Isto é um espaço pessoal, aqui hei de meter essencialmente música que de alguma maneira me moldou, mas posso ter alguns desvarios eventuais. Se algum artista se sentir "roubado" por ter a sua música partilhada, que mo indique, para que eu possa apagá-la com a máxima prontidão
Ja tinha muita gente a pedir esse mambo... Porrrrrrrrrrrrrrrrrra... Esse jovem é bom...
Tracklist: 01. How Ya'll Feel??
02. First Of All... 03. Soopafly (feat. Ty & Kory) 04. Fix Ya Face 05. Traveling Salesmen (feat. Comel Of Time Machine) 06. Gold Medal Kids (feat. Beloved & Comel) 07. Backstage 08. Strategies (feat. Guilty Simpson) 09. Go There With You (feat. Ty & Kory) 10. Feelin' Jack 11. Countdown 12. Hate Down
01- De La Soul ( Feat Redman) - Oooooh 02 - Kool G Rap (Feat. Nas) - Fast Life 03 - Dilated People - Bullet Train 04 - Talib Kwali - On Mission 05 - Ghostface Killah (Feat Jadakiss & Comp) - Run 06 -Jamal - Fades Em All 07- Camp Lo - Luchini 08 - Mobb Deep - Quiet Storm 09 - Redman & Method Man - Tear It Off 10 - El Da Sensei - Summertime Bluez 11 - Cocoa Brovaz - Living Legends 12 - Jackson Five - I Want You Back
Drum Brothers: Guan Jay, Permone & Arshitect, 3 incriveis produtores franceses. Tudo começou em 2006, depois de uma mixtape vem este 12'' que promete seriamente (como podem ouvir no video). Sons de jazz fresco, samples, condimentos de drums e sem duvida muito muito boa vibe... São 6 sons doces pro ouvido... Recomendo em grande...
Tracklist: A1 - Take It Back feat Blezz
A2 - Live & Uncut feat C2C A3 - Take It Back (Instrumental) B1 - NY State Of Mind feat Shinobi, Melodiq & Dj Greem B2- Love Break feat Fazz
Bilal Salam (não confundir com o outro Bilal) é um mc de Washington virado pro nu-rap, nu-soul, nu-bue de mambos que cuiam de vez em quando. Este disco tem produções que vão desde Roddy Rod, Kev Brown como também ao proprio Bilal Salam... Eu curtí, muito saxo, muita guitarra, muito bass-line... Sem dúvida é um must-have-must-listen... Boa Vibe... Bom som...
Tracklist: 01. Dope 02. Modern Day Slavery 03. Blah 04. CyberSpace 05. So What 06. Time Between Interlude 07. In Between 08. No Time 09. NooHustle 10. FourFit 11. Time Between #2 Interlude 12. Draw The Shades 13. Overthought 14. In Between (Remix)
Isto é apenas o 12'' do disco que está pra vir ai da recentemente fundada produtora dos Strange Fruit Project... O mega-super produtor Symbolyc One aka S1 vai editar "Music Box" e aqui ficam uns rebuçados do 12'' pra quem gosta de boa música...
Tracklist:
01 - Be Sure (Instrumental) 02 - Be Sure feat. DV, Alias, Khryst 03 - Mash (Instrumental) 04 - Mash feat. Rapper Pooh & Kay
Quando se vai falar em Hip Hop português são sem dúvida os nomes mais óbvios e de actualidade e, ao contrário dos USA onde os mais falados são normalmente os podres que vendem mais e não necessariamente os mais vanguardistas, estes dois não desmerecem de todo o spotlight que partilham.
