terça-feira, 26 de maio de 2009

Pró mano Djo (Sara Tavares vs Lura)

Por algum defeito de fabrico, nós os amantes de música temos uma tendência muito feia mas irresistível de comparar os discos novos dos artistas que nos kuyam com os seus predecessores. Algumas vezes essas comparações são mais legítimas, quando por exemplo o artista em questão muda completamente de vertente, como é o caso dos rappers que vão da noite para o dia (conscientes/hardcore para pussy-ass soft core popcorn rappers). Também o fazemos quando os artistas continuam a ser inovadores e conseguem o difícil feito de nos surpreender com as novas sonoridades exploradas e, claro, com os resultados dessas explorações que nem sempre são positivos. Nenhum destes álbuns se enquadra nas supracitadas excepções e MESMO ASSIM, vai ser impossível abster-me de uma comparaçãozita. As miúdas são lindas, são divas, são deusas, a música que fazem é refinada, pura, aquece o coração, mas se vocês são daquelas pessoas exigentes que querem sempre novidade, estes não são definitivamente os vossos álbuns.
O álbum da Sara está óptimo, mas um pouco remeniscente do Balancé, começa com aquele kizombazito de leve (Sara por favor não caias na repetição óbvia de fazer desse som o teu single), tem até um som com uns acordes parecidíssimos aos do Balancé. Parece também que ela continua a trabalhar apenas e só com os mesmos músicos e escritores. No entanto eu discordo completamente do Nguimbola que me resumiu a impressão dele de uma maneira muito crua e redutora: "O álbum da Sara tá muito podre!". Só perdoo esse tipo de barbaridade a um boelo como o Nguimbola. O álbum está MUITO fixe, nem podia ser de outra maneira, é a Sara Tavares caracoles. Só que pronto, não bate tanto quanto o Balancé.
O álbum da Lura está a bater deka deka deka. Também sem surpresas, é o som típico da Lura, mas ainda vai tendo execuções muito para além do muito bom.
Lura wins! eheheh
Mano Djo, agora vamos esperar o da Mayra né? Armada como ela anda, espero que não decepcione!

01. Libramor
02. Um Dia
03. Tabanka
04. Eclipse
05. Marinhero
06. Maria
07. Terra'l
08. Quebrod Nem Djosa
09. Na Nha Rubera
10. Orfelino
11. Sukundida
12. Mascadjon
13. Queima Roupa
14. Canta Um Tango



Catem o mambo aqui

01 Quando das um pouco mai
02 Sumanai
03 Ponto de Luz
04 Caminhanti
05 Pé na Strada
06 Di Alma
07 Bué (você é…)
08 Keda Livre
09 Só d’Imagina
10 Minino
11 Voz Di Vento
12 Exala
13 Fundi Ku Mi
14 Manso Manso



(Ela aqui tá parecida com aquela mboa do filme Smoking Aces que contracenou com a Alicia Keys)

Catem o mambo aqui

Keziah Jones - Nigerian Wood

Este álbum ainda não o analisei bem, mas nem preciso, eu quase que meto as minhas nádegas no fogo por este gajo, sei que ele não me vai desiludir. Um dos temas neste álbum tem uma remix com a Nneka, outra nigeriana na diáspora que também tem feito um zunzum nesses últimos tempos. O meu favorito até agora é o Black Orpheus que já meti aqui o ano passado e este até tem uma capa parecidíssima, coisa que me deixa sempre meio de pé atrás. Inventor do bluefunk, Keziah Jones com o seu dedilhar doidão a rebentar a raboseiiiiraaaaa concerteza.

CD1
01. Nigerian Wood
02. African Android
03. My Kinda Girl
04. Long Distance Love
05. Beautifulblackbutterfly
06. Pimpin'
07. Lagos vs New York
08. 1973 (Jokers Reparations)
09. Unintended Consequenses
10. Blue is the Mind
11. In Love Forever
12. My Brother


Catem o mambo aqui
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CD2 (Bonus CD)
01. Yansh Control
02. Omo Balogun
03. Nigerian Funk
04. Coltrane Nko?
05. International Area Boy
06. Omo Lewon Lewon
07. Idupe 2
08. L'Oke Ati Petele
09. Nigeria We Hail Thee

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K'naan - Troubadour

Epá eu curto bwé deste mangas. OK, é possível que ele esteja a ser um pouco repetitivo na temática abordada, é possível que ele esteja a tentar reeditar fórmulas que já provaram funcionar bem para ele e não esteja a fazer tanto daquilo que mais apreciamos nos artistas que é ser arrojado. Mas eu gosto muito da maneira dele de fazer música e acho que a tendência para se afastar um pouquinho mais da cena mais rapeada para aumentar a sua tónica mais soul é bem normal. Já se sentia que esse seria o caminho natural para ele desde o Dusty Foot Philosopher. As letras dele continuam bem escritas, com profundidade e piada no mesmo som bem ao estilo africano. Lembremo-nos que este é um senhor que aprendeu inglês há alguns anos quando chegou à América, é incrível como ele parece estar mais à vontade nesse idioma estrangeiro que no arabesco somali dele. O disco VALE MUITO A PENA, apesar do meu voto de preferência ir para o primeiro.

