Sei que já a postei aqui, mas foi há bwé:
Isto é um espaço pessoal, aqui hei de meter essencialmente música que de alguma maneira me moldou, mas posso ter alguns desvarios eventuais. Se algum artista se sentir "roubado" por ter a sua música partilhada, que mo indique, para que eu possa apagá-la com a máxima prontidão
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
André Sampaio e os Afro Mandinga - Bumaye!
Yá pessoal, a cabeça anda consumida com assuntos de máxima urgência, sendo o principal a remoção do Zé Dú do trono, por isso o tempo e a paz de espírito não andam a reinar. No entanto, sempre que aqui deixo qualquer coisa, será algo que considero mesmo especial e que merece ser partilhado com o mundo, sobretudo quando gravitam fora do circuito de promoção oficial com o qual o cidadão comum tem contacto (rádios nacionais, mtv's e esses mambos corporativos). Bumaye! é certamente um desses, sendo a mistura do afro-beat, afro-blues e toda a miríade de influências que, só por si, constituem o complexo e riquíssimo mosaico cultural brasileiro, uma autêntica lavagem de alma no efémero passeio pelas 4 faixas que constituem este EP, que não é mais do que a versão curta de um álbum com o mesmo título que deverá ver a luz do dia brevemente para gaudio dos nossos tímpanos.
O André é guitarrista e compositor da banda reggae brasileira Ponto de Equilíbrio e com eles fez 3 discos, sendo esta a primeira incursão numa aventura a solo. A solo como quem diz, pois está muito bem acompanhado pelos Afro Mandinga, dentre os quais se conta Pedro Pedrada, companheiro nos Ponto. Uma aventura bem conseguida e encoraja-se ao rapaz a entregar-se a outras futuras explorações sonoras.
O título Bumaye! é mais do que sugestivo e remete-nos ao óbvio, enormíssimo, Cassius Clay mcp Muhammad Ali. "Bumaye, and you're gone... sucker!"
Scaneei o livrinho que vem cheio de detalhes para aqueles que gostam de saber mais. Fi-lo como bónus e prenda pela ausência tão prolongada :)
01.Bumaye/Ja Funmi
02.Rainha
03. Ecos de Niafunke
04.Juízo Final
(Não encontrei vídeo relacionado)
Catem o mambo aqui
O André é guitarrista e compositor da banda reggae brasileira Ponto de Equilíbrio e com eles fez 3 discos, sendo esta a primeira incursão numa aventura a solo. A solo como quem diz, pois está muito bem acompanhado pelos Afro Mandinga, dentre os quais se conta Pedro Pedrada, companheiro nos Ponto. Uma aventura bem conseguida e encoraja-se ao rapaz a entregar-se a outras futuras explorações sonoras.
O título Bumaye! é mais do que sugestivo e remete-nos ao óbvio, enormíssimo, Cassius Clay mcp Muhammad Ali. "Bumaye, and you're gone... sucker!"
Scaneei o livrinho que vem cheio de detalhes para aqueles que gostam de saber mais. Fi-lo como bónus e prenda pela ausência tão prolongada :)
01.Bumaye/Ja Funmi02.Rainha
03. Ecos de Niafunke
04.Juízo Final
(Não encontrei vídeo relacionado)
Catem o mambo aqui
sábado, 13 de agosto de 2011
Nozinja e o Shaangan Electro
Há algumas semanas fui assistir ao concerto de um grupo até então completamente desconhecido para mim e ao qual tinha sido introduzido uns dias antes: Shangaan Electro. A palavra Shaangan envia sinais ao meu cérebro que protagoniza automaticamente uma associação à China, evidentemente pela similitude fonética com a cidade chinesa de Shangai. Excepto que a primeira está numa latitude completamente inesperada: Limpopo, África do Sul e a sonoridade é realmente única, repetitiva sim, mas hiper-distinta. Ritmos acelaradíssimos acima dos 185 bpm, uma confusão de padrões de bateria digital que se sobrepõem parecendo martelos pneumáticos, sintetizadores muito xungas e uma permanente, adocicada marimba para contrastar com a agressividade rítmica dos outros elementos. Frequentemente complementados com cânticos tradicionais/religiosos/"gospélicos" sul-africanos, tornando exuberante o que seria, de outra forma, provavelmente intragável.
A apresentação ao vivo vale muito pela sua ingenuidade, um elemento que pode facilmente oscilar entre a falta de profissionalismo e a pureza do improviso momentâneo e que, no caso dos Shangaan, felizmente descambou para a segunda. Meteram as crianças no palco, depois os seus progenitores e até algumas avós. Foi muito giro mesmo. Boa energia, boa onda.
Claro que, naquele estilo africano peculiar, saíndo de trás do sampler para trás da bancada de mercadoria vendável, o Nozinja (produtor de todos os grupos do Shaangan), conseguiu vender cd's virgens, cd's sem títulos, cd's que não correspondem a capa, lá acertando de vez em quando no produto certo (o Vanghoma que aqui posto). Fanfarronice que não se consegue levar a mal, vê-se que não é maliciosa, mas por culpa disso, o disco que aqui vos coloco como sendo dos BBC, não creio sê-lo na verdade.
