e sensibilidade na escolha dos instrumentos e vozes adequadas para cada tema,

Este projeto surge quando um deles (Dom) começou a sentir necessidade de recorrer à produção eletrónica para levar para os ensaios com a banda (Breakfast Included), pois não conseguia traduzir com palavras a música que o seu cérebro ouvia, o que frustrava a comunicação com o resto da turma. Eventualmente o Dave começou a embeiçar-se pelas "brincadeiras" demonstrativas do Dom e o resto é história.

O nome do grupo aparece quando Dave começa a gozar com Dom por causa das suas "habilidades" em memorizar pilhas de informação de dúbia relevância, mas esquecer-se permanentemente de tudo que requisitasse memória de curto prazo, por exemplo, onde tinha colocava as chaves do carro.

Pensei em citar as minhas músicas preferidas, mas sendo um disco curto (10 temas e um reprise com edição de rádio), tão diversificado e perfeccionista nos pormenores, pareceu-me mais fácil citar as que gosto menos, e aqui sublinho mesmo o gosto menos pois, podendo merecer-me um "skip", não desgosto DE TODO deles. Sem mais rodeios: Show you how e Humbug. Agora a parte interessante: se começarem justamente por esses temas, provavelmente irão pensar: "ISTO É O PIOR? XÊ TENHO DE CONSUMIR ESSE MAMBO JÁ!". Digam depois se concordam que tem aí uma mboa com um timbre que faz pensar bwé na Beth Gibbons.

É um disco extremamente agradável e suave ou, como diria um amigo, suável e agradave. Desliza nas calmas e consegue fazer a ponte entre aqueles que são mais exigentes (meu caso) com (alguns) daqueles que gostam de ritmos que associam habitualmente à discoteca, praticamente dispensando o botão "FFWD" do vosso aparelho. Extremamente viciante e a melhor descoberta de 2013 (thank you SA)!

Se não acreditam, experimentem.

01. Crunchy Joe
02. Get Busy Living
03. Show You How
04. Call me
05. Humbug
06. Brush Your Hair
07. We Come Together
08. In too Deep
09. My Rainbow
10. Big Band Wolf
11. Get Busy Living (Radio Edit)

E estes videos 8-bit são absolutamente FAN-TÁS-TI-COS!




Catem o mambo aqui

sábado, 17 de agosto de 2013

Dakhabrakha - Light

Este ano Batida atuou no FMM e antes de subirmos ao palco esteve o lendário Hermeto Pascoal que fez um show à altura da sua reputação até que, na hora de finalizar resolveu insultar o festival dizendo que (apesar de ser a segunda vez que lá ia) "este festival é uma MERDA!". No final, génios ou não, somos todos humanos, sujeitos à imbecilidade momentânea.

 Dito isto, não foi o Hermeto Pascoal que me inspirou este post, senão o grupo que atuou antes dele, um grupo Ukraniano com um nome super-difícil de memorizar: Dakhabrakha!

 Estavam a tocar no momento em que chegámos ao recinto e houve dois ou três momentos em que foi difícil, apesar do momento exigir concentração, não abanar o cocurutu enquanto pensava "o que é isto?".

Para começar, a dificuldade em identificar que tipo de sonoridade era aquela, a língua, a interação entre as vozes femininas e a única voz masculina do grupo, a maneira como se vestiam e se posicionavam no palco. Foi hipnotizante!

Dois dias depois, ao ler alguns artigos sobre o festival, apercebi-me que não tinha sido o único a ficar bem impressionado.

Muitos chegaram mesmo a classificá-los como "a revelação" do evento, coisa que eu não poderia atestar ou desmentir pois só lá estive nesse dia, mas não me surpreenderia nada se esse sentimento fosse comungado por boa parte dos festivaleiros.

Saquei três dos quatro álbuns do quarteto e vou aqui partilhar com a maralha o penúltimo: Light. Devo no entanto avisar-vos já que se querem apertar play nisto, deverão previamente deletar todo o preconceito, por mais residual que seja, alojado nos vossos nguimbos rijos, para permitirem que a vossa tela aceite cores que não existem na palette.