01. T.I.A (This Is Africa)
02. ABC’s (feat. Chubb Rock)
03. Dreamer
04. I Come Prepared (feat. Damian Marley)
05. Bang Bang (feat. Adam Levine)
06. If Rap Gets Jealous (feat. Kirk Hammett)
07. Wavin’ Flag
08. Somalia
09. America (feat. Mos Def and Chali 2NA)
10. Fatima
11. Fire in Freetown
12. Take a Minute
13. 15 Minutes Away
14. People Like Me



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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ed Motta - Conexão Japeri

Bem pessoal, este post é muito especial por milhentos motivos que não ia conseguir resumir num textinho introdutório. Por não conseguir resumir vou fazer uma pequena longa exposição.
Estou em Brasília a vêr familiares que não via há mais de 17 anos e a reviver retalhos da minha infância que estavam bem arrumadinhos no meu subconsciente. A última vez que cá estive, em 1989 e já no aeroporto para apanhar o vôo de regresso, comprei umas K7's de música brasileira completamente às escuras. Ia desde Xuxa, Paquitas, Fábio Jr, Simone, Mara e Trem de Alegria, até ao disco que aqui vos apresento e que não faço a mínima ideia da razão que me levou a adquiri-lo, porque nunca tinha ouvido o nome do indivíduo e a capa como podem constatar não é exactamente muito apelativa ao imaginário de uma criança de 8 anos. A verdade é que foi justamente essa K7 que eu ouvi mais vezes, adorava a musicalidade e as letras e tudo mais. Os anos passaram e a K7 desapareceu, empurrada para uma longínqua memória a medida que se amadureciam os meus gostos. Ao ponto de eu já não ter bem a certeza se tinha sido uma maluquice de criança ou se realmente a coisa valia a pena. Ainda procurei na internet algumas vezes o disco, mas não me lembrava do título e a discografia do moço só começava a partir de 91. Não me lembrava do título nem letra de nenhuma das músicas e nunca me embrenhei muito a sério para descobrir. Ficou sempre ali numa nebulosa. Até há uns dias atrás quando fui com o meu primo a uma festa e o DJ só passou sons nervosíssimos encerrando a sessão com o clássico "Manuel" do artista em questão. É indescritível a miríade de sensações que me percorreram a alma nesse momento, a revelação da plenitude do significado da frase "Last night a DJ saved my life". Fui procurar mais profusamente e.... aqui está o disco, 21 anos depois, ainda fresco, maravilhoso, absurdoooooo. Como se tivesse saído ontem. Grande Ed Motta, sobrinho do mito Tim Maia. Este álbum se calhar não vai vos bater como bate a mim, existe toda essa história de vida que me liga a ele, mas garanto-vos que mau não vão achar....é impossível!!! Eu podia ficar aqui agora o dia inteiro a desdobrar-me em elogios por esta pérola, mas deixo o resto as reticências para vocês completarem. Petróleo BRUTO.

01 - Manuel
02 - Vamos Dançar
03 - Lady
04 - Seis da Tarde
05 - Um Love
06 - Baixo Rio
07 - Caminhos (Não é só o meu)
08 - Parada de Lucas
09 - A Rua

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sábado, 18 de abril de 2009

O segundo primeiro post

Epá, eu tenho tanta coisa para meter aqui que depois de uma longa ausência seria difícil escolher o ideal para recomeçar a postar. Mas no outro dia o meu avô decidiu mostrar-me o CD Demo de um Sr. que ele conheceu ainda miúdo e que recentemente lhe entregou em mãos este disco que agora partilho com o mundo, pelo simples facto de achar que o kota bumbou fixe. Não é exactamente o meu estilo predilecto apesar dos Shadows serem um grupo mítico e eu atinar com algumas das malhas (Apache é um clássico absoluto). O kota deu-lhe a sério, fez tudo sozinho, tocou todos os instrumentos, equalizou, masterizou, tudo no quarto/estúdio dele. Com tanto jeito e tantos meios, porquê uma rendição destas e não um álbum de originais, isso já só o kota saberá responder, mas justiça seja feita, as covers dele estão mesmo perto das verdadeiras. E que dizer daquele nome artístico? Refinado hã?
Este vai para quem tiver avós que também lhes metem a curtir música de décadas longínquas.





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sexta-feira, 13 de março de 2009

Estou de regresso


Manos, estou de volta à nguimbi, agora deparo-me com um novo problema: ainda não tenho o meu computador aqui comigo e não tenho ligação internet, por isso não sei quando hei de poder recomeçar com aqueles posts assíduos. Sei que estão a pensar: "melhor farias estar quieto então, quem te mandou piar?", mas queria que soubessem que já estou na terra e que estou a evidar esforços para reduzir as vicissitudes e conjugar as energias para que o Dog Murras também possa cantar para mim "já temos condições!".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Makongo


Angola tem Kung-Fu! Makongo, grupo formado por Sp, Petty e Wilson é uma mistura de Hip-hop com Kuduro e outras coisinhas mais. É muito complicado definir o estilo que eles representam, pra mim é como comer arroz doce com pão, estranho mas kuia. O álbum conta com a participação do rapper Lancelot e de Danny L dos sembas que afinal também dá-lhe no Kuduro.

POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR SOU OBRIGADA A TIRAR O ALBUM DESSES JOVENS DO BLOG. APESAR DE TER RECEBIDO AUTORIZAÇÃO DE UM DOS MEMBROS DO GRUPO, APARENTEMENTE A PESSOA EM CAUSA "ESQUECEU-SE" DE AVISAR OS RESTANTES QUE AGORA ANDAM ATRAZ DO MEU "ASS" PARA ME PROCESSAR. PODEM FICAR COM OS 5€ QUE TENHO NA CONTA!!!

Kool Kleva



Pioneiro do Hip Hop angolano lançou o seu primeiro álbum de originais. Ainda não ouvi, não posso opinar, mas posso partilhar.

Daunloda

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

La Buika



Concha Buika, maiorquina com origens na Guiné-Equatorial, diferente e autêntica. Na minha opinião dá uma "nova cara" ao tradicional flamenco com novas misturas, novas experiências, novos sons. Vale a pena ouvir...

Daunloda