Matei-me a procurar na internet e só encontro as compilações editadas pela Honest Jon's do Damon Albarn, onde nenhuma das músicas dos BBC corresponde à músicas no disco que aqui vos posto. Na realidade, a primeira música do disco é de outro artista perfeitamente identificado, sendo aliás o tema ilustrativo da sonoridade shangaan que se encontra com mais facilidade no youtube, e o último sonoro é uma versão dub do mesmo tema. Para nos baralhar definitivamente a cabeça, o título da música "Nwa Gezani" é o título que aparece como título do álbum dos BBC como poderão conferir pela capa que tive o cuidado de scanear, mas ela é de autoria de Zinja Hlungwani como atesta o vídeo hilariante com fundos do windows 98 no final deste post.
B.B.C. (B.eautiful B.lack C.ulture) - Nwa Gezani
01.Zinja Hlungwani - Nwa Gezani
02.Título desconhecido
03.Título desconhecido
04.Título desconhecido
05.Título desconhecido
06.Título desconhecido
07.Título desconhecido
08.Título desconhecido
09.Título desconhecido
10.Título desconhecido
11.Título desconhecido
12.Zinja Hlungwani - Nwa Gezani Dub Version
Catem o mambo aqui
Tiyiselani Vomaseve- Vanghoma
01. Papa Vata Vuya Rini
02. Vanghoma
03. Xe Nasaniseka
04. Bombani
05. Wova Jaha
06. Votswelani
07. Mbilu Ya Nga
08. Vaswikota Ka
09. Voseveni Va Mina
10. Papa (Remixx)
11. Se Naxaniseka (Remix)
12. Bombani (Remixx)
Catem o mambo aqui
Versão alternativa e super bem conseguida por um youtuber que usou como suporte vídeo uma curta-metragem de 1927, dando-lhe como banda sonora o Nwa Gezani e conseguindo um magnífico video-clip
A apresentação ao vivo vale muito pela sua ingenuidade, um elemento que pode facilmente oscilar entre a falta de profissionalismo e a pureza do improviso momentâneo e que, no caso dos Shangaan, felizmente descambou para a segunda. Meteram as crianças no palco, depois os seus progenitores e até algumas avós. Foi muito giro mesmo. Boa energia, boa onda.
Claro que, naquele estilo africano peculiar, saíndo de trás do sampler para trás da bancada de mercadoria vendável, o Nozinja (produtor de todos os grupos do Shaangan), conseguiu vender cd's virgens, cd's sem títulos, cd's que não correspondem a capa, lá acertando de vez em quando no produto certo (o Vanghoma que aqui posto). Fanfarronice que não se consegue levar a mal, vê-se que não é maliciosa, mas por culpa disso, o disco que aqui vos coloco como sendo dos BBC, não creio sê-lo na verdade.
Matei-me a procurar na internet e só encontro as compilações editadas pela Honest Jon's do Damon Albarn, onde nenhuma das músicas dos BBC corresponde à músicas no disco que aqui vos posto. Na realidade, a primeira música do disco é de outro artista perfeitamente identificado, sendo aliás o tema ilustrativo da sonoridade shangaan que se encontra com mais facilidade no youtube, e o último sonoro é uma versão dub do mesmo tema. Para nos baralhar definitivamente a cabeça, o título da música "Nwa Gezani" é o título que aparece como título do álbum dos BBC como poderão conferir pela capa que tive o cuidado de scanear, mas ela é de autoria de Zinja Hlungwani como atesta o vídeo hilariante com fundos do windows 98 no final deste post.
B.B.C. (B.eautiful B.lack C.ulture) - Nwa Gezani
01.Zinja Hlungwani - Nwa Gezani
02.Título desconhecido
03.Título desconhecido
04.Título desconhecido
05.Título desconhecido
06.Título desconhecido
07.Título desconhecido
08.Título desconhecido
09.Título desconhecido
10.Título desconhecido
11.Título desconhecido
12.Zinja Hlungwani - Nwa Gezani Dub Version
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Tiyiselani Vomaseve- Vanghoma
01. Papa Vata Vuya Rini
02. Vanghoma
03. Xe Nasaniseka
04. Bombani
05. Wova Jaha
06. Votswelani
07. Mbilu Ya Nga
08. Vaswikota Ka
09. Voseveni Va Mina
10. Papa (Remixx)
11. Se Naxaniseka (Remix)
12. Bombani (Remixx)
Catem o mambo aqui
Versão alternativa e super bem conseguida por um youtuber que usou como suporte vídeo uma curta-metragem de 1927, dando-lhe como banda sonora o Nwa Gezani e conseguindo um magnífico video-clip
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Aline e César - A Minha Embala
Essa miúda está destinada a encantar ouvidos e a fazer bater corações. O progresso é notável da sua maquete para este novo projeto com o seu amigo César Herranz, tanto na segurança vocal, no dedilhar mais refinado da guitarra, como, agora, no recheio do ambiente com flauta e percussão do César. Felizmente, continua docemente longe da perfeição, mantendo um charme nas suas notas ao lado ou no descoordenar do arranjo musical.