Permito-me colar aqui excertos da descrição usada no site do FMM para apresentá-los aos festivaleiros:
"As suas origens estão nas artes performativas (nasceram em 2004 no teatro Dakh de Kiev), mas buscam a sua essência no campo. Grande parte do seu repertório resulta de viagens às aldeias para gravar as canções tradicionais cantadas pelas avós que depois incorporam nas suas criações. O folclore ucraniano é a base, mas absorvem influências africanas, árabes, búlgaras, húngaras e também de rock, jazz e música clássica contemporânea."

Simplesmente soberbo!
01.Sukhiy Dub
02.Specially For You
03.Karpatskiy Rep
04.Zhaba
05.Tyolky
06.Kolyskova
07.Baby
08.Please Don't Cry
09.Buvayte Zdorovi

(ver ao menos até ao 2:09)

Catem o mambo aqui

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Hip Hop e a homofobia

Até onde me consigo lembrar e desde o momento em que me deixei seduzir por este estilo de música, os rappers sempre fizeram recurso à palavra "boiola" para insultar ou diminuir adversários/oponentes, o que criou uma atmosfera de homofobia no género, apesar de não ser nada tão violento como o reggae que praticamente advoga a "morte aos gays".

Era mais um "mijo territorial", a punchline fácil do que propriamente um ódio visceral aos homossexuais (ou bissexuais), ou pelo menos eu sempre o percebi assim. O facto é que, essa mensagem tornava absolutamente incompatível a assunção da opção (?) sexual do rapper sob pena de ostracismo, pelo que muitos eventualmente gays se juntavam ao coro para se manterem inseridos na matilha.

Lembro-me até de há uns anos atrás (fins dos 90, princípios dos 00) se ter instalado um grande "mito" à volta DO gay rapper, sendo que até artistas como Canibus fizeram alusão (It's Logic) nas suas letras e as especulações andaram em alta, chegando a citar-se o Erick Sermon como a cinderela a quem a carapuça servia, depois de um episódio em que o pobre coitado tentou suicidar-se.

Provavelmente haveria mais do que UM gay rapper, como provavelmente haverá hoje num universo de dezenas de milhar, mas só recentemente o tema da homossexualidade começou a ser abordado de maneira franca e aberta, por parte de artistas "high-profile", sobretudo depois do artista R&B Frank Ocean ter assumido a sua sexualidade. De repente todo o jornalista musical fazia questão de introduzir na sua lista de perguntas endereçadas à rappers "o que pensas sobre esse assunto?", o que tem certamente mão do lobby gay que se instalou e se enraizou um bocado por todas as estruturas de poder a nível mundial (não tenho nada contra, mas também não simpatizo com grupos de pressão e não acho que tenha de se fazer tanto alarido à volta de algo que se quer que se encare com naturalidade).

Dito isto, ouvi há umas semanas na Antena 3 uma música muito interessante à volta desta temática e não tendo conseguido captar o nome do artista tive de cavar um pouco com ajuda do google, tendo finalmente chegado lá através de uma notícia no hiphopsite que dava conta de uma versão feita pelo Joell Ortiz do tema Same Love do "gay-marriage apologyst Macklemore". Mesmo sem ouvir, soube imediatamente que era dessa música que se tratava e em dois cliques cheguei ao vídeo que agora partilho, com a letra em forma de legendas. Há uns tempos já aqui tinha colocado um post com um vídeo ainda mais interessante do rapper do colectivo Living Legends, Murs, para cujo link vos remeto aqui
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Call O' Da Wild - Cloud of Smoke

Cruzei com este som há uns dias. Bateu uma saudade de 1996!!! Destes nunca ouvi outra música para além desta. One hit wonders, mas que petardo!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nástio Mosquito - Se eu Fosse Angolano


Antes de apertar play neste trabalho um aviso prévio: Nástio não é “The Voice”! Todo aquele para quem uma voz doce e cristalina seja critério absoluto para conseguir apreciar um disco/artista, não estará a vasculhar no lixo certo. No entanto, como alguém que ouviu pela primeira vez uma faixa do Nástio por volta de 2006/2007, devo dizer em seu abono que com o tempo (e, certamente, a prática) ele aprendeu a usar as suas limitações vocais e tirar delas o melhor partido, não desafina de todo, logra sem grande esforço imprimir uma carga emocional/dramática nas suas notas fortes e chega a ter alguns rasgos de beleza no timbre grave. Para além disso, o rapaz é maleável, vai da performance vocal para uma oralidade mais spoken word com o à vontade camaleónico de alguém que estudou drama, ou com o dom inato da arte da interpretação.