Sam the Kid
O Sam the Kid ouvi-o pela primeira vez em '99 quando fazia alguns programas na Ant3na com o José Mariño (saudades do Repto). Ele emprestou-me o Entre(tanto) com outras duas maquetes de altíssima qualidade que se viriam a tornar mais que raridade, extintas: O expresso do submundo dos Dealemma e o EP do Dok Strainja. Gravei tudo a correr para MD, mas na altura (17 aninhos) para poupar MDs gravava tudo em LP então a qualidade deixa a desejar. Foi aí que comecei a prestar uma atenção mais cuidadosa ao hip hop português, a levá-lo mais a sério. Apesar de o meu favorito ser o Expresso do Submundo, havia algo acerca do Entre(tanto) de muito especial: tinha uma sonoridade muito distinta, muito corajosa e original na abordagem dos instrumentais com grande quantidade dos samples sendo retirados de música portuguesa. Pensei que isso lhe distinguia de tudo o resto que apesar de muito bom, podia sempre ser comparado a algum qualquer americano, este cumpria aquilo que se espera da arte, que continue em movimento e a expandir-se, como se fosse um vaso de cerâmica moldado pelas mãos de milhares de artistas, onde cada um lhe incorpora retalhos do seu mundo particular, juntando-lhe um traço só seu. O Sam meteu o traço dele nesse vaso do Hip Hop e o melhor, não procurou fazê-lo, foi espontâneo, foi puro, genuíno. Isso é muito raro.
Cheguei a duvidar do Sam quando ele lançou o Sobre(tudo), não gostei do disco, senti que era um regredo em relação ao que ele tinha começado com o Entre(tanto). Os instrumentais pareciam muito mais a "americanar" e os temas eram chatos, com a excepção notável do "Recado" que é um upgrade x10 ao "A Caixa".
Nos anos seguintes o Sam começou a soar AO MESMO para mim, sempre a mesma coisa, repetitivo, instrumentais altamente imitados (e ADMITIDAMENTE imitados) aos seus ídolos J Dilla, DJ Premier, Pete Rock. Não saía um álbum que não tivesse um instru do Sam, muito gajo podre só lançava álbum porque tinha dois instrus do beatmaker mais atarefado da tuga.
Ao mesmo tempo, começou a moda das rimas "tico e teco não fico mabeko miro o tejo e pinto o meu tecto sou recto sem curvas ando aos apalpões às miúdas... blá blá blá", que ainda persiste até hoje. Que coisa aborrecida, as músicas tornam-se códigos silábicos que só os próprios artistas, malabaristas do flow e fãs Indiana Jones conseguem decifrar. O Sam também navegou essas águas e quando chegou o Beats Vol.I: Amor eu não pude fazer uma avaliação completa da direcção que ele estaria ou quereria tomar. Admirei mais uma vez a coragem de fazer algo fora da tendência, mas os instrumentais em si ainda me pareciam muito marcados pelas suas influências. Este é um álbum que foi crescendo em mim, comecei a baixar as guardas e a aceitar que era um disco muito bonito, também pelo que ele representava: a história de amor dos seus pais. Foi o álbum que lhe propulsou para o patamar de MÚSICA PORTUGUESA e foi a primeira vez que o Hip Hop foi aceite de maneira tão universal num país de gente tão atrasadinha. Mais uma vez, Sam conquista isso tudo sem o mínimo de pretensão, sem o ter concebido. Começam também os problemas de "sample clearance" que não se punham até então a um artista de "concertos no bairro". Velhos ranzinzas que não sabem distinguir homenagem de roubo... ainda prá mais perdeu (viva o Sam). Continuei de pé atrás em relação ao Sam rapper até que saísse o Pratica(mente) que foi para mim a rendição: tiro o chapéu e faço uma longa vénia a esse rapaz tão humilde e tão talentoso que consegue reinventar-se, aceitar-se como é sem tentar se fingir diferente para agradar aos restantes. O MELHOR artista de hip hop português para mim.
Entre(tanto) Os meus sons preferidos: Ódio, Xeg & Sam, Tempestade, Estranha Forma de Vida, Visões, Mil Razões e Lágrimas. 01. Entre(tanto) 02. Pelas Rimas (com NBC e Jah3) 03. Ódio 04. Xeg & Sam (com Xeg e Sanryse) 05. Reflexo 06. Tempestade 07. 7º Céu 08. A Caixa 09. A Verdade 10. Estranha Forma de Vida 11. Visões 12. Mil Razões 13. Vício (Mundo Verbal) 14. Lágrimas 15. Verdade (Remix - com Bomberjack e Shaheen)
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Beats Vol.I: Amor 01. Beleza 02. O Keu Kero 03. Sedução 04. Vem 05. Eternamente Hoje 06. Alma Gémea 07. A Fundação 08. Fogo Sem Chama 09. Lances 10. A Manhã Seguinte 11. Até Um Dia 12. Arrependimento 13. Memórias 14. Quando A Saudade Aperta 15. Eu E Tu 16. Recaída 17. O Amor Não Tem Fim
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Xê, o Sam aqui até elevou para outro patamar aquelas rimas do "tico e teco não fico mabeko miro o tejo e pinto o meu tecto sou recto", agora a dika tá muito mais sóbria e decifrável para comuns mortais. A música 16/12/95 é simplesmente uma das composições mais bonitas já musicadas, o Sam estoriador maduro e prestes a rebentar. ISTO É UM SENHOR ÁLBUM!!!