Eu só me verguei à partir da faixa número 3, tendo as duas primeiras falhado em captar-me o coração, não por serem más, longe disso, mas soaram-me menos naturais e sentidas que as do Rascunhos e, para meu alívio, das que se lhes seguiram.
Maria Silêncio... o que dizer? Sublime! Um poema galego de Ricardo Carvalho Calero transformado em música, na promoção do universo da galeguia que muito tem inspirado a Aline. O Olhar Adiante eu já tinha gostado, mas no outro dia quando ela a tocou na Casa do Brasil acompanhada da irmã Raquel, arrepiei e emocionei-me, senti aquela penugem da nuca a eriçar-se, fiquei malaike mesmo, o som ficou lindo demais (Aline, grava só essa versão com a tua mana yá?). Agora ouvindo o som de novo sou remetido para esse concerto e para as intensas sensações que me provocou e consigo sentir emular fraccionalmente esse momento.
O poema de Alexandre Dáskalos "Que é S. Tomé", que foi também de onde a Aline tirou o nome para o projecto, foi musicado com uma simplicidade genial, deixando o espaço preponderante para a letra, com um dedilhar mais vigoroso da guitarra e uma flauta discreta mas essencial.
Também está muito fixe a colaboração com a voz masculina que vem acrescentar um tom novo na palette em "Kamba de Fala".
Os temas "Foz" e "Assinatura de Sal" são dois típicos temas ao estilo da Aline que cruzam as suas muitas influências, sentindo-se de forma algo vincada o romantismo da Bossa Nova: algo tristes, melancólicos e de refinado bom gosto, a anos-luz do comum perfume barato anselmo ralphista.
Aline, tens carta branca para continuares a hipnotizar-nos com essa voz de encantar serpentes, esse teu jeito dengoso e sorriso menino que te tornam tão especial.
01. Uma Pedra de Sal
02. Jeitos
03. Maria Silêncio
04. Olhar Adiante
05. Kamba de Fala
06. Que é S. Tomé
07. Assinatura de Sal
Visitem o site oficial do grupo aqui e vejam mais vídeos aqui
Catem o mambo aqui
Eu só me verguei à partir da faixa número 3, tendo as duas primeiras falhado em captar-me o coração, não por serem más, longe disso, mas soaram-me menos naturais e sentidas que as do Rascunhos e, para meu alívio, das que se lhes seguiram.
Maria Silêncio... o que dizer? Sublime! Um poema galego de Ricardo Carvalho Calero transformado em música, na promoção do universo da galeguia que muito tem inspirado a Aline. O Olhar Adiante eu já tinha gostado, mas no outro dia quando ela a tocou na Casa do Brasil acompanhada da irmã Raquel, arrepiei e emocionei-me, senti aquela penugem da nuca a eriçar-se, fiquei malaike mesmo, o som ficou lindo demais (Aline, grava só essa versão com a tua mana yá?). Agora ouvindo o som de novo sou remetido para esse concerto e para as intensas sensações que me provocou e consigo sentir emular fraccionalmente esse momento.
O poema de Alexandre Dáskalos "Que é S. Tomé", que foi também de onde a Aline tirou o nome para o projecto, foi musicado com uma simplicidade genial, deixando o espaço preponderante para a letra, com um dedilhar mais vigoroso da guitarra e uma flauta discreta mas essencial.
Também está muito fixe a colaboração com a voz masculina que vem acrescentar um tom novo na palette em "Kamba de Fala".
Os temas "Foz" e "Assinatura de Sal" são dois típicos temas ao estilo da Aline que cruzam as suas muitas influências, sentindo-se de forma algo vincada o romantismo da Bossa Nova: algo tristes, melancólicos e de refinado bom gosto, a anos-luz do comum perfume barato anselmo ralphista.
Aline, tens carta branca para continuares a hipnotizar-nos com essa voz de encantar serpentes, esse teu jeito dengoso e sorriso menino que te tornam tão especial.