O Nástio é um artista completo, complexo, cheio de pormenores e detalhes que normalmente escapam à primeira escuta e este trabalho não foge à regra, desvendando-se aos bochechos na comunicação entre o tímpano e o cérebro, fazendo com que este último processe a informação e nos retribua “??!?!?” ao invés da lógica binária que melhor sabemos interpretar. O resultado? Emoções reticentes no sentir, também elas objecto de análise subsequente: gostei desta música? O que ela me diz? Qual é afinal a opinião do artista? Estou de acordo? O que é isto? Isto normalmente assusta o ouvinte comum que, ficando confuso, determina simplesmente que “não gosto”, com o receio de estar a gostar de algo com o que não concorda.

Também a musicalidade (no que toca as composições rítmicas) do Nástio veio acumulando camadas de maturação que a consolidaram como muito própria, única mesmo eu diria. Neste disco existe uma incrível coesão entre as 11 faixas que o compõem apesar de ter sido produzido entre dois países e, logo, com músicos diferentes. Pode ser que seja um disco conceptual, que siga uma orientação musical deliberadamente definida para criar a atmosfera ora maravilhosamente melódica, ora algo fantasmagórica e que no próximo disco ele transite do Trip-hop (estou abusivamente a etiquetar o álbum, anunciando desde já que deixo espaço para eventual alteração que provenha do próprio), para o Punk, Cumbia, Ska, Reggae, Kuduro, Drum n Bass, Kizomba, enfim, o que lhe der na telha, pois o rapaz não é claramente alguém que se conforme a normas musicais fronteiriças. Seja qual for o caso, este é um disco para lá de audível, é muito agradável musicalmente e muito rico em termos de conteúdo lírico, no sentido hiphopiano do termo. Mas justamente nesse último quesito o Nástio revela que não faz questão de abdicar da sua irreverência e que não irá facilitar a vida a quem queira compreendê-lo. Confesso que tentei e fui bem sucedido (ou pelo menos dei-me por feliz com as minhas conclusões) algumas vezes, mas noutras, muitas, falhei miseravelmente e aceitei simplesmente o facto que as vezes é preciso deixar o nosso coração e subconsciente reagirem instintivamente ao estímulo que o artista consegue provocar, sem tentar ser excessivamente cerebral.

Uma coisa é certa e inquestionável: este álbum está carregadíssimo de teor político, com análises ácidas de fenómenos sociais paridos pela nossa pátria “potencialmente patética” que definha nas mãos de um punhado, fonte da deterioração dos valores que fazem com que “Kanuku quer fazer massa, mamã quer fazer massa, homem da massa quer massa” e que o frustrado seja levado a dizer: “Estou perdido e não quero me encontrar, Para quê? Se no fim vão só me maltratar”.

No tema Demo da Cracía, Nástio não se inibe de citar alguns culpados pelo marasmo em que vive a humanidade proveniente daquela latitude do globo (e não só), usando vocábulos praticamente banidos da música angolana. Nástio faz de observador imparcial sem assumir bandeiras, varrendo todos para o mesmo insonso vómito de pretensos salvadores da pátria, sugerindo que a história da nossa democracia se resume a “Viva MPLA-ya, viva UNITA-ya, viva FNLA-ya”. Não é preciso dizer muito mais. Também não é difícil perceber que este tema sozinho pode carimbar o selo de “artista non grato” no seu “passaporte artístico” e remetê-lo para a lista negra de pessoas cujos nomes não devem sequer ser citados. Mais forte de tudo, o mano escolheu este tema como SINGLE do álbum, dando-lhe uma roupagem Kizomba, com ajuda inestimável do Kennedy (ver o 2º vídeo abaixo).

Identifica (o excesso de) “auto-estima, ambição profissional, orgulho no mérito” como ingredientes principais para o emagrecimento compulsivo da alma do angolano, ou parece-me a mim ser isso que ele quer dizer.