01. Pratica(mente) 02. A partir de agora 03. Juventude (é mentalidade) 04. Poetas de karaoke 05. À procura da perfeita repetição 06. Abstenção 07. Negociantes 08. Retrospectiva de um amor profundo 09. Presta atenção 10. Pus-me a pensar 11. Ignorância 12. 16/12/95 13. De repente 14. Slides (Retratos da cidade branca) 15. Slides (Referências) 16. Tempo 17. Hereditário
Este broda... nunca lhe liguei muito, lembro-me dele da primeira mixtape do bomberjack "Reencontro do Vinil", penso lembrar-me numa das rimas ele fazer referência à sua recente incursão no mundo das rimas e já a rimar melhor que metade, aquelas "braggadocio rhymes" que todo o rapper que se preze tem na algibeira, só que o dred não me entrava. Só voltei a ouvir falar dele na mixtape do Cruz Lisboa-Porto Connection (porra mixtape clássica), mas se calhar a escolha do instrumental dele (um do NORE com produção dos Neptunes) e a dika do "ficas dois dias a fazer cocó", fizeram com que me desligasse mais uma vez. Nunca mais ouvi falar nele até que o meu bom amigo Keita Mayanda que estava a viver na tuga me chegou a casa do Conductor com um cd cor-de-laranja na mão e me disse: "comé, esse álbum vale a pena!". Eu vi VALETE e pensei "mmhhhh". Abri o livrinho, comecei a ler as letras e "PAF" (chapada na cara), endireitei na cadeira e li com muita atenção! No dia a seguir fui rapidamente à King Size adquirir a minha cópia. Ouvi a dika duas ou três vezes de seguida e lembro-me de ter pensado para mim próprio: "Porra que boa surpresa", dupla surpresa porque o mano não veio sozinho, trouxe um reforço nervooooso chamado Bónus e lançou o álbum tipo o Raekwon the Chef feat Ghostface, o n'dengue Bónus tava em bwéee de sons. Mandei um mail ao mano a felicitá-lo e ele respondeu-me com aquele obrigado de boas maneiras muito polite que os artistas mandam nos seus fãs. A gente acabou por estabelecer um contacto mais permanente e eventualmente surgiram as colaborações, longas discussões via msn, debates sobre música, a indústria, política, sociedades secretas, sociedade em geral... um mano muito forte, apesar de andarmos frequentemente às turras (somos os dois muito casmurros). Até ao dia de hoje ando a tentar compreender o complexo ser humano que se esconde por trás do animal político apelidado Valete, a conhecer melhor o Keidje, mas enquanto não logro os meus intentos, resigno-me com as pistas que ele me vai deixando apreciar...
Educação Visual
A capa não é propriamente um chamariz para quem não saiba o conteúdo que alberga, mas desde muito cedo que tentam ensinar-nos a não julgar o livro pela capa. Pode bem ser eleita a PIOR CAPA DE TODOS OS TEMPOS (e não estou a falar só do hip hop), pelo menos pode concorrer pelos lugares cimeiros, daquelas capas que meter na ficha técnica o autor é tipo descaramento, mas já aí começa o mito Valete:"Não será essa mesmo a intenção dele? Educação Visual e tal, é maneira de afastar os impuros que só vão já ouvir aqueles com capas bem blingadas...". Bwé de teorias, mas a verdade é que o dred acabou por ceder à pressão e fez uma coisa mais "convencional" para a reedição. Eu tenho uma estima infantil por essa capa feiosa e para além do mais, não oiço o disco a olhar para a capa.