01. Uma Pedra de Sal02. Jeitos
03. Maria Silêncio
04. Olhar Adiante
05. Kamba de Fala
06. Que é S. Tomé
07. Assinatura de Sal
Visitem o site oficial do grupo aqui e vejam mais vídeos aqui
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
O post solitário de Julho
Epá... tá mal, não há muita coisa a excitar-me ultimamente, musicalmente falando, à excepção talvez de um grupo sul-africano que hei de postar aqui brevemente (makas com os títulos nos cd's, mas depois eu explico no momento apropriado). Para não deixar este mês em branco, vou fazer o re-post de alguns links que expiraram e que considero ser obrigatórios, pelo menos para aqueles que partilham da minha linha melómana. Fica ainda a faltar o disco dos Nextmen, pois não consegur encontrar um link disponível. Sem mais fióco-fióco, aqui seguem os links para os posts em questão:
Post do Tété, onde o disco L'air de Rien estava expirado
Post do Nitin Sawhney onde o disco Beyond Skin estava expirado
Zero 7 - Simple Things
Madlib - Shades of Blue e Untinted, ambos expirados
Se houver discos cujos links estejam em baixo, façam-me saber com comentários SEMPRE no post MAIS RECENTE, porque eu não fico a verificar cada um dos 200 posts a ver se tem mensagens novas.
Tá bateire
Post do Tété, onde o disco L'air de Rien estava expirado
Post do Nitin Sawhney onde o disco Beyond Skin estava expirado
Zero 7 - Simple Things
Madlib - Shades of Blue e Untinted, ambos expirados
Se houver discos cujos links estejam em baixo, façam-me saber com comentários SEMPRE no post MAIS RECENTE, porque eu não fico a verificar cada um dos 200 posts a ver se tem mensagens novas.
Tá bateire
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Grasspoppers - Dub Inna Week
Não sei onde estava quando este disco foi posto a circular, mas acabou por me passar ao lado. Durante a estadia do meu papoite Mpula em Luanda, ele passou-me um montão de discos que estariam em alta rotação no seu leitor, dentre os quais o do Baloji que postei anteriormente, o último de duas lendas do reggae marfinense (e africano), Alpha Blondy e Tiken Jah Fakoly, umas compilações de High Life e outras pedras. Também tinha lá este disco, que deixei passar por baixo do radar da primeira vez, não desejando voltar a cair no erro. Porra, tá bwé forte o mambo.
Feito assim numa semana, cheio de espontaneidade incontida, um método que acaba sempre por trazer ao de cima o melhor dos artistas, pois, a meu ver, o descomprometimento com qualquer responsabilidade de vingar vendendo discos ou granjeando concertos, para sustentar os membros da banda, sem necessidade patente de agradar seja lá que nicho for, é a mais libertadora sensação. A feitura deste disco foi como uma grande festa de contribuição onde cada artista trouxe a sua (boa) disposição para adoçar o ambiente, num efeito de grande contágio coletivo.
O conceito e a sua materialização foram do Milton e Marisa Gulli (Cacique 97, Phillarmonic Weed) que aqui se apresentam como Grasspoppers, a capa do disco é a foto vencedora de um concurso promovido pela Rádio Fazuma e os meus temas preferidos são o Tubby Intro, Complicação Dub (grande refrão), Cassius e, o mais forte de todos, Tunda Já, com o Prince Wadada.
Deixo aqui as palavras dos próprios para apresentar o disco:
Na televisão disputava-se a final do campeonato do mundo na África do Sul, mas o som estava desligado. Nesse dia começaram as gravações do Dub Inna Week: numa semana seria composto e gravado um disco de dub. Muito fumo, algumas cervejas, ocasionais copos de vinho e de whisky. Algumas pessoas entravam, outras saíam. As ideias surgiam naturalmente e sem esforço. Parava-se para jantar e depois de saciada a fome já haviam novas ideias. Mais pessoas apareciam, traziam uma garrafa de vinho, outras vinham carregadas com o seu veneno dub (efeitos, delays e instrumentos que tinham em casa), outras vinham com inspiração. Letras escreviam-se em cima do joelho enquanto se montavam os instrumentais. De uma simples linha de baixo surgiam mil ideias quase imediatamente. Ambiente relaxado. Tudo isto aconteceu no Abyssinia Studios 03, o estúdio caseiro dos The Grasspoppers: um computador portátil, guitarras, baixos, percussões, um microfone de condensador e 2 controladores Midi. Acordava-se a pensar em dub e adormecia-se a pensar em dub. As cabeças estavam cheias de eco, reverb, skankings, riddims e basslines. Sorria-se e dançava-se quando de um esboço começava a surgir um tema. Dub era a palavra de ordem. No último dia dessa semana festejou-se. 9 temas novos tinham sido compostos e gravados na sua totalidade. Os dubmasters : Milton Gulli (Cacique´97, Cool Hipnoise, Philharmonic Weed), Marisa Gulli (Cacique´97, Philharmonic Weed, Faith Gospel Choir), Renato Almeida (Kussondulola, Jammin, Mercado Negro), Natty Fred (Dread Natta, Riddim Culture), Prince Wadada, Zé Lencastre (Cacique´97, The Most Wanted), Vinicius Magalhães (Cacique´97, Farra Fanfarra) e directamente de Luanda, o MC Faradai que, graças às tecnologias da internet, gravou uma rima no seu estúdio caseiro em Angola. No pressure, no music biz bullshit, just the pleasure of making music! Lets make some holy ghost crazy noize!!!!!!!!! Dubwise!!!
