quinta-feira, 31 de julho de 2014

Laura Mvula - Father, Father (Live)

Esta miúda de Birmingham, UK, tem um estilo peculiar, muito paradão, mas com um je ne sais quoi de magia, ou melhor, je sais quoi, chama-se ALMA! O álbum "Sing to the Moon" deve ser ouvido, quando mais não seja para se ser confrontado com aquela estranha sensação de não conseguir muito bem definir o que se está a ouvir. Alguns vão adorar, outros vão dar o "eject".


A 5ª Sinfonia de Beethoven Acapella

A primeira vez que vi uma cena assim foi com os VOCAPEOPLE (acho que também são da mesma banda geográfica que estes daqui). Entretanto já vi outros tantos, vários, mas esta cena está sbem, não deixa de causar uma impressão:


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Outspoken & The Essence - Hip Hop Afro delicioso!

Acabei de ouvir este álbum do MC Zimbabweano Outspoken e fiquei siderado. Quando for grande gostaria de ter uma banda assim tão cool que consegue, sendo acústica, manter tanto o espírito hip hop como os ritmos africanos puros e intactos, numa deliciosa mistura.

O MC é um liricista por excelência. Cada frase deve ser ouvida e analisada com atenção, cada palavra sorvida como se de pepitas de ouro se tratassem, cada tema digerido como se nos tivesse sido servida a refeição divina. Isto é MUITO BOM! Hip Hop africano no seu melhor.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Salif Keita - A Demain

Para o seu 17º de originais o veterano patriarca Salif Keita, 65 anos, oriundo de uma linhagem de griots malianos, descendente direto de Sundiata Keita, "fundador" do Reino do Mali, fez o que já tinha antes sido tentado com sucesso pelos seus conterras Amadou & Mariam: juntou-se a um produtor de música eletrónica (Philippe Cohen Solal, dos Gotan Project) e enlistou talentos improváveis, com grande destaque para Roots Manuva. Imaginam isso? Roots Manuva!!!

O video está bwé porreiro, mas o álbum é obrigatório, curtam da cena:


domingo, 25 de maio de 2014

Pharoahe Monch - Novo álbum, rap de mais-velhos!

Não percam tempo, isto é um álbum muito para além do típico moderno disco de rap pesado de featurings com os gajos quentes do momento para lhe dar mais visibilidade. O disco saiu quase sem alarido, um gajo destes que para além de um pilar do Hip Hop desde o início dos anos 90 a colocar música consistente cá fora, autor de um dos mais improváveis êxitos estrondosos do hip hop hardcore é também artesão de um "escorrega" (flow) de outro mundo e compositor de textos com uma profundidade que só dá para comparar com wis tipo KRS ONE e BLACK THOUGHT. O disco está quente. Eis um dos sons que me arrebatou de primeira:


sábado, 24 de maio de 2014

C2C - Down the Road/Delta

O álbum destes dreads é dos mais saborosos que os meus ouvidos degustaram nos últimos tempos. Aliás, tudo o que tenha o dedo daquele rapazo ali, o quem, 20syl dos Hocus Pocus, rebenta a escala. Não tenho tido tempo para grandes reviews por isso vou postando os vídeos, quando der coloco o álbum, Tetra, para o vosso deleite.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

De La Soul ft. Mos Def - "Big Brother Beat"

Sou muito panco deste álbum e até hoje quando oiço este som sinto-me quase levitar. Native Tongues 4life!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Company Flow - Lendários

Este grupo mudou completamente o meu gosto pelo Hip Hop, acrescentando-lhe maravilhosas doses de um qualquer ingrediente secreto que me tornou muito mais exigente e criterioso, evitando que perdesse muito do meu precioso tempo a ouvir merda. Custa-me a crer que este clip, com esta qualidade alguma vez tenha sido filmado, montado, editado e posto a circular. Parece que é propositado para ser mais underground. Qualidade de imagem perto de zero, qualidade da música não-quantificável.



Este é o vídeo que lançaram quando já estavam na Rawkus Records, estranhamente um som que não entra no épico Funcrusher Plus. Estes gajos rebentavam.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Stromae - Racine Carrée





Há sensivelmente cinco anos, o seu single de estreia, "Alors on Danse", fez furor mundialmente e catapultou este jovem belga, cuja mulatice vem do pai Ruandês, para os holofotes reservados aos artistas mais badalados no mundo a um dado momento. Não me despertou a atenção para além do eventual "eis algo um pouco fora do vulgar", mas por aí me deixei estar, sem a mínima pachorra para ir fuçar no lixo audiofónico de mais um "one-hit wonder".

Um belo dia, a minha amiga Evelise enviou-me por email o vídeo do Papaoutai, que eu vi com muito interesse estético pois trata-se de um vídeo lindíssimo, mas a princípio, não fiquei muito conectado ritmicamente com o rapazolas, pois não é propriamente a minha praia. A meio do segundo verso e depois de já ter sido forçado várias vezes a reconhecer intimamente "hey, grande linha; hey, grande rima; hey, afinal isto é MESMO especial" rendi-me às evidências e deixei-me cativar. Mas só depois de ir ver mais um vídeo que me foi indicado pelo "nick" um dos únicos frequentadores deste espaço que tem interagido comigo nos comentários é que decidi baixar o álbum e dedicar-lhe alguns minutos. Acabei por ouvi-lo duas vezes seguidas, completamente aturdido com o facto de (outro) álbum pop me arrebatar desta maneira (o último que o fez foi o dos MGMT).

Ao passo que a maior parte dos artistas que tentam lançar um charme ao mainstream escolhe temáticas mais ou menos expectáveis revestidos por instrumentais amigos de pista de dança,abordando-as de forma ainda menos surpreendentes, este, sem dispensar a pista de dança no seu género arraçado de pop pastoso e hip hop consciente (que assume aliás com um à vontade incrível e, surpreendemente, não lhes desvinculando de revestimentos muito melódicos e musicais), consegue roçar o absurdo na relevância dos temas quase anti-pop e letras muito para lá do consciente de pacotilha, super-inteligentes, super-poéticas e sentidas, tendo inclusivé um tema homenageando "La Diva aux pieds nus", a saudosa Cesária.

Eu iria ainda mais longe, admitindo que o achei bastante audaz, provocando sempre a audiência mundial que conquistou com o tema "Alors on Danse" (até o Kanye West fez uma remix) do álbum precedente a desiludirem-se com a total ausência das várias sequelas que esperam sempre os desbundeiros dos artistas que os fazem dançar. Os rappers é que são exímios nisso, alguns deles vindos dos cantos mais "I just don't give a fuck" do hip hop (sim, Eminem, estou a olhar para ti!) para meros repetidores de singles ("The Real Slim Shady", "Without Me", "Shake That").

Já tendo dito muito, deixo agora a vosso critério se têm paciência para lhe dedicar os 45 minutos da vossa atenção.

01. Ta Fête
02. Papaoutai
03. Bâtard
04. Ave Cesaria
05. Tous les Mêmes
06. Formidable
07. Moules Frites
08. Carmen
09. Humain à L’eau
10. Quand C’est ?
11. Sommeil
12. Merci
13. AVF (avec Maître Gims et Orelsan)

Catem o mambo aqui