01. Educação Visual 02. Nossos Tempos 03. Ele & Ela 04. Serial Killer 05. À Noite 06. Exibicionismo 07. Liricistas (feat. Ace, Chullage and Fuse) 08. Beleza Artificial (feat. Sam The Kid) 09. Nada a Perder 10. Pseudo MCs 11. Mulher Que Deus Amou 12. Chegou a hora 13. Freelancer 14. Ser Ou Não Ser
O pessoal clamou pelo álbum e ele chegou, sempre o Valete nervoso a cuspir veneno contra o poder instituído, contra a indústria musical, assumidamente político e anti-capitalista, mas... para muitos um Educação Visual Vol.II. Gostei muito do disco, mas obviamente que não me marcou como o primeiro, talvez pela ausência do efeito surpresa, aquele elemento que falta cruelmente depois do artista já se ter estabelecido. O meu tema favorito é o Anti-herói.
01. Coisas do Género 02. Serviço Público (com DJ StikUp e Selma) 03. 15 segundos de Hugo Chavez 04. Revelação (com Raquel Oliveira) 05. Pela Música pt.1 06. Pela Música pt.2 (com Ikonoklasta e Sam The Kid) 07. Canal 115 (com Bónus, Adamastor e DJ StikUp) 08. Subúrbios (com DJ StikUp) 09. Os Meus (com Bónus e DJ Bomberjack) 10. Não te Adaptes (com Selma) 11. Masturbaçao Mental 12. 15 segundos de Fidel Castro 13. Monogamia (com Sara Ribeiro e DJ Bomberjack) 14. Roleta Russa 15. 15 segundos de Che Guevara 16. Anti Herói (com Selma)
Hehehehehehehhe... alguém fez o leak... Deca Deca...
Tracklist: 01. Queens Get The Money (Prod.by Jay Electronica) 02. You Can’t Stop Us Now (ft. Eban Thomas & The Last Poets) (Prod by Salaam Remi) 03. Breathe (Prod. by J. Myers & Dustin Moore) 04. Make The World Go Round (ft. Chris Brown & The Game) (Prod. by Cool & Dre) 05. Hero (ft. Keri Hilson) (Prod. by Polow Da Don) 06. America (Prod. by Stargate) 07. Sly Fox (Prod. by stic.man of Dead Prez) 08. Testify (Prod. by Mark Batson) 09. N.I.G.G.E.R. (The Slave And The Master) (Prod. by DJ Toomp) 10. Untitled (Prod. by Stic.man of Dead Prez) 11. Fried Chicken (ft. Busta Rhymes) (Prod. by Mark Ronson) 12. Project Roach (ft. The Last Poets) (Prod. by Eric Hudson) 13. Ya’ll My Niggas (Prod. by J. Myers) 14. We’re Not Alone (ft. Mykel) (Prod. by stic.man of Dead Prez) 15. Black President (ft. Johnny Polygon) (Prod. by DJ Green Lantern)
Eu só ia me sentir bem depois de por este álbum aqui. Nos ultimo ano foi o disco que provavelmente ouvi mais vezes, tem temas que adoro. Adoro também a forma relaxada e descontraída sem grandes preocupações com que ele cai nos instrumentais... Grandes beats de Nick-Nack... Super álbum... Nota 30... Mo Renegas... Granda dica...
Tracklist: 01. Intro 02. The Breakthru 03. On My Own feat. Dwele 04. Soulhop feat. Little T 05. Heartbreak Hip Hop feat. Linn 06. Triumph 07. We Rock feat. ADL 08. Sweet Melody feat. Don-E 09. S.O.S 10. Just Feel It 11. People Know feat. Tony Greer 12. Radio Raheem 13. Last Words
Rap de sala... Muito Nu-Rap e Nu-Vibe da cara... Recomendo... Deca Deca...
Tracklist: 01. Yeah Yall 02. Deep Breaths 03. All Love feat. Elias Of Scribbling Idiots 04. Soph Sissy feat. Playdough 05. Grizzly 06. Bounce 07. Nobody Say feat. Braille & Raphi 08. One Time 09. Jive Turkey feat. Ohmega Watts 10. It’s Over 11. Together 12. Angel feat. Scribbling Idiots 13. Sonrise 14. Rags To Riches feat. Wonder Brown 15. Simplyill feat. Klarity, Freddie Bruno & Sivion 16. It’s Now 17. Go Home (Remix)