1. King tubby intro
2. Complicação Dub
3. Dub Safari
4. Cassius
5. Buenos Aires Dub
6. Tunda já
7. Folhas de Feijão Makonde
8. Rootsman
9. Cool Down Brother
Catem o mambo aqui
Feito assim numa semana, cheio de espontaneidade incontida, um método que acaba sempre por trazer ao de cima o melhor dos artistas, pois, a meu ver, o descomprometimento com qualquer responsabilidade de vingar vendendo discos ou granjeando concertos, para sustentar os membros da banda, sem necessidade patente de agradar seja lá que nicho for, é a mais libertadora sensação. A feitura deste disco foi como uma grande festa de contribuição onde cada artista trouxe a sua (boa) disposição para adoçar o ambiente, num efeito de grande contágio coletivo.
O conceito e a sua materialização foram do Milton e Marisa Gulli (Cacique 97, Phillarmonic Weed) que aqui se apresentam como Grasspoppers, a capa do disco é a foto vencedora de um concurso promovido pela Rádio Fazuma e os meus temas preferidos são o Tubby Intro, Complicação Dub (grande refrão), Cassius e, o mais forte de todos, Tunda Já, com o Prince Wadada.
Deixo aqui as palavras dos próprios para apresentar o disco:
Na televisão disputava-se a final do campeonato do mundo na África do Sul, mas o som estava desligado. Nesse dia começaram as gravações do Dub Inna Week: numa semana seria composto e gravado um disco de dub. Muito fumo, algumas cervejas, ocasionais copos de vinho e de whisky. Algumas pessoas entravam, outras saíam. As ideias surgiam naturalmente e sem esforço. Parava-se para jantar e depois de saciada a fome já haviam novas ideias. Mais pessoas apareciam, traziam uma garrafa de vinho, outras vinham carregadas com o seu veneno dub (efeitos, delays e instrumentos que tinham em casa), outras vinham com inspiração. Letras escreviam-se em cima do joelho enquanto se montavam os instrumentais. De uma simples linha de baixo surgiam mil ideias quase imediatamente. Ambiente relaxado. Tudo isto aconteceu no Abyssinia Studios 03, o estúdio caseiro dos The Grasspoppers: um computador portátil, guitarras, baixos, percussões, um microfone de condensador e 2 controladores Midi. Acordava-se a pensar em dub e adormecia-se a pensar em dub. As cabeças estavam cheias de eco, reverb, skankings, riddims e basslines. Sorria-se e dançava-se quando de um esboço começava a surgir um tema. Dub era a palavra de ordem. No último dia dessa semana festejou-se. 9 temas novos tinham sido compostos e gravados na sua totalidade. Os dubmasters : Milton Gulli (Cacique´97, Cool Hipnoise, Philharmonic Weed), Marisa Gulli (Cacique´97, Philharmonic Weed, Faith Gospel Choir), Renato Almeida (Kussondulola, Jammin, Mercado Negro), Natty Fred (Dread Natta, Riddim Culture), Prince Wadada, Zé Lencastre (Cacique´97, The Most Wanted), Vinicius Magalhães (Cacique´97, Farra Fanfarra) e directamente de Luanda, o MC Faradai que, graças às tecnologias da internet, gravou uma rima no seu estúdio caseiro em Angola. No pressure, no music biz bullshit, just the pleasure of making music! Lets make some holy ghost crazy noize!!!!!!!!! Dubwise!!!
1. King tubby intro2. Complicação Dub
3. Dub Safari
4. Cassius
5. Buenos Aires Dub
6. Tunda já
7. Folhas de Feijão Makonde
8. Rootsman
9. Cool Down Brother
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Baloji - Kinshasa Succursale
Eis um segundo álbum que me fará regressar ao primeiro com mais atenção, pois sobrevoei literalmente o "Hotel Impala" sem lhe emprestar realmente os meus ouvidos. O segundo de originais deste congolês/belga que emigrou atrelado ao pai para a Bélgica ainda bebé, deixando para trás a mãe de quem só voltará a ouvir falar 23 anos mais tarde, é simplesmente sublime.
Ao pai pertencia o Hotel Impala que foi, ao que parece, destruído durante uma das muitas guerras que lavraram a RDC. O kota era um homem de negócios que vivia entre Liège e Lubumbashi e que perou uma mamoite num daqueles tiros de desanuvio, deixando a kota concebida. Através do azar lhe puseram nome Baloji que quer dizer feiticeiro ou bruxo em swahili.