Dizer que Nástio não evita temas sensíveis e tabu seria minimizar a postura revelada neste disco, pois ele não só não evita como faz questão de as confrontar, povoando grande parte da sua temática em assentamentos de areias movediças como: drogas, política, religião, escravatura, abandono social, exploração sexual, racismo. Num álbum de 11 faixas, podemos dizer que ele será o único a fazê-lo, se excluirmos alguns protagonistas do género Hip Hop. O facto de ser por vezes muito codificado é frustrante para quem deseja render-se ao artista, sendo incapaz de decidir se se identifica com o que defende, mas, repito, muito corajoso.

No tema “Arco-Íris” há uma abordagem de uma rara imparcialidade sobre os preconceitos de parte a parte (clichés tornados dogmas acerca de brancos e pretos) e no “Escravatura nos Pertence” ele ousa desafiar aos angolanos/africanos encararem a sua quota-parte de responsabilidade no holocausto da escravatura.

Estava por exemplo a ouvir a faixa “Existo”, que musicalmente foi uma das que menos captou a minha atenção e já ia na fase de piloto automático em que não mais tenciono apanhar dor-de-cabeça tentando decifrar as charadas do Nástio, quando sou arrebatado com uma força inenarrável da minha indiferença por uma sequência de frases dignas de um filme de Gaspar Noé: “Violei minha sobrinha, violentei a filha da vizinha, minha filha teve mesmo sorte, não lhe apanhei sozinha”! AHHHHHHHHHHHHHHH! Rebobina essa merda, volta para trás, põe do início, escuta com (mais) atenção, não tenta partilhar essa (atenção) com outras tarefas, o Nástio não é artista para tentar escutar em modo multi-tasking. A música é uma narração da mente distorcida de um violador!

Temas mais “luminosos” são sem dúvida os influenciados pelo Semba e pela Kizomba: “Tecnologia do Ancião”, um ode aos nossos mais-velhos e “Desabafo de um Angolano Qualquer”, ambos cheios de esperança e positividade, sons para curtir de olhos fechados e deixar-se emocionar.

Se às vezes gostava de entender melhor qual é a sua opinião ou o que ele pretende comunicar (ouvir “Volta”), tarefa que propositadamente não facilita com frases que resguardam e se escusam de obviar o que pensa, tenho de lhe reconhecer o grande mérito de ser incomodativo, irreverente, provocador, demolidor de dogmas, interventivo, incisivo, destemido, avant-garde, enfim, artista! Se juntarmos a todas essas qualidades os factos de: 
1) O disco ter sido disponibilizado de forma gratuita na sua página; e
2) O artista ter optado com exclusividade para o uso da língua portuguesa (ele domina perfeitamente pelo menos o inglês e não é nenhum purista do idioma oficial); 
Levando em conta que a sua actividade artística se realiza predominantemente no estrangeiro, o orgulho que sinto é elevado a um expoente com alguns zeros à direita!

Nástio conquistou um lugar entre os raros angolanos que conseguiram arrebatar-me e revitalizar a minha esperança na nossa música nestes últimos anos: Aline Frazão, Phay Grand e Sanguinário, sendo dentre eles, sem sombra para dúvida, o mais enigmático.


DEMO DA CRACÍA REMIX (EXTENDED) from DZZZZ ENT. on Vimeo.


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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mayra Andrade - Used to Call it Love

Essa miúda continua a cantar e a encantar. Gostei do single, apesar do vídeo só servir para formalizar a música e mostrar a sua carinha linda. Sonoro de qualidade. O álbum está a ser preparado.


domingo, 16 de junho de 2013

Um Zero Azul - Corrupção do Estado

Recebi este mambo no email. Tirando o exibicionismo no excesso de rotação da baquete do baterista, o mambo tá lá. O wí sozinho fez a festa dele.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Rapadura - Amor Popular

Esse meu mano da margem esquerda do Atlântico é muito foda!
Grande som, que já tem alguns anos mas continua fresco, e grande vídeo, esse sim bem recente. Simplesmente fabuloso!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aline Frazão - Tanto

Crescendo e desabrochando. Cada vez mais apurada e mais madura. Voz no sítio, letra sopimpa, vídeo muito forte. Vem aí o segundo álbum a solo, intitulado "Movimento". Aguardando pacientemente.