O kota abandonou a cria indesejada com a mboa de ocasião que virou mãe de um bruxo, mas depois de 4 anos a consciência lhe pesou e levou o kandengue pra Bélgique, onde ele se vê rodeado de estranhos passados repentinamente a "frères". No entanto, nunca chegando a ser verdadeiramente aceite pela nova mãe que o via como fruto de uma traição do marido, cresceu com feridas internas que não cicatrizavam e tornou-se violento, saindo de casa aos 16, vivendo em casas ocupadas e dedicando-se a delinquência para sobreviver, aos 20 escapou ser recambiado para sua terra natal após problemas fáceis de adivinhar com a polícia, ficando sem conseguir renovar os seus papéis (dos 4 aos 16 não foi o suficiente para lhe darem nacionalidade? fascistas do caralho!).
A luta dos papéis foi vencida, o grupo de rappers ao qual pertencia rebatizou-se Starflam, tiveram um sucesso incomum para um grupo belga de hip hop e, depois de 3 álbuns, o Baloji decide que já não quer mais nada com o microfone..até receber uma carta da mãe verdadeira que o viu num clip pela televisão e o reconheceu, 23 anos depois!
Levou 3 meses a reunir coragem para ligar para a velha, que lhe pede que faça um resumo do que tinha sido o seu percurso desde que se separaram. A resposta veio em forma de álbum solo, o Hotel Impala, que termina usando o mui conveniente sample "I'm going home to see my mother" de Marvin Gaye.
Daí para o Kinshasa Succursale a história continua linda e recheada de peculiaridades tão comuns no nosso flagelado continente que continua a ter estofo para parir autênticas aberrações de humildade, de amor ao próximo, de simplicidade, de generosidade, inspiradores pelo simples facto de existirem, sobreviventes nesse mundo que só lhes cobra juros.
Em 2007 quando cumpriu a promessa de regressar à RDC, descobriu que a sua carta audiofónica não tinha sido recebida com a intensidade que lhe aplicou, muito por culpa das sonoridades do hip hop que continua a insistir em samplar o soul, funk e a música preta norte-americana, com as quais o congolês não tem necessariamente muita afinidade.
Assim decidiu fazer este álbum completamente congolesado para não haver pretextos de aculturação e que bomba que saíu! Para mim, completamente revolucionário no seu experimentalismo, fundindo em simbiose perfeita a modernidade do hip hop com os populares soukous, dombolo, afro-rumba, mutuashi, sébéné e outros como o afro-funk nigeriano e o ska jamaicano. É mais um daqueles álbuns relâmpago (vide Ayo) gravado em 5 dias depois de uma audição a 35 músicos que nunca tinha antes visto, chamaram-lhe l' Orquestre de la Katouba, inspirado no ghetto de Lumbumbashi onde Baloji nasceu e onde, até hoje, reside a sua mãe.
A gravação foi ouro sobre azul mas a EMI (editora do Baloji) odiou o disco, alegaram que não conseguiriam vender mais de 150 cópias, cortaram-lhe a corda, provando mais uma vez a incompetência das majors em lidar com a diferença, não podendo aplicar as mesmas fórmulas corriqueiras que lhes permitem não ter mais de usar a massa encefálica para adequar cada campanha de marketing a cada produto ao qual corresponderá um público alvo. Resumindo, outra editora mais pequena e desconhecida pegou naquilo e vendeu 60 MIL cópias!!! Consequência imediata: chamou bwé de atenção aos grupos de interesse comum, dentre os quais se destaca o óbvio Damon Albarn que o recrutou para o seu projeto Africa Express, teve uma tourné mundial e está a preparar um novo disco.
Como se não bastasse, fez dois dos vídeos mais fodidos de qualquer derivado da cultura afro de SEMPRE, para os quais as suas noções de insider do mundo da moda (já foi modelo da Louis Vuitton) ajudaram na coesão do aspético estético.
Fisicamente e mesmo de xipala o Baloji faz-me bwe lembrar o nosso Pensólogo Shunnoz Fiel dos Santos.
Acho que chega de conversa fiada. Oiçam vocês e façam o vosso juízo.
01 Le jour d'après / Siku ya Baadaye
02 (Indépendance Cha-Cha) avec Royce Mbumba
03 Tshena Ndekela avec Monik Tenday
04 Karibu ya Bintou avec Konono No. 1
05 Congo Eza ya Biso (Le secours populaire) avec La Chorale de la Grâce
06 De l'autre Côte de la Mère
07 À l'heure d'été - Saison Sèche avec Larousse Marciano
08 La petite espèce (Bumbafu Version)
09 Nazongi Ndako (Part 1) avec Zaiko Langa-Langa et Amp Fiddler
10 Nazongi Ndako (Part 2) avec Royce Mbumba
11 Kyniwa-Kyniwa avec Bebson de la Rue
12 Genèse 89
13 Tout ceci ne vous rendra pas le Congo
14 Kesho avec Moise Ilunga
O melhor vídeo na minha opinião
Mas prefiro esta música
Catem o mambo aqui
Ao pai pertencia o Hotel Impala que foi, ao que parece, destruído durante uma das muitas guerras que lavraram a RDC. O kota era um homem de negócios que vivia entre Liège e Lubumbashi e que perou uma mamoite num daqueles tiros de desanuvio, deixando a kota concebida. Através do azar lhe puseram nome Baloji que quer dizer feiticeiro ou bruxo em swahili.
O kota abandonou a cria indesejada com a mboa de ocasião que virou mãe de um bruxo, mas depois de 4 anos a consciência lhe pesou e levou o kandengue pra Bélgique, onde ele se vê rodeado de estranhos passados repentinamente a "frères". No entanto, nunca chegando a ser verdadeiramente aceite pela nova mãe que o via como fruto de uma traição do marido, cresceu com feridas internas que não cicatrizavam e tornou-se violento, saindo de casa aos 16, vivendo em casas ocupadas e dedicando-se a delinquência para sobreviver, aos 20 escapou ser recambiado para sua terra natal após problemas fáceis de adivinhar com a polícia, ficando sem conseguir renovar os seus papéis (dos 4 aos 16 não foi o suficiente para lhe darem nacionalidade? fascistas do caralho!).
A luta dos papéis foi vencida, o grupo de rappers ao qual pertencia rebatizou-se Starflam, tiveram um sucesso incomum para um grupo belga de hip hop e, depois de 3 álbuns, o Baloji decide que já não quer mais nada com o microfone..até receber uma carta da mãe verdadeira que o viu num clip pela televisão e o reconheceu, 23 anos depois!
Levou 3 meses a reunir coragem para ligar para a velha, que lhe pede que faça um resumo do que tinha sido o seu percurso desde que se separaram. A resposta veio em forma de álbum solo, o Hotel Impala, que termina usando o mui conveniente sample "I'm going home to see my mother" de Marvin Gaye.
Daí para o Kinshasa Succursale a história continua linda e recheada de peculiaridades tão comuns no nosso flagelado continente que continua a ter estofo para parir autênticas aberrações de humildade, de amor ao próximo, de simplicidade, de generosidade, inspiradores pelo simples facto de existirem, sobreviventes nesse mundo que só lhes cobra juros.
Em 2007 quando cumpriu a promessa de regressar à RDC, descobriu que a sua carta audiofónica não tinha sido recebida com a intensidade que lhe aplicou, muito por culpa das sonoridades do hip hop que continua a insistir em samplar o soul, funk e a música preta norte-americana, com as quais o congolês não tem necessariamente muita afinidade.
Assim decidiu fazer este álbum completamente congolesado para não haver pretextos de aculturação e que bomba que saíu! Para mim, completamente revolucionário no seu experimentalismo, fundindo em simbiose perfeita a modernidade do hip hop com os populares soukous, dombolo, afro-rumba, mutuashi, sébéné e outros como o afro-funk nigeriano e o ska jamaicano. É mais um daqueles álbuns relâmpago (vide Ayo) gravado em 5 dias depois de uma audição a 35 músicos que nunca tinha antes visto, chamaram-lhe l' Orquestre de la Katouba, inspirado no ghetto de Lumbumbashi onde Baloji nasceu e onde, até hoje, reside a sua mãe.
A gravação foi ouro sobre azul mas a EMI (editora do Baloji) odiou o disco, alegaram que não conseguiriam vender mais de 150 cópias, cortaram-lhe a corda, provando mais uma vez a incompetência das majors em lidar com a diferença, não podendo aplicar as mesmas fórmulas corriqueiras que lhes permitem não ter mais de usar a massa encefálica para adequar cada campanha de marketing a cada produto ao qual corresponderá um público alvo. Resumindo, outra editora mais pequena e desconhecida pegou naquilo e vendeu 60 MIL cópias!!! Consequência imediata: chamou bwé de atenção aos grupos de interesse comum, dentre os quais se destaca o óbvio Damon Albarn que o recrutou para o seu projeto Africa Express, teve uma tourné mundial e está a preparar um novo disco.
Como se não bastasse, fez dois dos vídeos mais fodidos de qualquer derivado da cultura afro de SEMPRE, para os quais as suas noções de insider do mundo da moda (já foi modelo da Louis Vuitton) ajudaram na coesão do aspético estético.
Fisicamente e mesmo de xipala o Baloji faz-me bwe lembrar o nosso Pensólogo Shunnoz Fiel dos Santos.
Acho que chega de conversa fiada. Oiçam vocês e façam o vosso juízo.
01 Le jour d'après / Siku ya Baadaye02 (Indépendance Cha-Cha) avec Royce Mbumba
03 Tshena Ndekela avec Monik Tenday
04 Karibu ya Bintou avec Konono No. 1
05 Congo Eza ya Biso (Le secours populaire) avec La Chorale de la Grâce
06 De l'autre Côte de la Mère
07 À l'heure d'été - Saison Sèche avec Larousse Marciano
08 La petite espèce (Bumbafu Version)
09 Nazongi Ndako (Part 1) avec Zaiko Langa-Langa et Amp Fiddler
10 Nazongi Ndako (Part 2) avec Royce Mbumba
11 Kyniwa-Kyniwa avec Bebson de la Rue
12 Genèse 89
13 Tout ceci ne vous rendra pas le Congo
14 Kesho avec Moise Ilunga
O melhor vídeo na minha opinião
Mas prefiro esta música
Catem o mambo aqui
Angonotícias
Epá, não aguentei. Acabei de ler a notícia sobre a nova lei que regula os espetáculos e eventos de diversão, quando me deparo com este primeiro comentário que me levou as lágrimas depois de me dar algum trabalho a "traduzir". Partilho convosco para que não seja apenas mais um momento de brilhantismo não se perca nos ilegíveis e intermináveis comentários desse site de notícias, sobejamente conhecido sobretudo pelo pessoal na diáspora. Aqui vos deixo então o comentário que parece ser uma resposta ao Black Pig! :)
"Al Viborah
Gude naite, leidies e gentlemenes. In acordingue tu a demande frome a lote ofe families, ui estart aguen to espique de englixe for de jói ofe ol. Ai oupe dat iu do note biqueime angri, becóse dis iz uone uix frome de dógue ofe Malanje. Tanque iu ande bai bai, si iou sune ire in de saite. Ande faque iu, blaque pigue!"
"Al Viborah
Gude naite, leidies e gentlemenes. In acordingue tu a demande frome a lote ofe families, ui estart aguen to espique de englixe for de jói ofe ol. Ai oupe dat iu do note biqueime angri, becóse dis iz uone uix frome de dógue ofe Malanje. Tanque iu ande bai bai, si iou sune ire in de saite. Ande faque iu, blaque pigue!"
domingo, 24 de abril de 2011
Eduardo Galeano - Sangue Latino
Aos meus 11 "seguidores":
Não fiquem chateados, tudo na vida tem o seu tempo e o seu lugar e todos temos as nossas fases. Neste momento eu, um melómano confesso, não ando minimamente virado para a música, se vos disser que passou-se mês e meio sem que eu tivesse a curiosidade de explorar os meandros musicais vocês irão certamente recusar-me o auto-proclamado epíteto. Não só não procurei como não mantive canais abertos para deixar que ela me encontrasse, até que a minha namorada rompeu o meu jejum audiofónico e me mostrou três artistas que eu desconhecia e que muito apreciei. Provavelmente hei de postar alguma coisa de um deles aqui nos próximos tempos. Entretanto, estou mais numa fase de reavaliação, reenquadramento de eixos e prioridades, "egocentrando-me" :). Nesse exercício nada simples, ao contrário do que pode muitas vezes parecer, os interesses principais que regem a nossa existência sofrem um abalo e passam a ser, temporariamente (espero), secundarizados. Como não queria deixar de partilhar alguns desses momentos convosco, meus fiéis 11 "seguidores" que estranharão o meu silêncio, quero partilhar convosco uma entrevista ao escritor uruguaio Eduardo Galeano que a minha boa amiga Aline me empurrou hoje. É simplesmente de uma clarividência e sabedoria inspiradoras. Para quem o tempo não se conta ao milésimo de segundo:
Não fiquem chateados, tudo na vida tem o seu tempo e o seu lugar e todos temos as nossas fases. Neste momento eu, um melómano confesso, não ando minimamente virado para a música, se vos disser que passou-se mês e meio sem que eu tivesse a curiosidade de explorar os meandros musicais vocês irão certamente recusar-me o auto-proclamado epíteto. Não só não procurei como não mantive canais abertos para deixar que ela me encontrasse, até que a minha namorada rompeu o meu jejum audiofónico e me mostrou três artistas que eu desconhecia e que muito apreciei. Provavelmente hei de postar alguma coisa de um deles aqui nos próximos tempos. Entretanto, estou mais numa fase de reavaliação, reenquadramento de eixos e prioridades, "egocentrando-me" :). Nesse exercício nada simples, ao contrário do que pode muitas vezes parecer, os interesses principais que regem a nossa existência sofrem um abalo e passam a ser, temporariamente (espero), secundarizados. Como não queria deixar de partilhar alguns desses momentos convosco, meus fiéis 11 "seguidores" que estranharão o meu silêncio, quero partilhar convosco uma entrevista ao escritor uruguaio Eduardo Galeano que a minha boa amiga Aline me empurrou hoje. É simplesmente de uma clarividência e sabedoria inspiradoras. Para quem o tempo não se conta ao milésimo de segundo:
domingo, 3 de abril de 2011
Um vídeo da manif de ontem
Se aparecerem mais imagens e/ou vídeos relevantes, eu vou continuar a postar aqui. Entretanto queiram referir-se ao site oficial para outras informações.
Foi o segundo passo, a primeira manif oficial de muitas que espero que venham a acontecer nos próximos meses até as eleições. ZÉ DU FORA!!!
Foi o segundo passo, a primeira manif oficial de muitas que espero que venham a acontecer nos próximos meses até as eleições. ZÉ DU FORA!!!
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